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Mercado Financeiro

- Publicada em 15h02min, 03/02/2021. Atualizada em 15h05min, 03/02/2021.

Bolsas da Europa fecham mistas com dados e possível resolução de crise na Itália

O índice pan-europeu Stoxx-600 encerrou o pregão em alta de 0,33%, aos 407,27 pontos

O índice pan-europeu Stoxx-600 encerrou o pregão em alta de 0,33%, aos 407,27 pontos


ABR/DIVULGAÇÃO/JC
Os índices acionários das principais bolsas da Europa fecharam sem direção única nesta quarta-feira (3) com investidores repercutindo uma série de dados macroeconômicos divulgados pela manhã. O foco também esteve na Itália, com a tentativa de resolução da crise política local por meio da formação de um novo governo. Notícias envolvendo a pandemia do novo coronavírus, incluindo perspectivas para a vacinação no continente, também influenciaram os mercados europeus.
Os índices acionários das principais bolsas da Europa fecharam sem direção única nesta quarta-feira (3) com investidores repercutindo uma série de dados macroeconômicos divulgados pela manhã. O foco também esteve na Itália, com a tentativa de resolução da crise política local por meio da formação de um novo governo. Notícias envolvendo a pandemia do novo coronavírus, incluindo perspectivas para a vacinação no continente, também influenciaram os mercados europeus.
O índice pan-europeu Stoxx-600 encerrou o pregão em alta de 0,33%, aos 407,27 pontos.
Ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE), o economista Mario Draghi aceitou o pedido do presidente da Itália, Sergio Mattarella, para que ele forme uma nova coalizão governista no país, após a crise que culminou na saída de Giuseppe Conte.
A notícia impulsionou o índice FTSE MIB, de Milão, que encerrou em alta de 2,09%, aos 22.527,90 pontos.
Segundo o Julius Baer, a perspectiva de que um economista "distintamente pró-Europa e experiente" como Draghi seja o primeiro-ministro da Itália anima investidores. O banco alerta, porém, para a possibilidade de Mattarella ter de convocar eleições para resolver a crise política no país, caso mais uma tentativa de formar um governo estável não tenha sucesso.
Em contrapartida à melhora do cenário político italiano, pesaram sobre os índices uma série de indicadores fracos. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto de janeiro da zona do euro caiu a 47,8, enquanto o de serviços também teve recuo a 45,4. A alta nos índices de inflação ao consumidor e ao produtor do bloco, porém, ajudaram a limitar o pessimismo de investidores.
No Reino Unido, o PMI de serviços para o mesmo mês teve queda de quase 10 pontos, a 39,5. O FTSE 100, de Londres, foi o único a fechar em baixa nesta quarta, com recuo de 0,14%, aos 6.507,82 pontos.
Na bolsa britânica, a GlaxoSmithKline recuou 6,07%, na maior baixa diária do FTSE 100, após registrar leves ganhos com o anúncio de que irá desenvolver vacinas para a covid-19 em parceria com a farmacêutica alemã Curevac.
O DAX, de Frankfurt, fechou com ganhos de 0,71%, aos 13.933,63 pontos, impulsionado pelo setor automotivo da Alemanha. A ação da Daimler acumulou a maior alta do índice, de 8,91%, seguida pela Volkswagen, que subiu 2,27%.
Na Espanha, o Santander fechou em alta de 0,67% após anunciar metas de rentabilidade mais ambiciosas em balanço. O IBEX 35, de Madri, encerrou o pregão com ganhos de 0,78%, aos 8.012,80 pontos.
O contínuo recuo dos casos e mortes por covid-19 em algumas das principais economias da Europa também deram algum suporte às bolsas. A Alemanha relatou, mais uma vez, menos de 10 mil infecções e 1 mil óbitos pela doença nas últimas 24 horas. Já no Reino Unido, foi ultrapassada a marca de 10 milhões de pessoas vacinadas, segundo o primeiro-ministro, Boris Johnson.
Diante desde cenário, o PSI 20, de Lisboa, fechou em alta de 0,36%, aos 4.819,40 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, ficou estável, aos 5.563,05 pontos.
Agência Estado
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