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coronavírus

- Publicada em 14h26min, 10/04/2021.

Lojistas de Porto Alegre estão otimistas com reabertura do comércio aos finais de semana

Movimento do comércio de rua de Porto Alegre ainda estava tímido na manhã deste sábado

Movimento do comércio de rua de Porto Alegre ainda estava tímido na manhã deste sábado


MARIANA ALVES/JC
Marcelo Beledeli
O movimento do comércio de rua de Porto Alegre ainda estava tímido na manhã deste sábado (10), primeiro dia em que as novas flexibilizações autorizadas pelo governo do Estado entraram em vigor. No entanto, a permissão para abertura das lojas nos finais de semana, das 05h às 20h foi bem recebida pelos lojistas, os quais esperam que a medida ajude as empresas a recuperar seus caixas.
O movimento do comércio de rua de Porto Alegre ainda estava tímido na manhã deste sábado (10), primeiro dia em que as novas flexibilizações autorizadas pelo governo do Estado entraram em vigor. No entanto, a permissão para abertura das lojas nos finais de semana, das 05h às 20h foi bem recebida pelos lojistas, os quais esperam que a medida ajude as empresas a recuperar seus caixas.
“O sábado é o dia mais importante para o varejo, pois os clientes que não conseguem fazer suas compras durante a semana devido ao seu horário de trabalho vão para as lojas neste dia”, destaca Irio Piva, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL-POA). Segundo o dirigente, dependendo do segmento em que a empresa atua, o movimento das lojas no sábado pode ser de duas a três vezes o observado durante um dia da semana. “Além disso, é um dia mais seguro para os clientes saírem para as ruas, pois a circulação de pessoas é menor”, destaca.
Para Luana Garroni Soares, gerente da loja de roupas Daiane Store da avenida da Azenha, a possibilidade de vender no final de semana é de grande importância. “Um dia a mais funcionando faz diferença no desempenho das contas”, afirma.
Segundo Luana, a flexibilização das atividades é importante, uma vez que as empresas não possuem mais recursos financeiros para permanecerem com as portas fechadas. “A gente sabe que estamos em um momento delicado da pandemia, mas nós também temos a necessidade de trabalhar e colocar o pão na nossa mesa”, afirma a gerente, que lembra que a loja já está operando com um quadro reduzido de cinco funcionários.
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Daiane Store, na Avenida da Azenha, já buscava atender a clientes no primeiro dia das novas regras. Foto: Mariana Alves/JC
A reabertura aos finais de semana também foi comemorada por Janice Costa, chefe de loja da papelaria Brasil, na avenida Borges de Medeiros. “Esperamos que o funcionamento se mantenha, porque a situação está muito difícil para as empresas”, afirmou. Janice lembrou que, devido à crise gerada pela pandemia, a papelaria Brasil teve que fechar 70% de suas unidades. “Tinha 13 lojas e agora apenas cinco estão abertas.”
Para o presidente da CDL-POA, a população e os empresários precisam ter a consciência de seguir os cuidados sanitários necessários para evitar um aumento da propagação da Covid-19. “Vamos torcer para que o nível de contaminação e de internações sigam caindo. Se houver melhoras significativas nas condições sanitárias vamos pleitear novas medidas, como a ampliação dos horários de funcionamento do comércio das 20h para as 22h. Mas, neste momento, estamos satisfeitos com a decisão do governo, tudo que acontecer de forma gradativa”, comenta Piva.

Mesmo com restrição noturna, bares e restaurantes comemoram retorno de atividades

Natalia Basili, gerente da Confeitaria Matheus
Para Natalia Basili, gerente do café e confeitaria Matheus, cada dia em funcionamento é uma ajuda
MARIANA ALVES/JC
O novo decreto do governo do Estado permite que bares, lanchonetes e restaurantes façam atendimento presencial apenas das 05h às 15h no final de semana. Além disso, os estabelecimentos podem ficar abertos até às 22h durante a semana.
Para Maria Fernanda Tartoni, presidente da Associação de Bares e Restaurantes no Rio Grande do Sul (Abrasel-RS), esse cenário ainda não é o ideal para o setor, uma vez que as empresas que tem foco noturno ainda são prejudicadas, mas as novas regras para o funcionamento devem ser celebradas pois os empresários precisam trabalhar. “Trabalhar no horário de almoço no sábado e domingo e à noite durante a semana já nos dá um alívio. Neste momento, uma garrafa de água a mais que puder ser vendida já faz diferença para as empresas”, afirma a dirigente.
Maria Fernanda destaca que o final de semana representa, em média, 40% do faturamento das empresas de alimentação fora do lar. “São os dias que as pessoas têm mais tempo para comer, consomem e gastam mais. O ticket médio também é maior no sábado e domingo”, afirma.
Natalia Basili, gerente do tradicional café e confeitaria Matheus, na avenida Borges de Medeiros, acredita que a reabertura aos sábados, ainda que limitada, é uma ajuda importante. “É um dia que tem um bom público, várias pessoas que aproveitam o final de semana para fazer as compras no Centro passam aqui para fazer um lanche”, destaca.
Segundo a gerente, a cafeteria sofreu uma forte redução de faturamento com os períodos em que teve que ficar de portas fechadas. “Estamos fazendo telentrega, tanto por aplicativos como com serviço próprio, mas isso não representa 10% de nossas vendas”, afirma Natalia. O rombo no faturamento também afetou os colaboradores do local. Com a pandemia, o número de funcionários, que antes da crise era de 50 pessoas, hoje está em menos de 20. “O retorno da atividade no sábado é uma ajuda para a sobrevivência da empresa e a manutenção de trabalhadores”, destaca.
Com as flexibilizações, o desafio para bares e restaurante, segundo a presidente da Abrasel-RS, é reconquistar os clientes. “As empresas precisam mostrar que o atendimento é seguro, mas a população também precisa colaborar, adotando as medidas de higiene e segurança”, comenta Maria Fernanda.
Segundo a dirigente, se os indicadores de propagação da Covid-19 e de internações hospitalares seguirem caindo, o setor irá buscar novas medidas, como a abertura de atividades nas noites de sábado e o aumento da capacidade de atendimento dos estabelecimentos. “Entendemos que a situação está crítica, mas a situação de nossas empresas também está. Assim que as condições estiverem mais seguras, precisamos de mais flexibilizações”, afirma a presidente da Abrasel-RS.
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