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contas públicas

- Publicada em 03h00min, 26/02/2021.

Governo tem superávit de R$ 43,2 bilhões em janeiro

Após registrar o maior rombo da história em 2020, as contas do governo federal iniciaram o ano com resultado positivo. Em janeiro, houve superávit primário de R$ 43,2 bilhões, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira (25).
Após registrar o maior rombo da história em 2020, as contas do governo federal iniciaram o ano com resultado positivo. Em janeiro, houve superávit primário de R$ 43,2 bilhões, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira (25).
O saldo é ligeiramente pior do que o observado em janeiro de 2020, quando ficou positivo em R$ 44,1 bilhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve um recuo de 6,3%, considerando a inflação.
Segundo o Tesouro, o resultado é melhor do que as expectativas de mercado e foi influenciado pela interrupção dos gastos emergenciais relacionados à pandemia do novo coronavírus. Enquanto essas despesas somaram R$ 33,5 bilhões em dezembro, o valor foi de R$ 2 bilhões em janeiro.
No mês passado, os gastos extraordinários para mitigar efeitos da pandemia foram direcionados ao Ministério da Saúde e demais pastas (R$ 1,2 bilhão), à complementação de salário para trabalhadores com remuneração e jornada reduzidos (R$ 346 bilhões) e ao pagamento residual do auxílio emergencial (R$ 279 milhões).
Em janeiro, as receitas do governo registraram queda real de 0,1%, totalizando R$ 181 bilhões. As despesas ficaram em R$ 112 bilhões, uma queda real de 0,4%. "O resultado já traz um indicativo, pelo menos em termos econômicos, de resultado fiscal, de que a gente está voltando ao nível pré-pandemia", disse o secretário do Tesouro, Bruno Funchal.
Em 2020, por conta da pandemia do novo coronavírus, que provocou uma disparada dos gastos públicos e derrubou a arrecadação de impostos, as contas do governo federal registraram um rombo fiscal de R$ 743,1 bilhões. O resultado foi o pior da série histórica iniciada há 24 anos.
Neste ano, o governo tem feito articulações para liberar verbas emergenciais, mas em menor volume. O Ministério da Economia defende que os gastos extras sejam limitados ao programa de vacinação e à nova rodada do auxílio emergencial, que pode custar R$ 40 bilhões aos cofres públicos.
Até o momento, porém, não há definição sobre o pagamento do auxílio. A equipe econômica fechou acordo com a cúpula do Congresso para que a nova liberação seja vinculada à aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Emergencial, que cria gatilhos de ajuste fiscal para o futuro.
Divergências em torno das medidas, no entanto, adiaram a votação do texto, que estava prevista para esta quinta. Nova tentativa de análise deve ser feita na próxima semana.
De acordo com o Tesouro, após o rombo do ano passado, que ampliou o endividamento do governo para quase 90% do PIB (Produto Interno Bruto), é fundamental que o país avance no processo de consolidação fiscal, com reformas estruturantes. Segundo o Tesouro, a aprovação da PEC Emergencial é importante porque permite que o pagamento do auxílio seja sustentável para as contas públicas.
"Se o auxílio emergencial for concedido sem as medidas de fortalecimento da posição fiscal do país, pode haver um efeito adverso na economia com aumento da incerteza e perda de credibilidade, provocando aumento do risco país e dos juros, postergação da retomada da economia, bem como menor geração de emprego e renda para a população", informou o órgão do Ministério da Economia.
Por conta de disputas políticas, o Orçamento de 2021 não foi votado pelo Congresso no ano passado e segue em tramitação.
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