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Empreendedorismo

- Publicada em 11h44min, 07/01/2021. Atualizada em 13h12min, 07/01/2021.

RS teve disparada na criação de empresas no último trimestre de 2020

Mais de 196 mil empresas gaúchas se formalizaram no ano passado

Mais de 196 mil empresas gaúchas se formalizaram no ano passado


JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
Roberta Mello
O número de empresas abertas no último trimestre de 2020 disparou no Rio Grande do Sul em relação a 2019. A criação de novos negócios no Estado seguia um fluxo bastante semelhante ao do ano anterior até outubro. A partir daí, houve uma grande guinada e o número de novos negócios cresceu aproximadamente 25% nos últimos meses do ano na comparação com igual período de 2019.
O número de empresas abertas no último trimestre de 2020 disparou no Rio Grande do Sul em relação a 2019. A criação de novos negócios no Estado seguia um fluxo bastante semelhante ao do ano anterior até outubro. A partir daí, houve uma grande guinada e o número de novos negócios cresceu aproximadamente 25% nos últimos meses do ano na comparação com igual período de 2019.
O ano fechou com bom desempenho, com alta acumulada de 5% nas aberturas. Ao longo de 2020 foram constituídas 196.302 novas empresas no Estado, enquanto em 2019 esse número não chegou a 187 mil.
Alguns fatores podem explicar o movimento positivo em um ano marcado pela pandemia de Covid-19. Um deles foi o crescimento do chamado "empreendedorismo por necessidade", atrelado à perda de emprego ou diminuição na renda familiar. Mas o mais relevante, segundo a presidente da Junta Comercial do Estado (Jucis/RS), Lauren Momback, foi o estímulo à formalização de negócios já existentes através da suspensão na cobrança da taxa de constituição  de empresa a partir de outubro. 
A retomada na confiança dos empreendedores começou ainda no terceiro trimestre do ano passado. Mas foi em outubro que a abertura de novas empresas deslanchou.
Nos três últimos meses do ano, o número de Sociedades de Responsabilidade Limitada (LTDA) apresentou crescimento de 87%. Foram 5.363 novas companhias nessa categoria no último trimestre de 2020 ante 2.862 no mesmo período de 2019.
A constituição de cooperativas também cresceu. Houve incremento de 20% em organizações desse tipo, segundo dados da Junta Comercial do Estado (Jucis/RS).
O percentual na constituição de empresários individuais (que não podem ser confundidos com os MEIs) entre os meses de outubro e dezembro apresentou aumento de 1,84% em comparação a 2019. Já o número de Eireli caiu 24,7%.
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 Número de LTDAs cresceu 87,83% no último trimestre de 2020 imagem: Jucis/RS
As extinções ao longo de todo o ano passado ficaram abaixo dos dois anos anteriores. Em 2020, pouco mais de 65 mil negócios foram fechados, ante mais de 71 mil em 2019 e 75 mil em 2018. Em 2017 o número de negócios extintos girou em torno de 45 mil.

Suspensão da taxa de constituição alavancou formalização e se estende até 24 de janeiro

A dispensa da cobrança de taxa de serviços para a constituição de empresas a partir de outubro foi um dos fatores que contribuiu com a maior formalização dos negócios, segundo a Jucis/RS. A medida tem validade de 90 dias e se extingue em 24 de janeiro.
Rio Grande do Sul e São Paulo foram os únicos estados brasileiros que implementaram esse tipo de medida. A iniciativa paulista teve duração de 60 dias e já chegou ao fim.
A presidente Jucis/RS, Lauren Momback, comemora o efeito da suspensão, considerado ainda melhor do que o esperado. Ela admite que há, sim, uma possibilidade de o prazo de suspensão ser estendido por mais algum tempo - "talvez 60 dias".
Uma reunião na semana que vem com representantes da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) e do governo do Estado deve bater o martelo sobre o assunto. “Mas os empreendedores não devem contar com isso. O ideal é que a formalização aconteça o quanto antes”, indica Lauren.
Ela admite que a redução nos custos de abertura da empresa não leva ninguém a empreender, mas estimula a formalização. “O Estado abriu mão de arrecadar um valor. Por outro lado, essa iniciativa proporcionou aos informais que formalizassem suas empresas, aumentando a renda e o número de empregos”, acrescentou a presidente da Junta.
Com a isenção, R$ 1,094 milhão deixou de ser arrecadado. Mas o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), Rodrigo Lorenzoni, vê por outro prisma. Para ele, "mais de R$ 1 milhão ficaram na economia gaúcha". “Entendemos que nosso papel é contribuir ainda mais com quem deseja empreender neste momento de pandemia. Por isso, buscamos alternativas, programas e incentivos”, destacou Lorenzoni.
Todo o processo de constituição de empresas no RS pode ser feito online através do site da Jucis. No caso daquelas atividades que precisam de licenças para operar, a junta faz a comunicação aos órgãos competentes.
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