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Conjuntura

- Publicada em 03h00min, 23/03/2021.

Isolamento sem compensações pode reduzir crescimento para 2%

A paralisação de 50% das atividades econômicas no país por um período de quatro semanas pode reduzir o crescimento da economia em 1 ponto percentual em 2021, caso não sejam adotadas medidas compensatórias por parte do governo, como foi feito em 2020. A estimativa é da IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado, que divulgou nesta segunda-feira (22) seu Relatório de Acompanhamento Fiscal mensal.
A paralisação de 50% das atividades econômicas no país por um período de quatro semanas pode reduzir o crescimento da economia em 1 ponto percentual em 2021, caso não sejam adotadas medidas compensatórias por parte do governo, como foi feito em 2020. A estimativa é da IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado, que divulgou nesta segunda-feira (22) seu Relatório de Acompanhamento Fiscal mensal.
A IFI projeta um crescimento de 3% neste ano, percentual inferior, por exemplo, ao dos analistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central, que está em 3,22%. "A metodologia ajuda a ilustrar e a dimensionar os impactos sobre o produto gerados pela necessidade de restrição ao funcionamento de diversos estabelecimentos, caso não haja medidas compensatórias", diz o relatório.
"As medidas são necessárias para evitar o espalhamento do vírus e terão de durar tanto tempo quanto o país demorar a vacinar percentual relevante da população brasileira." A IFI considera que o primeiro trimestre deve ter um desempenho fraco, com risco de queda do PIB também no segundo trimestre. A estimativa de 3%, portanto, dependerá de uma recuperação no segundo semestre, condicionada ao avanço da vacinação de parte substancial da população e à decorrente redução das medidas de afastamento social, hoje inescapáveis, segundo a instituição.
Nas atuais circunstâncias, segundo a IFI, a projeção atual de 3% representa uma espécie de teto para o crescimento do país. Em 2020, o impulso gerado pelo pagamento do auxílio emergencial, cujo gasto somou R$ 293,1 bilhões entre abril e dezembro do ano passado (montante equivalente a 4% do PIB), reduziu o impacto negativo sobre o PIB decorrente da retração do consumo das famílias.
Pesquisa Datafolha mostra que a procura pelo novo auxílio emergencial em 2021 deve ser similar à verificada no ano passado, apesar de o governo prever que o acesso ao benefício será mais restrito neste ano. Para 2021, o gasto previsto com o auxílio que será pago a partir de abril é de R$ 44 bilhões. A IFI afirma que não está descartada a prorrogação do novo auxílio, tendo em vista que a própria medida provisória que instituiu o benefício diz que, após o período de quatro meses previsto, ele "poderá ser prorrogado por ato do Poder Executivo federal, observada a disponibilidade orçamentária e financeira."
 
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