Porto Alegre, sexta-feira, 07 de maio de 2021.
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Varejo

- Publicada em 10h34min, 07/05/2021. Atualizada em 11h46min, 07/05/2021.

Vendas no varejo gaúcho caem 0,9% em março após alta de 0,6% em fevereiro

O recuo foi acompanhado por sete das oito atividades investigadas pela pesquisa

O recuo foi acompanhado por sete das oito atividades investigadas pela pesquisa


MARIANA ALVES/JC
O volume de vendas no comércio varejista gaúcho apresentou queda de 0,9% em março de 2021, após alta de 0,6% em fevereiro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a retração foi de 1,5%. No primeiro trimestre, houve queda de 7,1% nas vendas ante 2020. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira (7) pelo IBGE.
O volume de vendas no comércio varejista gaúcho apresentou queda de 0,9% em março de 2021, após alta de 0,6% em fevereiro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a retração foi de 1,5%. No primeiro trimestre, houve queda de 7,1% nas vendas ante 2020. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira (7) pelo IBGE.
Nacionalmente, o volume de vendas no comércio varejista caiu 0,6% no mês de março frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal, após alta de 0,5% em fevereiro. É o terceiro resultado negativo nos últimos quatro meses.
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O varejo, que no mês anterior se encontrava 0,3% acima do patamar pré-pandemia, em março ficou 0,3% abaixo dele. Com o resultado de março, as vendas registram queda de 0,6% no primeiro trimestre e alta de 0,7% no acumulado dos 12 meses.   
O recuo foi acompanhado por sete das oito atividades investigadas pela pesquisa. O principal impacto negativo veio do setor de móveis e eletrodomésticos, cujas vendas caíram 22,0% em março. O gerente da pesquisa, Cristiano Santos, explica que essa atividade foi muito influenciada pelo comportamento dos consumidores durante a pandemia.
“No primeiro momento, o setor teve um crescimento acentuado porque, estando em casa, as pessoas repuseram muita coisa tanto em móveis quanto em eletrodomésticos. Mas passada essa primeira fase, não há crescimentos tão expressivos assim. E, quando as vendas diminuem, o setor costuma fazer promoções. Então houve um aquecimento das vendas em fevereiro e essa queda em março”, diz.
As outras quedas na comparação com fevereiro foram registradas pelos setores de tecidos, vestuário e calçados (- 41,5%), livros, jornais, revistas e papelaria (-19,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-5,9%), combustíveis e lubrificantes (-5,3%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,1%).
O único setor que cresceu nessa comparação foi o de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,3%). O pesquisador explica que o segmento foi um dos únicos beneficiados no período de pandemia por ser considerado um serviço essencial.

Varejo tem queda em 22 unidades da federação

Em março, 22 das 27 unidades da federação refletiram a queda da média nacional frente ao mês anterior, com destaque para Ceará (-19,4%), Distrito Federal (-18,1%) e Amapá (-10,1%). Por outro lado, os destaques com taxas positivas foram Amazonas (14,9%), Acre (11,2%) e Roraima (4,2%).
Para a mesma comparação, no comércio varejista ampliado, a variação negativa também se deu em 22 unidades da federação, destacando- se Bahia (-15,2%), Piauí (-13,2%) e Distrito Federal (-12,8%). Já os principais impactos positivos vieram de Amazonas (15,7%), Roraima (5,3%) e Acre (1,3%).
“Alguns estados tiveram comportamento de queda em móveis e eletrodomésticos de forma mais intensa, como se deu no Ceará. O que tem acontecido, especialmente em grandes empresas, é adoção de estratégias distintas, como o fechamento de lojas. Com isso, há variações no número de estabelecimentos abertos e a diminuição de receitas em determinados estados”, explica o pesquisador.
Em comparação ao mesmo mês do ano passado, o crescimento nas vendas do comércio varejista nacional também foi registrado em 19 unidades da federação, destacando-se Rio de Janeiro (7,1%), Minas Gerais (5,5%) e Santa Catarina (7,6%). No comércio varejista ampliado, também em comparação com março de 2020, o avanço de 10,1% foi acompanhado por 26 das 27 unidades da federação, com destaque para Santa Catarina (25,8%), São Paulo (2,9%) e Minas Gerais (9,6%). Tocantins (-1,4%) foi o único estado que caiu nesse indicador.
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