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Indústria

- Publicada em 14h36min, 03/03/2021.

Ano começou com produção e emprego em alta na indústria do RS

Empresários industriais projetam aumento na demanda e no emprego para os próximos seis meses

Empresários industriais projetam aumento na demanda e no emprego para os próximos seis meses


CLAITON DORNELLES/ARQUIVO/JC
A atividade industrial teve crescimento em janeiro, com aumento da produção e do emprego e baixos níveis de estoques. Os indicadores estão destacados na Sondagem Industrial do RS, pesquisa mensal divulgada nessa quarta-feira (3) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).
A atividade industrial teve crescimento em janeiro, com aumento da produção e do emprego e baixos níveis de estoques. Os indicadores estão destacados na Sondagem Industrial do RS, pesquisa mensal divulgada nessa quarta-feira (3) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).
“O mercado ainda revela alguma instabilidade, agravada pela escassez de insumos e matéria-prima. Mesmo assim, a produção cresceu pela sétima vez nos últimos oito meses”, diz o presidente da Fiergs, Gilberto Petry. O levantamento mostra também que os empresários gaúchos projetam alta na demanda e no emprego para os próximos seis meses.
Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos, à exceção da utilização da capacidade instalada-UCI, que vai de 0 a 100%. O índice da produção chegou a 52,8 pontos em janeiro, apresentando em oito meses recuou somente em dezembro de 2020 por conta da sazonalidade. A alta foi acompanhada do sétimo aumento consecutivo do emprego: 55,6 pontos, bem acima do padrão do mês, cuja média histórica é de 50,2. Acima dos 50 pontos, os valores refletem crescimento frente ao mês anterior.
No primeiro mês de 2021, a indústria gaúcha utilizou 74% da sua capacidade instalada (UCI), nível bem superior aos 68% da utilização média para o mês. Já a UCI em relação ao usual registrou 52,4 pontos. Desde setembro do ano passado continua com valores maiores de 50, mostrando a UCI acima do normal para as empresas.
Outro indicador com bom resultado em janeiro foi o de estoques de produtos de finais, ao continuar em queda, pelo oitavo mês seguido. Isso fica demonstrado pelos índices de evolução mensal e em relação ao planejado, respectivamente, de 47,8 e 47,9 pontos. Inferiores a 50, mostram que os estoques estão sendo desovados e se mantêm abaixo do planejado pelas empresas.
Para os próximos seis meses, os índices de expectativas apontados na pesquisa realizada entre 1º e 11 de fevereiro com 185 empresas (37 pequenas, 59 médias e 89 grandes), continuaram em patamares elevados e similares a janeiro. A projeção é de elevação na demanda, com 60,2 pontos, e das exportações, 55,5. Com a perspectiva positiva para as encomendas, a indústria gaúcha espera aumentar o emprego (57,9 pontos) e as compras de insumos e matérias-primas (59,4 pontos). Também pouco se alterou, em fevereiro, a disposição da indústria gaúcha em investir se comparada a janeiro. Nesse período, o índice de intenção de investir passou de 60,2 para 60,8 pontos, bem acima da média histórica de 49,5.
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