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Portos

- Publicada em 03h00min, 04/02/2021.

Concessão do Cais Mauá deve ocorrer até 2022

Avaliado em R$ 600 milhões, conjunto de armazéns e docas ocupa uma área de 181 mil metros quadrados

Avaliado em R$ 600 milhões, conjunto de armazéns e docas ocupa uma área de 181 mil metros quadrados


/MARCO QUINTANA/arquivo/JC
Jefferson Klein
Um empreendimento que vem sendo discutido há anos volta a ser foco das atenções: a revitalização do Cais Mauá em Porto Alegre. A exemplo do que já fez em outras ocasiões, como no desenho da privatização do grupo CEEE, o governo do Estado solicitou o apoio do Bndes para determinar a formatação do projeto e a melhor destinação que pode ser dada a esse espaço que era aproveitado para a atividade portuária. A expectativa é que o repasse para a iniciativa privada ocorra no segundo semestre de 2022.
Um empreendimento que vem sendo discutido há anos volta a ser foco das atenções: a revitalização do Cais Mauá em Porto Alegre. A exemplo do que já fez em outras ocasiões, como no desenho da privatização do grupo CEEE, o governo do Estado solicitou o apoio do Bndes para determinar a formatação do projeto e a melhor destinação que pode ser dada a esse espaço que era aproveitado para a atividade portuária. A expectativa é que o repasse para a iniciativa privada ocorra no segundo semestre de 2022.
O acordo entre o banco e o Executivo gaúcho foi firmado nessa quarta-feira (4) e o trabalho deverá ser concluído até outubro deste ano, com a previsão de publicação do edital para a revitalização em dezembro . A partir de estudos técnicos e de viabilidade, a parceria resultará na indicação da solução que será escolhida para o local, seja por meio de alienação, concessão ou parceria público-privada (PPP), entre outras, para desestatização do terreno que pertence ao Estado. O valor que o Bndes receberá pelo serviço não foi divulgado, mas o banco será pago por quem assumir a revitalização do Cais Mauá e explorá-lo comercialmente. A cerimônia de assinatura do contrato foi transmitida pelos canais do governo do Estado no Facebook e YouTube.
Na ocasião, o governador Eduardo Leite ressaltou que a participação do Bndes dá mais segurança ao processo, tanto na questão de atender à legislação como em contribuir para a atratividade do setor privado e a preservação do interesse público. Leite lembrou ainda que em 2019 teve que reincidir o contrato com a empresa que anteriormente seria a responsável pela revitalização (Consórcio Cais Mauá do Brasil), porque o grupo não conseguiria atingir os objetivos da concessão. O rompimento do acordo, segundo ele, foi necessário para abrir a possibilidade de um novo modelo de negócios.
"Essa etapa reafirma a convicção que é possível explorar ao máximo o potencial que essa área tem", frisa o governador. Leite enfatiza que a relevância cultural e histórica do espaço, somada à visão do Guaíba e do pôr do sol, são fatores que despertam sentimentos de vínculo da população. O governador acrescenta que um empreendimento que serve de inspiração para o Cais Mauá é o Brooklyn Bridge Park, que se tratava de um terreno portuário e demorou cerca de 20 anos para ser convertido em um local de lazer, através da parceria com o setor privado.
Já o presidente do Bndes, Gustavo Montezano, manifesta que é a intenção do banco aumentar o número de iniciativas em que pode auxiliar a modelagem de um melhor aproveitamento de um ativo. No caso do segmento imobiliário, o dirigente lembra que esse setor carrega a história da cidade, do estado e até mesmo do País, por isso é importante a questão da sua preservação. "O nosso principal gargalo são bons projetos", aponta Montezano.
O secretário estadual de Planejamento, Governança e Gestão Estratégica, Claudio Gastal, recorda que, paralelamente ao projeto de revitalização do Cais Mauá, está sendo conduzido, em um espaço menor do complexo, próximo à usina do Gasômetro, o Cais Embarcadero. Esse empreendimento vai disponibilizar atrações nos segmentos de gastronomia, lazer e entretenimento e deverá ser inaugurado no dia 26 de março.
Na sua totalidade, o Cais Mauá, localizado às margens do Guaíba, entre a Usina do Gasômetro e a rodoviária de Porto Alegre, fica em um terreno de 181,3 mil metros quadrados e divide-se nos setores de armazéns, docas e Gasômetro. Segundo laudo do Departamento de Patrimônio do Estado realizado no ano passado, o conjunto está avaliado em R$ 600 milhões.
 
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