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siderurgia

- Publicada em 21h34min, 26/04/2021.

Gerdau reativa aciarias para aumentar produção

No ano passado, mesmo com a pandemia, o consumo de aço cresceu 1,2% no País

No ano passado, mesmo com a pandemia, o consumo de aço cresceu 1,2% no País


INSTITUTO AÇO BRASIL/DIVULGAÇÃO/JC
Roberto Hunoff, de Caxias do Sul
O aumento do consumo, a partir do final do ano passado, combinado com a baixa oferta em decorrência da desativação de fornos no início da pandemia, provocou desabastecimento e elevação de preços no mercado interno de aço, que chegou a mais de 60% na indústria e a 140% no varejo. Para o vice-presidente do Conselho de Administração da Gerdau, André Gerdau Johannpeter, a oferta e a demanda deve ser equilibrada com a decisão do setor siderúrgico de reativar aciarias produtoras de aço. No caso da marca gaúcha, serão duas, em Mogi das Cruzes (SP), e Araucária (PR), que estavam sem operar há sete anos. "Isto deve melhorar o abastecimento e os prazos de entrega", estimou.
O aumento do consumo, a partir do final do ano passado, combinado com a baixa oferta em decorrência da desativação de fornos no início da pandemia, provocou desabastecimento e elevação de preços no mercado interno de aço, que chegou a mais de 60% na indústria e a 140% no varejo. Para o vice-presidente do Conselho de Administração da Gerdau, André Gerdau Johannpeter, a oferta e a demanda deve ser equilibrada com a decisão do setor siderúrgico de reativar aciarias produtoras de aço. No caso da marca gaúcha, serão duas, em Mogi das Cruzes (SP), e Araucária (PR), que estavam sem operar há sete anos. "Isto deve melhorar o abastecimento e os prazos de entrega", estimou.
Em relação aos preços, o executivo foi menos assertivo. "Vai depender do comportamento do mercado, que sofre influência do câmbio, da demanda mundial e dos preços das commodities, dentre outros fatores", afirmou durante reunião-almoço virtual, nesta segunda (26), promovida pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul. De acordo com o executivo, as matérias-primas que compõem a cadeia do aço tiveram reajustes que chegaram a 150% na sucata; a 134% no minério de ferro; e a 93% no ferro-gusa. Demais insumos variaram de 40,5% a 83%. "A reação econômica no exterior foi muito mais rápida do que no Brasil. O fenômeno de aumento dos preços foi mundial, não apenas interno", afirmou.
As projeções apresentadas por Gerdau indicam, para este ano, crescimento de 5,8% no consumo aparente sobre 2020, devendo alcançar perto de 22 milhões de toneladas. O volume, no entanto, será ainda inferior ao recorde de 28 milhões, registrado em 2013. Um indicativo da evolução é o aumento médio na faixa de 20% no primeiro bimestre deste ano na comparação com os três exercícios anteriores. "O incremento da arrecadação federal em março é uma demonstração clara da retomada da economia", mencionou. Gerdau ainda citou que as siderúrgicas direcionaram ao mercado interno praticamente todo o volume que era exportado, algo como 20% da produção.
No ano passado, mesmo com a pandemia, o consumo de aço cresceu 1,2% no país. Incremento pequeno, segundo ele, mas não desprezível, já que, em todo o mundo, somente três países - China, Turquia e Brasil - tiveram expansão no consumo, mostrando que o país está retomando a economia.
Gerdau argumentou que a retomada mais sólida do consumo do aço dependerá, especialmente, da reativação da construção civil, já em andamento, mas precisando de maior ênfase na infraestrutura. Destacou que o lançamento de imóveis, no final do ano passado, cresceu entre 45% e 50%, principalmente em São Paulo. Para 2021, a alta projetada é de 6% a 8%. A expectativa também se estende às vendas. O vice-presidente recordou que, em 1980, o Brasil consumia 100 quilos de aço por habitante, enquanto a China se limitava a 32. Passadas quatro décadas, o consumo doméstico caiu para 99, enquanto o chinês subiu para 632. Na mesma comparação, o Chile avançou de 52 para 139 quilos, e o México, de 115 para 190 quilos.
Segundo o empresário, o PIB está diretamente correlacionado com o negócio do aço, e o Brasil deveria chegar a 300 a 400 quilos per capita de consumo.
O presidente da CIC Caxias, Ivanir Gasparin, enfatizou que, no caso do aço, não só a falta da matéria-prima, mas também a elevação dos preços impactaram a indústria de Caxias do Sul e Região, fortemente baseada na indústria metalmecânica. Para o dirigente, a falta de insumos provocou redução na atividade econômica.
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