Porto Alegre, quinta-feira, 13 de maio de 2021.
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Energia

- Publicada em 16h21min, 13/05/2021.

Aneel irá recorrer de decisão judicial em favor da termelétrica de Rio Grande

Agência revogou autorização de usina que pretende usar como combustível GNL

Agência revogou autorização de usina que pretende usar como combustível GNL


ANEEL
Jefferson Klein
O projeto da termelétrica Rio Grande, que representa um investimento de cerca de R$ 4 bilhões, segue o caminho que muitos empreendimentos de energia, e de outros setores, têm percorrido ultimamente: o da briga judicial. A 2ª Vara Federal de Rio Grande determinou, recentemente, que sejam suspensas as decisões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que revogaram a outorga de autorização da usina. A assessoria de imprensa do órgão regulador, por sua vez, informa que a Aneel já está ciente das decisões e irá recorrer.
A determinação da agência de cancelar a autorização para que a construção da térmica gaúcha fosse adiante foi baseada em atrasos no cronograma da iniciativa. A revogação ocorreu em 2017 e, em junho do ano passado, a Aneel negou o pedido de reconsideração da sua posição. O prazo inicial do contrato da termelétrica de 1.238 MW de capacidade instalada (em torno de um terço da demanda elétrica do Rio Grande do Sul) previa a operação da planta até janeiro de 2019. O complexo, que está atrelado ao desenvolvimento de um complexo de gás natural liquefeito (GNL), que lhe servirá de combustível, venceu em 2014 um leilão de energia para comercializar a sua geração.
O empreendimento foi inicialmente conduzido pelo grupo Bolognesi, que detém um acordo de transferência dos direitos da usina para a espanhola Cobra. Porém, esse acerto depende da homologação da outorga por parte da Aneel. Um dos defensores da usina é o prefeito de Rio Grande, Fábio Branco. “Nós nunca desistimos do projeto da construção da termelétrica, entendemos que é um projeto fundamental para a soberania do estado do Rio Grande do Sul e primordial para o desenvolvimento da cidade do Rio Grande”, afirma Branco.
O projeto da termelétrica Rio Grande, que representa um investimento de cerca de R$ 4 bilhões, segue o caminho que muitos empreendimentos de energia, e de outros setores, têm percorrido ultimamente: o da briga judicial. A 2ª Vara Federal de Rio Grande determinou, recentemente, que sejam suspensas as decisões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que revogaram a outorga de autorização da usina. A assessoria de imprensa do órgão regulador, por sua vez, informa que a Aneel já está ciente das decisões e irá recorrer.
A determinação da agência de cancelar a autorização para que a construção da térmica gaúcha fosse adiante foi baseada em atrasos no cronograma da iniciativa. A revogação ocorreu em 2017 e, em junho do ano passado, a Aneel negou o pedido de reconsideração da sua posição. O prazo inicial do contrato da termelétrica de 1.238 MW de capacidade instalada (em torno de um terço da demanda elétrica do Rio Grande do Sul) previa a operação da planta até janeiro de 2019. O complexo, que está atrelado ao desenvolvimento de um complexo de gás natural liquefeito (GNL), que lhe servirá de combustível, venceu em 2014 um leilão de energia para comercializar a sua geração.
O empreendimento foi inicialmente conduzido pelo grupo Bolognesi, que detém um acordo de transferência dos direitos da usina para a espanhola Cobra. Porém, esse acerto depende da homologação da outorga por parte da Aneel. Um dos defensores da usina é o prefeito de Rio Grande, Fábio Branco. “Nós nunca desistimos do projeto da construção da termelétrica, entendemos que é um projeto fundamental para a soberania do estado do Rio Grande do Sul e primordial para o desenvolvimento da cidade do Rio Grande”, afirma Branco.
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