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pandemia

- Publicada em 21h16min, 01/12/2020.

Fechados, cinemas buscarão diálogo com o governo

Salas ficaram abertas por apenas 36 dias desde o início da pandemia

Salas ficaram abertas por apenas 36 dias desde o início da pandemia


Divulgação/Arcoplex Cinema/JC
Adriana Lampert
Após 36 dias de funcionamento com adequações acertadas com autoridades municipais e estaduais, as salas de cinema fecharam as portas novamente no Estado nesta terça-feira (1). Pegos de surpresa com o decreto do governador Eduardo Leite, publicado na segunda-feira (30), os empresários do setor de exibições afirmam que irão buscar reverter a situação nos próximos dias.
Após 36 dias de funcionamento com adequações acertadas com autoridades municipais e estaduais, as salas de cinema fecharam as portas novamente no Estado nesta terça-feira (1). Pegos de surpresa com o decreto do governador Eduardo Leite, publicado na segunda-feira (30), os empresários do setor de exibições afirmam que irão buscar reverter a situação nos próximos dias.
"Gostaríamos de conversar com os representantes do comitê de crise, pois não vemos razão para fechar os cinemas, uma vez que os protocolos são muito rígidos e estavam funcionando", justifica o presidente do Sindicato das Empresas Exibidoras Cinematográficas do Rio Grande do Sul, Hormar Castello Junior.
Sócio da rede GNC Cinemas, ele destaca que a medida irá causar um "prejuízo grande" para o grupo. "Tínhamos duas estreias importante nos próximos dias: o filme Trolls 2 (da Universal) e Mulher Maravilha 1984 (da Warner Bros)", lamenta Junior. Segundo ele, ambos os títulos prometiam melhorar o fluxo das salas e garantir algum retorno aos exibidores.
"A reabertura recente ocorreu em baixa temporada, com filmes de porte médio, que já não atraem muito público", emenda o dirigente, ao informar que o movimento está fraco nos cinemas do Estado. Ontem, em alguns shoppings, como Praia de Belas, as salas já estavam fechadas.
"Acredito que muita gente ainda se sente insegura", concorda o gerente de Marketing da Arcoplex Cinemas, Gabriel Silva. "Com este decreto, agora a insegurança deve aumentar", opina. Ambos gestores acreditam que as medidas de segurança adotadas pelos cinemas são suficientes, mas se propõem a novas alterações, contanto que as atividades possam ser retomadas o quanto antes. "De repente, diminuir ainda mais os horários", sugere Silva. "Talvez vetar a alimentação nas salas", complementa Junior.
Trabalhando com horários reduzidos, distanciamentos automáticos de poltronas nas vendas de ingressos, uso de máscaras obrigatório para clientes e colaboradores, higienização a cada intervalo entre os filmes, entre uma série de outras medidas, os empresários de salas exibidoras destacam que "estava seguro" frequentar os cinemas. "Se é possível que bares e restaurantes possam continuar abertos, porque o cinema não pode, nem que seja com horário reduzido?", insiste Silva. A Rede Arcoplex administra duas salas na Capital (que não reabriram durante a flexibilização) e outras em cinco cidades do Interior do Estado. "Estávamos funcionando com 30% da capacidade", informa o gerente de Marketing.
"O prejuízo é incalculável", reforça o presidente do sindicato. "Gostaríamos de negociar com o governo e mostrar que é seguro seguir trabalhando para reabrimos logo - em alguns dias, o ideal seria na próxima semana."
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