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Infraestrutura

- Publicada em 17h10min, 05/05/2021.

Cresce uso de criptomoedas no setor de energia

Usina fotovoltaica DVM SOLAR I, em Imperatriz (MA), realizou operação através de bitcoins

Usina fotovoltaica DVM SOLAR I, em Imperatriz (MA), realizou operação através de bitcoins


DVM/Divulgação/JC
Jefferson Klein
A utilização das criptomoedas para que os autoprodutores (agentes que produzem energia para o consumo próprio) possam vender seus excedentes de geração é uma atividade que tem crescido no Brasil. Uma das vantagens observadas pelos empreendedores que adotam essa prática é agilidade no processo.
A utilização das criptomoedas para que os autoprodutores (agentes que produzem energia para o consumo próprio) possam vender seus excedentes de geração é uma atividade que tem crescido no Brasil. Uma das vantagens observadas pelos empreendedores que adotam essa prática é agilidade no processo.
“Existe uma grande tendência de convergência entre as criptomoedas e o setor de energia”, frisa o advogado e sócio-diretor da Noale Energia, Frederico Boschin. A Noale foi uma das empresas envolvidas na operacionalização da venda dos excedentes da usina fotovoltaica DVM SOLAR I, localizada em Imperatriz (MA), por meio de criptomoedas (bitcoins).
O uso dessa solução no segmento energético, segundo Boschin, tem sido bastante observado em outros países como, por exemplo, Estados Unidos, Alemanha e Austrália. O sócio-diretor da Noale Energia comenta que essas nações já possuem um mercado mais liberalizado, o que facilita esse tipo de negociação. Ele acrescenta que o procedimento mais adequado para fazer a fiscalização da produção, do consumo e da precificação da energia comercializada é a tecnologia de blockchain (solução que começou junto com as criptomoedas e possibilita o rastreamento, o envio e recebimento de informações pela internet).
O advogado do escritório Souto Correa, especialista em energia, Fabio Di Lallo, também vê o aproveitamento das criptomoedas na área de energia, apesar de ainda incipiente no Brasil, como algo em crescimento. Ele ressalta que essas movimentações estão acontecendo dentro do ambiente do mercado livre de energia. “Onde as partes podem fazer contratos privados de compra e venda de energia elétrica e transacionar preços e, ao fazer isso, é possível escolher a modalidade do pagamento”, enfatiza Di Lallo. O advogado argumenta que essa opção de comercialização de energia está sendo empregada por agentes que já têm conhecimento quanto ao setor elétrico e também sobre o sistema financeiro, o que facilita a diversificação dos tipos de transações realizadas.
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