Porto Alegre, quinta-feira, 03 de dezembro de 2020.

Jornal do Comércio

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- Publicada em 18h29min, 03/12/2020. Atualizada em 20h04min, 03/12/2020.

Setor de eventos reivindica direito de trabalhar e protesta contra suspensão de atividades

Representantes questionaram liberação de feira e pediram igualdade entre os setores econômicos

Representantes questionaram liberação de feira e pediram igualdade entre os setores econômicos


SERAFIM SOUZA/DIVULGAÇÃO/JC
Fernanda Crancio
Prejudicados pela nova proibição temporária de comemorações e eventos sociais no Rio Grande do Sul, determinada via decreto estadual, empresários e profissionais do segmento comandaram um protesto, nesta quinta-feira (3), contra a rigidez das regras e cobrando igualdade de condições de trabalho entre os setores econômicos. A manifestação foi realizada em Novo Hamburgo, em frente ao Centro de Eventos da Fenac, que sedia uma grande feira de calçados.
Prejudicados pela nova proibição temporária de comemorações e eventos sociais no Rio Grande do Sul, determinada via decreto estadual, empresários e profissionais do segmento comandaram um protesto, nesta quinta-feira (3), contra a rigidez das regras e cobrando igualdade de condições de trabalho entre os setores econômicos. A manifestação foi realizada em Novo Hamburgo, em frente ao Centro de Eventos da Fenac, que sedia uma grande feira de calçados.
Reunindo representantes da região do Vale do Sinos, a mobilização buscou não apenas questionar a liberação da feira, garantida por meio de autorização do governo do Estado antes da publicação do decreto, mas dar visibilidade aos profissionais de eventos e entretenimento, impactados pelos quase oito meses sem trabalhar, em função das restrições da pandemia, e novamente impedidos de realizar suas atividades. "Foi uma manifestação de urgência, organizada em dois dias, para mostrar nossa indignação com a confirmação da feira. Como podem manter um evento desse, se todos os outros, com mais controle e circulação menor de pessoas, estão proibidos?, questiona Serafim Souza, proprietário de uma casa de festas em Novo Hamburgo e um dos coordenadores do ato.
Os manifestantes iniciaram o movimento por volta das 7h, saindo em carreata pelas ruas da cidade, até a Fenac, onde a feira foi aberta às 9h. Vestidos de preto e portando faixas e balões, se dividiram em grupos e protestaram pacificamente nos portões de acesso ao Centro de Eventos e nas imediações do local. Os representantes também se deslocaram até São Leopoldo, onde a mobilização se somou a outro ato, organizado por músicos, próximo ao viaduto do bairro Scharlau. No retorno à Fenac, o protesto foi acompanhado de perto pela Brigada Militar. "Queremos o direito de trabalhar e colocar o pão na mesa das nossas famílias", diziam ao microfone os manifestantes.
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Manifestantes cobram falta de isonomia nas novas regras impostas às atividades do setor. Fotos:Serafim Souza/Divugação/JC
Segundo Souza, ações semelhantes estão sendo organizadas nos próximos dias em diversas regiões do Estado. Nesta sexta (4), uma nova manifestação, com participação de profissionais de casas de festas, músicos e empresários do entretenimento está prevista para ocorrer em frente ao Palácio Piratini, no Centro Histórico.
Ao repercutir o protesto, em entrevista a uma emissora de televisão, o governador Eduardo Leite lembrou que a suspensão de eventos é temporária, até o dia 14 de dezembro, e tem o objetivo de conter a disseminação do vírus antes das festas de final de ano. "A gente está vendo um crescimento de casos e contaminação. Se nada fosse feito agora, lá na frente, quando as pessoas mais vão se encontrar, poderíamos ter uma explosão de casos no Rio Grande do Sul, porque seriam muitos encontros e com muitas pessoas contaminadas. O esforço de agora, de restringir os eventos até o dia 14, é para que reduza esse ciclo de contágio e possamos ter um final de ano com menos restrições, inclusive em relação a eventos", destacou Leite.
Para Souza, os argumentos do governador não condizem com a realidade das ruas e das cidades gaúchas. "O governador fala, mas ele não vê o que acontece nas ruas. São festas clandestinas por aí a fora, enquanto negociávamos protocolos, aglomerações sem nenhum cuidado sanitário e sem a mínima fiscalização. Nós, que só queremos trabalhar com todos os cuidados necessários, hoje estamos pagando esta conta", desabafa o empresário.
Por meio de nota, a assessoria da Fenac destaca que a feira de sapatos tem cunho totalmente comercial, nos moldes de um shopping temporário, e respeita os decretos e protocolos de biossegurança. Por conta disso, a entidade entende que "todas as demais atividades comerciais e shopping centers também deveriam ser alvo" do protesto. "Justamente por isso, a Fenac não compreende o protesto infundado ocorrido nas imediações da feira por profissionais do setor de eventos", reforça o texto.
A Fenac informa ainda que optou por cancelar um festival de cervejas artesanais que ocorreria em paralelo à feira, que se estende até o dia 13 de dezembro. Segundo a assessoria "a atitude reforça que a Fenac está atenta a todos os protocolos de biossegurança e aos decretos estaduais, se adaptando para que tudo aconteça dentro dos protocolos previstos pelos órgãos governamentais".
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