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turismo

- Publicada em 01h29min, 19/01/2021.

Início da vindima anima vitivinicultura do Estado

Passeio entre os parreiras atrai turistas para a Serra Gaúcha

Passeio entre os parreiras atrai turistas para a Serra Gaúcha


/Divulgação/Zéto Telóken
Vinicius Appel
No último sábado (16) foi dada a largada à vindima 2021, época em que ocorre a colheita da uva, que acontece anualmente entre meados de janeiro e março e reúne visitantes nas vinícolas da Região do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha.
No último sábado (16) foi dada a largada à vindima 2021, época em que ocorre a colheita da uva, que acontece anualmente entre meados de janeiro e março e reúne visitantes nas vinícolas da Região do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha.
Depois de uma safra histórica no ano passado, o ano de 2021 começa com expectativa de crescimento em relação à colheita. Em sentido oposto, o turismo deve registrar queda quando comparado ao mesmo período.
O Rio Grande do Sul concentra 90% da produção nacional de uva. Atualmente, cerca de 15 mil famílias trabalham com o cultivo da fruta no estado, que concentra 614 vinícolas. De acordo com o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), Deunir Argenta, foram colhidas 732 mil toneladas de uva durante a safra de 2020, que foi considerada a melhor da história do Brasil. Para este ano, a expectativa é que o volume tenha um pequeno incremento, mas ainda é uma incerteza. "As condições climáticas têm colaborado para o cultivo da uva, mas cada dia é um dia", pondera Argenta.
Na Cooperativa Vinícola Aurora o clima é de otimismo. Para a safra 2021, a expectativa é de colher 60 milhões de quilos de uva, o equivalente a 60 mil toneladas. O volume representa um crescimento de 15% em comparação com a safra passada e a qualidade das primeiras uvas colhidas já animam os profissionais do setor. "A gente conseguiu casar as duas coisas, uma produção boa com uma qualidade boa", afirma Maurício Bonafé, coordenador agrícola da Vinícola Aurora.
A Aurora conta com 1,1 mil associados que estão distribuídos em 11 cidades do Estado e, segundo Bonafé, há uma grande preocupação da empresa com os produtores. O coordenador agrícola afirma que a época de safra é o período em que mais se depende de mão de obra e que, por conta disso, testes foram feitos em funcionários que fazem a colheita, além da obrigação em relação ao uso de máscaras e ao distanciamento.
De acordo com Adriano Miolo, diretor-superintendente da Miolo Wine Group, a vindima é um período de muito trabalho no vinhedo para colher as uvas no momento certo, quando elas atingem a maturação ideal. "Trabalhamos com controle de produção focando, exclusivamente, na qualidade", explica. Para esta safra, a expectativa do grupo é colher mais de 7 milhões de quilos de uva (equivalente a 7 mil toneladas), nas três vinícolas do Rio Grande do Sul.
Miolo afirma que a qualidade das uvas colhidas tem sido excelente e espera que o tempo continue colaborando, pois a colheita segue por mais dois meses e meio. "Com a capacidade tecnológica que temos hoje e a qualidade se mantendo como está, certamente temos um futuro de vinhos e espumantes espetaculares", destaca o diretor.

Enoturismo retoma atividades com protocolos sanitários

Deunir Argenta aposta em atividades com pequenos grupos
Deunir Argenta aposta em atividades com pequenos grupos
GILMAR GOMES/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A esperança também está presente no setor de turismo, que precisou se adequar aos protocolos sanitários em razão da pandemia. A gerente de marketing da Giordani Turismo e Eventos, Jana Brum, relata ter percebido que os clientes estão procurando por passeios mais privados, personalizados e ao ar livre. Para esta vindima, a empresa já está com 20% das vagas comercializadas e espera atender entre 600 e 700 clientes durante o período.

O número é inferior ao registrado em 2019 e 2020, quando a Giordani atendeu, em média, mil clientes por ano durante a vindima. A redução está diretamente ligada aos protocolos sanitários e à redução da capacidade dos estabelecimentos. Entre as mudanças no atendimento este ano está a frequência dos passeios, que antes aconteciam também durante a semana e agora ocorrerão somente aos sábados. A capacidade de clientes nos dois roteiros oferecidos pela empresa foi reduzida em 50% e o uso de máscara é obrigatório, assim como de álcool gel.

Com opções de passeios que duram entre 4 horas e 8 horas e passam por duas vinícolas, a empresa tem notado uma mudança no perfil dos clientes. "Tivemos um percentual maior de visitantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e uma adesão menor de outros estados, que antes vinham com uma boa expressividade", afirma Jana.

Analisando o enoturismo, o presidente da Uvibra relatou ter percebido mudanças para a vindima. "Municípios cancelaram os eventos tradicionais, algumas vinícolas não farão nada além da visita controlada e outras apostam em ações com pequenos grupos e um aparato de cuidados", conclui Argenta.

A mudança foi confirmada pela Miolo, que recebe mais de 200 mil visitantes anualmente no Vale dos Vinhedos, mas que, este ano, optou por não promover atrativos turísticos temáticos durante esta época. "Seguimos com as visitas guiadas, com número reduzido de 15 pessoas, e degustações orientadas", explica Adriano Miolo.

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