Porto Alegre, quinta-feira, 07 de janeiro de 2021.

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Mercado Financeiro

- Publicada em 19h25min, 07/01/2021. Atualizada em 19h34min, 07/01/2021.

Taxas de juros disparam com risco fiscal

Os juros futuros encerraram a sessão regular em alta firme nesta quinta-feira, sob influência do temor de recrudescimento da crise fiscal no Brasil. O contrato para janeiro de 2022, o mais líquido, superou o nível de 3%, o que não ocorria no fechamento desde meados de dezembro.
Os juros futuros encerraram a sessão regular em alta firme nesta quinta-feira, sob influência do temor de recrudescimento da crise fiscal no Brasil. O contrato para janeiro de 2022, o mais líquido, superou o nível de 3%, o que não ocorria no fechamento desde meados de dezembro.
O DI janeiro 2022 subiu de 2,949% no ajuste de quarta-feira para 3,030% (regular), na máxima do dia, e 3,020% (estendida). O janeiro 2023 avançou de 4,425% a 4,615% (máxima, fechamento da regular) e 4,605% (estendida). O janeiro 2025 saltou de 5,934% a 6,180% (máxima, regular) e 6,170% (estendida). O janeiro 2027 foi de 6,703% a 6,960% (regular e estendida). E o janeiro 2029 passou de 7,163% a 7,450% (regular) e 7,440% (estendida).
O debate fiscal brasileiro ganhou novo combustível depois de a Consultoria de Orçamento e Fiscalização da Câmara dos Deputados publicar nota técnica com uma proposta de mudança no teto de gastos da União.
Para Fabio Klein, da Tendências Consultoria Integrada, a proposta de flexibilização é "temerária, um desvio de rota".
E a ideia vem em um momento em que a pressão por mais gastos sociais se amplia, à medida que a pandemia de covid-19 recrudesce. O Brasil bateu o nível de 200 mil mortes em decorrência da doença.
Na manhã desta quinta-feira, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) começou a coletar assinaturas para um requerimento em que defende uma convocação extraordinária do Congresso em janeiro. A intenção é votar um novo decreto de calamidade pública e a retomada do auxílio emergencial, além da universalização de uma vacina contra covid-19.
A disputa pelas presidências da Câmara e do Senado, porém, dificulta a possibilidade de uma votação em janeiro.
Em tempo, neste dia de forte estresse das taxas, o Tesouro foi a mercado para o primeiro leilão de prefixado e de LFT do ano.
Foram vendidas 16,8 milhões de LNT, ante oferta de 17,5 milhões, sendo 10 milhões para 1º/4/2022, 4,8 milhões de títulos para 1º/1/2023; e 2,032 milhões para 1º/7/2024. Já a de NTN-F foi aceita integralmente (3,8 milhões), sendo 3,5 milhões para 1º/1/2029 e 300 mil NTN-F para 1º/1/2031.
Já a oferta de 1 milhão de LFT foi absorvida também integralmente, sendo 152.150 papéis para 1º/3/2022 e 847.850 para 1º/3/2027.
Agência Estado
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