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Combustível

- Publicada em 03h00min, 02/12/2020.

Rodoil lança nova gasolina chamada Dura Mais

Rodoil conta com aproximadamente 450 postos bandeirados

Rodoil conta com aproximadamente 450 postos bandeirados


DIVULGAÇÃO/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
A distribuidora Rodoil, que tem sede em Caxias do Sul e atua em diversas cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, lançou oficialmente nesta terça-feira (1) uma nova gasolina: a Dura Mais. O diretor presidente da companhia, Roberto Tonietto, destaca que o produto tem como benefícios uma queima mais eficiente, que permite um menor consumo, e um reflexo mais brando para o meio ambiente.
A distribuidora Rodoil, que tem sede em Caxias do Sul e atua em diversas cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, lançou oficialmente nesta terça-feira (1) uma nova gasolina: a Dura Mais. O diretor presidente da companhia, Roberto Tonietto, destaca que o produto tem como benefícios uma queima mais eficiente, que permite um menor consumo, e um reflexo mais brando para o meio ambiente.
"A Dura Mais é uma gasolina ecoaditivada que proporciona até 10% de economia (quanto a consumo, em relação à gasolina comum) e reduz em 50% as emissões (de gases de efeito estufa) ", afirma o executivo. A tecnologia do combustível foi desenvolvida nos Estados Unidos e será disponibilizada para os postos com bandeira do grupo e não para os que compram combustíveis da empresa esporadicamente, os chamados bandeiras brancas (que podem adquirir de outros fornecedores).
Atualmente, a Rodoil conta com em torno de 450 postos bandeirados (nos últimos 12 meses a companhia cresceu aproximadamente 15% nesse segmento) e atua ainda com cerca de 2 mil revendedores de bandeira branca. Segundo o diretor comercial da empresa, Elvis Chagas, dos 450 estabelecimentos com bandeira própria, cerca de 50 já estão comercializando a nova gasolina e, dentro de uma semana, a perspectiva é que a maioria deles tenha o produto. Chagas comenta que a Dura Mais terá um preço mais elevado para o consumidor, do que a gasolina comum, porém ele acrescenta que a oscilação final do valor dependerá de cada posto. Apesar do custo mais "salgado", ele frisa que há retorno para o usuário devido ao consumo eficiente, além de contribuir para o aumento da vida útil do motor do veículo.
De acordo com Chagas, a expectativa é que a Dura Mais absorva uma participação de 18% no mix de gasolinas comercializadas pela Rodoil. Já Tonietto adianta que, futuramente, existe a possibilidade de que a tecnologia empregada nesse combustível também seja aproveitada na produção de diesel.

Governo quer acabar com leilões de biodiesel

O Ministério de Minas e Energia apresentará na próxima semana proposta para acabar com os leilões públicos de compra de biodiesel, instrumento usado para o comércio do combustível desde que se tornou obrigatório, em 2008.

A ideia é migrar para um modelo de livre concorrência, no qual as negociações são feitas diretamente entre os produtores de biodiesel e as distribuidoras de combustíveis, que são responsáveis pela mistura do produto ao diesel de petróleo antes da venda nos postos.

Segundo o secretário de Petróleo, Gás e Biocombustíveis do MME, José Mauro Ferreira, a mudança é parte de um pacote de medidas que o ministério apresentará em reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) para ajustar o mercado de combustíveis à redução do tamanho da Petrobras no setor.

O plano foi apresentado nesta terça-feira, durante participação de Ferreira no congresso Rio Oil & Gas. Atualmente, o biodiesel é negociado em leilões organizados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) com apoio da Petrobras. Cada distribuidora é obrigada a comprar um volume de biodiesel compatível com o volume de diesel de petróleo que retira das refinarias da estatal.

A Petrobras atua, assim, como uma espécie de fiscal informal da mistura obrigatória, que atualmente está em 11%. Os produtores defendem o modelo porque ele garante o controle sobre o cumprimento das obrigações de compra das distribuidoras.

Com o projeto de venda de 8 das 13 refinarias da estatal, porém, a empresa não terá nem capacidade de controle sobre as vendas de diesel no mercado interno nem interesse em atuar como intermediária nas negociações entre produtores de biocombustível e distribuidoras.

O modelo de livre mercado já é defendido por alguns segmentos da cadeia, que pede também a autorização de importações do biodiesel diante da escalada dos preços do produto. No último leilão da ANP, em outubro, o litro de biodiesel foi vendido a R$ 5,55, mais do que o dobro do preço de venda do diesel de petróleo pela Petrobras.

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