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Varejo

- Publicada em 20h40min, 11/02/2021. Atualizada em 21h56min, 11/02/2021.

Renner tem lucro de quase R$ 1,1 bilhão em 2020

Receita da venda digital mais que dobrou em 2020, para compensar restrições nas lojas físicas

Receita da venda digital mais que dobrou em 2020, para compensar restrições nas lojas físicas


MARCO QUINTANA/JC
Patrícia Comunello
Num ano de pandemia, que chegou a fechar lojas por mais de três meses em algumas localidades no Brasil, a maior varejsta de moda do Brasil, a Lojas Renner fechou com o mesmo nível de lucro de 2019. O resultado líquido, divulgado no balanço, nesta quinta-feira (11), ficou em R$ 1,096 bilhão, uma levíssma alta de 0,9% ante os R$ 1,086 bilhão do ano anterior.
Num ano de pandemia, que chegou a fechar lojas por mais de três meses em algumas localidades no Brasil, a maior varejsta de moda do Brasil, a Lojas Renner fechou com o mesmo nível de lucro de 2019. O resultado líquido, divulgado no balanço, nesta quinta-feira (11), ficou em R$ 1,096 bilhão, uma levíssma alta de 0,9% ante os R$ 1,086 bilhão do ano anterior.
Nesta quinta-feira, a companhia também aprovou a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures simples, não conversíveis em ações. Será a terceira emissão em quase um ano.
Mas a receita líquida no ano passado comprimiu, chegando a R$ 6,6 bilhões, 21,4% a menos que o ano anterior, que somou R$ 8,5 bilhões. Já no desfecho do ano, o lucro líquido teve recuo de 31%, ficando em R$ 354 milhões ante R$ 512,8 milhões do mesmo trimestre de 2019. A receita líquida mostrou reversão, com alta de 1,6%, somando R$ 2,9 bilhões ante R$ 2,87 bilhões do quarto trimestre de 2019.
O endividamento da companhia chegou a R$ 712,6 milhões em dezembro, alta de 161,3% em relação a dezembro de 2019 associada à menor geração operacional de caixa.
"O ano de 2020 foi desafiador para a indústria de varejo, por conta do cenário pandêmico", resumiu o CFO, Alvaro de Azevedo, que, além dos números globais do desempenho, destacou a ascensão dos canais on line de venda, com alta de 126% nesse segmento, que passou a responder por 12,3% da receita total da comercialização. No último trimestre do ano, o faturamento do e-commerce cresceu 123,2% e respondeu por 9,4% do total. 
Em 2019, o canal digital respondeu por 5% das vendas. Em alguns meses, o executivo citou que o digital chegou a crescer 200%, principalmente nos períodos de lojas físicas fechadas, no auge da contaminação pelo novo coronavírus.
"Crescemos cinco anos em um ano", contrastou Azevedo. "Foi um período em que as adversidades abriram grandes oportunidades", deu o tom o CFO.
Para lidar com as contingências das medidas sanitárias, que também afetaram as operações no Uruguai e na Argentina, que chegaram a ficar mais tempo com fechamento, a companhia teve de avançar nos conceitos de ominichannel, unindo a frente física com a on line com mais força.
O uso, por exemplo, da compra feita pelo cliente, sem passar pelo caixa, no self-checkout, foi turbinado. Outra estratégia foi a chamada prateleira infinita, que usa tanto o estoque do centro de distribuição como o da loja física, na oferta no site, o que eleva as opções de itens, diz o executivo. Também foi ativada a entrega do item comprado no on line usando a loja mais próxima do endereço do cliente, para agilizar o tempo de recebimento. 
Instalação de vending machine em pontos de grande fluxo, como metrô, também fez parte do mix de ações do ano passado.
No ano passado, a companhia abriu apenas 11 novas lojas, uma delas no Aeroporto de Guarulhos - a segunda neste tipo de empreendimento (a primeira foi no terminal, em Porto Alegre), ante 52 de 2019.
O investimento foi de R$ 544 milhões, com aporte principal na estrutura do centro de distribuição, de R$ 124,7 milhões, parte do total de R$ 600 milhões previstos. O CD ficará em Cabreúva, no interior de São Paulo, e terá uso intensivo de automação. Para 2021, a previsão é de aporte total de R$ 1,1 bilhão, com valores estimados para abertura de novas lojas (R$ 200 milhões), sistemas de tecnologia (R$ 325 milhões), logistica (R$ 296 milhões), nas controladas (R$ 186 milhões) e na remodelação e reforma de lojas (R$ 91 milhões).
Já as novas lojas e 2021 são projetadas de 20 a 30 da bandeira Renner, cinco a dez da Camicado e da YouCom e Ashua, cinco. Haverá mais unidades no Rio Grande do Sul, mas o CFO não chegou a indicar a localização. Uma delas será em um empreendimento em construção com lojas e residencial em Torres, no Litoral Norte. A expansão no Mercosul deve ser freada devido ao impacto da pandemia, com reabertura que demorou mais, como na Argentina.
Na YouCom, Azevedo explica que a estratégia será focar mais ainda no canal on line, atendendo ao perfil de cosumidor mais jovem. 
Para o ano, Azevedo avalia o cenário é "mais desafiador e otimista, com aposta na recuperação progressiva de indicadores macroeconômicos, com o avanço da vacinação da Covid-19. "Teremos ao longo do ano um processo mais robusto de retomada para a economia", projeta. O fechamento de operações de concorrentes - a espanhola Zara está reduzindo o tamanho no Brasil -, e de segmentos de nicho, segundo Azevedo, deve abrir espçao para o maior crescimento das marcas das Lojas Renner.
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