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Conjuntura

- Publicada em 14h10min, 10/06/2021. Atualizada em 01h05min, 11/06/2021.

PIB do RS tem alta de 4% no primeiro trimestre de 2021

Forte desempenho da agropecuária a consolidar o crescimento

Forte desempenho da agropecuária a consolidar o crescimento


COTRIJAL/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
O resultado do PIB do Rio Grande do Sul entre janeiro e março de 2021 demonstra a recuperação da economia gaúcha já que registra crescimento tanto se comparado com o último trimestre de 2020 (incremento de 4%) como se relacionado com os três primeiros meses do ano passado (nesse caso, a alta é de 5,5%).
O resultado do PIB do Rio Grande do Sul entre janeiro e março de 2021 demonstra a recuperação da economia gaúcha já que registra crescimento tanto se comparado com o último trimestre de 2020 (incremento de 4%) como se relacionado com os três primeiros meses do ano passado (nesse caso, a alta é de 5,5%).
Apesar da notícia positiva, é preciso contextualizar que a evolução é sobre uma “base baixa”, pois no ano passado o desempenho da produção estadual foi fortemente impactado pela estiagem e, agora, o agronegócio vem impulsionando os números.
Os resultados do PIB do Rio Grande do Sul foram divulgados nessa quinta-feira (10). Conforme dados do Departamento de Economia e Estatística, da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG), a Agropecuária teve um aumento de 35,7%, se comparado os três primeiros meses deste ano contra o quarto trimestre de 2020.
A Indústria também verificou uma evolução, porém mais tímida, de 3,8%, e o setor de Serviços registrou uma variação positiva de 0,4%. De uma maneira geral, o PIB gaúcho não foi somente melhor em relação a si próprio, mas também teve um incremento superior ao do Brasil no primeiro trimestre, já que o País conseguiu um aumento de 1,2% no indicador, considerando esse período com o último trimestre de 2020.
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“Esses resultados do primeiro trimestre nos colocam em um patamar de produção que a gente não via há bastante tempo (cerca de sete anos)”, aponta a pesquisadora do DEE/SPGG e coordenadora da Divisão de Análise Econômica, Vanessa Sulzbach.
Na Indústria, o segmento com a maior taxa de crescimento foi o de Eletricidade e gás, água e limpeza urbana (11,1%), seguido da Indústria de transformação (4,7%), a mais representativa indústria do Rio Grande do Sul, e da Indústria extrativa mineral (1,4%). Nos Serviços, cinco das sete atividades registraram alta, com destaque para o segmento de Intermediação financeira e seguros (3,0%), Serviços de informação (1,7%) e Outros serviços (0,6%).
Se comparado o primeiro trimestre de 2021 com os três meses iniciais do ano passado, a Agropecuária teve um reflexo ainda mais relevante no crescimento de 5,5% do PIB do Estado (o desempenho do PIB do Brasil, no mesmo período, foi de alta de 1%). O setor apresentou variação positiva de 42,2%, sendo que o principal destaque foi o crescimento da produção da principal cultura agrícola do Rio Grande do Sul, a soja, que teve elevação de 74%.
Depois da oleaginosa, também tiveram incremento a uva (29,2%), o fumo (20,6%) e o milho (5,2%). Na contramão, o arroz sofreu um desempenho negativo de 0,8%, mas isso pode ser explicado pelo fato da produção desse cereal ser sustentada em grande parte pela irrigação, o que fez com que não fosse tão afetado no ano passado pela estiagem, subindo a base de comparação.
Ainda levando em conta os primeiros trimestres de cada ano, o setor da Indústria teve crescimento de 10,5%, acima do avanço de 3,0% no Brasil. Entre as atividades do setor, o principal ganho foi na Indústria de transformação (15,3%), que teve nos segmentos de Máquinas e equipamentos (55,9%), Produtos de metal (33,8%), Produtos do fumo (29,5%) e Móveis (22,5%), os percentuais de alta mais elevados. Na Indústria de transformação, as atividades ligadas aos Produtos derivados de petróleo (-6,7%), veículos automotores (-5,2%) e produtos alimentícios (-1,3%) tiveram desempenho negativo.

Setor de Serviços apresenta resultado negativo

O setor de Serviços no Estado foi o único a registrar queda na comparação do primeiro trimestre de 2021 com o período de janeiro a março do ano passado (-2,4%). O desempenho foi, inclusive, abaixo do resultado nacional (-0,8%). As performances de Outros serviços (-5,9%) e do Comércio (-2,0%) puxaram a baixa, enquanto as altas dos Serviços de informação (2,9%), as Atividades imobiliárias (1,8%) e Intermediação financeira e seguros (1,6%) minimizaram a queda geral.
Considerando apenas o Comércio, duas das 10 atividades apresentaram crescimento: Material de construção (24,3%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (18,8%). Os demais segmentos registraram queda, entre eles o de Hipermercados e supermercados (-6,9%), Combustíveis e lubrificantes (-22,3%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-51,1%) e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-33,7%).
A coordenadora da Divisão de Análise Econômica do DEE/SPGG, Vanessa Sulzbach, argumenta que a perspectiva para o segundo trimestre é que a economia gaúcha continue progredindo, ainda sustentada, especialmente, pelo agronegócio. A pesquisadora acrescenta que o avanço da vacinação e uma maior experiência de como atuar nesse período de pandemia de coronavírus também devem contribuir para um bom desempenho.
Já o secretário estadual de Planejamento, Governança e Gestão, Claudio Gastal, enfatiza que é preciso enxergar o filme como um todo e não apenas a fotografia de momento. “Pode ser que este segundo trimestre tenha um PIB estrondoso, mas ele não pode ser considerado dentro da série histórica, é uma recuperação, tem que ter cuidado nesse sentido”, alerta o dirigente.
Reforçando a tese da manutenção do crescimento, Gastal lembra que o governo do Estado lançou na quarta-feira (9) o programa Avançar, que estimulará a economia gaúcha. O primeiro eixo da iniciativa concentrou-se em investimentos a serem feitos em mobilidade e logística, no entanto o secretário adianta que nos próximos 20 dias deve ser apresentado o braço da ação para o setor do agronegócio, apoiando aportes na irrigação e pesquisas, além de avaliar possíveis desonerações do segmento.
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