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Transporte

- Publicada em 12h43min, 07/04/2021.

Pandemia gerou prejuízo em 97% das empresas de transporte do País, aponta CNT

Somente 1,2% dos empresários afirmaram que os danos terminaram em 2020

Somente 1,2% dos empresários afirmaram que os danos terminaram em 2020


MARCELO G. RIBEIRO/arquivo/JC
O setor de transportes é um dos mais afetados pela pandemia do novo coronavírus no Brasil. É isso o que aponta a 6ª rodada da Pesquisa de Impacto no Transporte – Covid-19, realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) entre os dias 24 e 30 de março. Conforme o levantamento, divulgado nesta quarta-feira (7), a crise sanitária não só gerou prejuízos em quase todo o setor como também faz com que as empresas mantenham uma baixa perspectiva de que o cenário irá melhorar em um futuro próximo.
O setor de transportes é um dos mais afetados pela pandemia do novo coronavírus no Brasil. É isso o que aponta a 6ª rodada da Pesquisa de Impacto no Transporte – Covid-19, realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) entre os dias 24 e 30 de março. Conforme o levantamento, divulgado nesta quarta-feira (7), a crise sanitária não só gerou prejuízos em quase todo o setor como também faz com que as empresas mantenham uma baixa perspectiva de que o cenário irá melhorar em um futuro próximo.
De acordo com a pesquisa, 97% dos empresários que responderam ao levantamento enfrentam prejuízos causados pela Covid-19 em seus negócios, sendo que, para mais da metade do total (53,4%), não é possível prever quando terminarão esses prejuízos. Além disso, somente 1,2% dos representantes do setor afirmaram que os danos causados pela Covid-19 em sua empresa terminaram em 2020.
Atualmente, apenas 9,7% dos empresários acreditam que o faturamento já voltou ao patamar registrado antes da pandemia, enquanto a maior parte (58,4%) está com o prejuízo financeiro.
Outro ponto mostrado pela pesquisa da CNT é o que mostra que cerca de 43,4% das empresas solicitaram crédito a instituições financeiras. Das empresas que buscaram financiamento bancário, 46,4% tiveram acesso a crédito negado, agravando o equilíbrio de operações e obrigações.
Os dados mais recentes, relativos ao mês de março de 2021, apontam um cenário ainda muito ruim para as empresas de transporte: 68,3% sofreram redução de demanda; 69% tiveram queda de faturamento; 57,4% sofreram diminuição de capacidade de pagamento; 44,7% apresentaram menor quadro de empregados; e 41,2% viram o tamanho da empresa cair - esse último ponto ilustrando a necessidade de possível venda de ativos para sua sobrevivência no mercado. Além disso, 52,4% das transportadoras responderam ter aumentado seu nível de endividamento.
O presidente da CNT, Vander Costa, considera o resultado da pesquisa preocupante uma vez que os transportadores acreditavam em uma virada positiva de 2020 para 2021. “As reduções bruscas na demanda e no faturamento têm atingido as empresas do setor em um momento crítico, com dificuldades para obtenção de crédito e a necessidade de adotar demissões. Nesse sentido, é necessária ação rápida do governo federal para apoiar os empresários e ampliar a vacinação, medidas essenciais para uma retomada sustentada da economia”, afirma.
A adoção da redução proporcional de jornada e salários foi apontada por 39,1% das empresas pesquisadas como a melhor alternativa para manter os vínculos empregatícios, demonstrando interesse em adotar este regime, caso novamente autorizado. Além disso, 36% das transportadoras teriam interesse em suspender temporariamente os contratos de trabalho nos próximos 60 dias.
Diante do quatro atual da pandemia, 73,4% dos entrevistados apontam a vacinação em massa da população como a principal medida que deve ser priorizada pelo governo, seguida da disponibilização de linhas especiais de crédito (49,5%).
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