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Conjuntura

- Publicada em 05 de Fevereiro de 2021 às 03:00

Atividade da indústria no Rio Grande do Sul termina 2020 em baixa

Expectativa é de crescer 6% em 2021

Expectativa é de crescer 6% em 2021


LUIZA PRADO/JC
O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado nessa quinta-feira (4) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), completou em dezembro de 2020 o oitavo mês consecutivo de alta na série dessazonalizada. O crescimento foi de 2,6% em relação a novembro. Apesar disso, no acumulado de janeiro a dezembro, a queda do IDI-RS chegou a 4,9% na comparação com o mesmo período de 2019.
O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado nessa quinta-feira (4) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), completou em dezembro de 2020 o oitavo mês consecutivo de alta na série dessazonalizada. O crescimento foi de 2,6% em relação a novembro. Apesar disso, no acumulado de janeiro a dezembro, a queda do IDI-RS chegou a 4,9% na comparação com o mesmo período de 2019.
"Todos os indicadores da pesquisa seguiram o mesmo roteiro no ano passado, com início positivo, quedas e níveis recordes entre março e maio em função da pandemia, e retomada impulsionada pelas medidas de estímulos do governo federal, a reabertura gradual da economia, o afrouxamento das medidas de isolamento social e os juros baixos", informou o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry.
Com exceção da massa salarial real, que caiu 3%, todos os componentes do IDI-RS, um termômetro da atividade do setor no Rio Grande do Sul, subiram no último mês do ano na comparação com novembro. Os destaques principais ficaram com as compras industriais, uma elevação de 9,5%, e com as horas trabalhadas na produção, com 5,6%.
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o IDI-RS cresceu 11,6%, a quarta alta seguida e maior do ano. Mesmo assim, tendo fechado 2020 com 4,9% abaixo de 2019, esta nova queda anulou a modesta recuperação do triênio 2017-2019 (3,1%) e a distância em relação a 2013, pico de atividade anterior à recessão 2014-2016, chega a -20%.
Ainda que quase todos os indicadores tenham recuperado os níveis pré-pandemia, nenhum conseguiu evitar a queda ao final de 2020: faturamento real recuou 3,1%, compras industriais, 5,8%; horas trabalhadas na produção, 5,5%; emprego, 2%, e massa salarial real, 9,8%. A Utilização da Capacidade Instalada caiu 4,5 pontos percentuais.
Por setores, a queda da atividade industrial no ano foi generalizada, atingindo dez dos 16 pesquisados. Destaque principalmente para Veículos automotores (-15,4%) e para Couros e calçados (-19,1%) e, em menor medida, para Químicos e refino de petróleo (-3,2%), Máquinas e equipamentos (-1,9%) e Tabaco (-8,5%). Os destaques positivos ficaram com Alimentos (4,2%), Produtos de metal (6,5%) e Bebidas (3%).
Para 2021, segundo a Fiergs, a expectativa é por um crescimento do IDI-RS em torno de 6%, ajudado pela baixa base de comparação e o cenário de retorno à normalidade e recuperação da economia brasileira, com juros ainda em patamares baixos para os padrões brasileiros e inflação controlada. Outras sinalizações importantes são a elevada confiança industrial e os baixos níveis de estoques, mas há também restrições, como o desemprego elevado, a incerteza sobre as condições fiscais do país, o fim do auxílio emergencial, a evolução da pandemia e a falta e dos altos preços de insumos e matérias-primas.

No Brasil, vendas reais cresceram 0,8% no ano passado, segundo a CNI

Apesar da recessão econômica causada pela pandemia de covid-19 ao longo do ano passado, as fábricas brasileiras encerraram 2020 com alta no faturamento e em ritmo de recuperação na atividade. De acordo a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada nesta quinta-feira, 4, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), as vendas do setor cresceram 0,8% em relação a 2019.
Apenas em dezembro do ano passado, as vendas da indústria superaram em 13,2% o volume faturado no último mês de 2019. Na comparação com novembro - considerando os ajustes sazonais - o avanço foi de 1,6%.
"A atividade industrial encerra 2020 com continuidade do ciclo de recuperação da indústria, após a crise gerada pela pandemia", destacou a CNI.
As horas trabalhadas na produção também avançaram 2,5% em dezembro na comparação dessazonalizada com novembro. Em relação a dezembro de 2019, a alta foi de 9,7%. Ainda assim, devido a forte paralisação do parque industrial no auge da pandemia, as horas trabalhadas no total de 2020 ficaram 4,1% abaixo do registrado no ano anterior.
"Já são oito meses ininterruptos de crescimento nas horas trabalhadas, uma alta acumulada de 38% entre maio e dezembro, mas insuficiente para compensar as quedas de março e abril", completou a CNI.
Com isso, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) na indústria cresceu 0,7 pontos porcentuais em dezembro e chegou a 80,6% na série com ajustes sazonais. No fim de 2019, a UCI estava em 77,8%.
O emprego no setor também avançou pelo quinto mês seguido, com alta de 0,2% em relação a novembro e estabilidade ante dezembro de 2019. No acumulado do ano, porém, houve uma retração de 2,1% nos postos de trabalho da indústria.
Após dois meses de estabilidade, no entanto, a massa salarial real dos empregados das fábricas voltou a cair em dezembro. No acumulado do ano, ficou 5,6% menor.