Porto Alegre, terça-feira, 01 de junho de 2021.
Dia da Imprensa.
Porto Alegre,
terça-feira, 01 de junho de 2021.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

conjuntura

- Publicada em 09h58min, 01/06/2021.

PIB do Brasil cresce 1,2% no primeiro trimestre de 2021, revela IBGE

Alta safra da soja foi um dos motivos para alta da Agropecuária

Alta safra da soja foi um dos motivos para alta da Agropecuária


WENDERSON ARAUJO/CNA/DIVULGAÇÃO/JC
A economia brasileira cresceu 1,2% no primeiro trimestre de 2021 em relação ao trimestre anterior, o que representa uma desaceleração no ritmo de recuperação verificado no final de 2020, segundo dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados nesta terça-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A economia brasileira cresceu 1,2% no primeiro trimestre de 2021 em relação ao trimestre anterior, o que representa uma desaceleração no ritmo de recuperação verificado no final de 2020, segundo dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados nesta terça-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em relação ao mesmo período do ano passado, o PIB cresceu 1,0%. Nos últimos 12 meses, a retração foi de 3,8%. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam crescimento de 0,8% na comparação com o trimestre anterior e de 0,5% em relação ao mesmo período de 2020. O trimestre foi marcado pelo fim dos programas de auxílio do governo, pelo agravamento da pandemia e pela volta de algumas medidas de restrição, mas com taxas de isolamento bem menores que as verificadas no início da crise sanitária.
O Brasil também foi beneficiado pelo ritmo de crescimento das duas maiores economias mundiais — Estados Unidos e China — e de um cenário externo que conta ainda com valorização de moedas emergentes e alta no preço de commodities agrícolas e minerais, o que também se refletiu no desempenho de outras economias emergentes.
O governo não divulga projeções trimestrais. A previsão para o ano do Ministério da Economia é de +3,5%, abaixo da projeção de mercado da pesquisa Focus (+3,96%), que vem sendo revista para cima há seis semanas.
A mesma pesquisa mostra que os economistas consultados esperavam queda do PIB no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2020 até meados de maio. A previsão de retração chegou a 1% no início de março, quando foram adotadas novas medidas de restrição a atividades em vários estados. Somente na segunda quinzena de maio as estimativas saíram do vermelho, até alcançar alta de 0,4%, acompanhando dados que mostraram queda menor que a esperada em índices de mobilidades e na atividade econômica e a reabertura de alguns setores.
As projeções para o ano são de um crescimento de quase 4%, valor que praticamente zera a queda registrada desde 2020 (-4,1%), embora a economia continue distante do pico alcançado no começo de 2014 e a recuperação não alcance todos os setores, o que ainda depende de avanços maiores no programa de vacinação.
Recessão Em junho do ano passado, o Codace (Comitê de Datação de Ciclos Econômicos), órgão ligado ao Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) e formado por oito economistas de diversas instituições, definiu que o Brasil entrou em recessão no primeiro trimestre de 2020, encerrando um ciclo de fraco crescimento de três anos (2017-2019).
Não há uma definição oficial sobre o que caracteriza uma recessão. Embora alguns economistas utilizem a métrica de que esse é o período marcado por dois trimestres seguidos de queda na atividade, o Codace considera uma análise mais ampla de dados. Para o comitê, o declínio na atividade econômica de forma disseminada entre diferentes setores econômicos é denominado recessão.
Os grupos Agropecuária (5,7%), Indústria (0,7%) e Serviços (0,4%) registraram taxas positivas na comparação com o último trimestre de 2020.
Indústria
Extrativas (3,2%); Construção (2,1%) e Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (0,9%) compuseram a alta de Indústria. Na contramão, apenas a de Transformação (-0,5%) teve queda.
Serviços
Transporte, armazenagem e correio (3,6%); Intermediação financeira e seguros (1,7%); Informação e comunicação (1,4%); Comércio (1,2%), Atividades imobiliárias (1,0%) e Outros serviços (0,1%) tiveram acréscimo no cálculo trimestral. Já Administração, saúde e educação pública (-0,6%) apresentou resultado negativo.
Lavoura
Na comparação com o primeiro trimestre de 2020, a Agropecuária teve alta de 5,2% em igual período de 2021. A Lavoura teve grande participação, impulsionada pelas altas safras de produtos como arroz, soja e fumo. 
Folhapress
Comentários CORRIGIR TEXTO
Conteúdo Publicitário