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Petróleo

- Publicada em 20h09min, 26/11/2020.

Petróleo fecha em baixa, com cenário negativo para demanda e Opep

O Brent para janeiro encerrou as negociações com recuo de 1,66% (US$ 0,81) na Intercontinental Exchange (ICE

O Brent para janeiro encerrou as negociações com recuo de 1,66% (US$ 0,81) na Intercontinental Exchange (ICE


Divulgação/BPImages
Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta quinta-feira (26) após o barril ter sustentado grandes altas nos últimos dias, chegado aos maiores níveis desde março. Em dia de baixa liquidez devido ao feriado de Ação de Graças nos EUA, a expectativa de uma retomada econômica por uma vacina contra a covid-19 deu lugar à cautela, diante da reimposição de medidas de restrição em alguns países. A reunião da próxima semana da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) tem grande atenção, com especulações sobre a manutenção de cortes na produção.
Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta quinta-feira (26) após o barril ter sustentado grandes altas nos últimos dias, chegado aos maiores níveis desde março. Em dia de baixa liquidez devido ao feriado de Ação de Graças nos EUA, a expectativa de uma retomada econômica por uma vacina contra a covid-19 deu lugar à cautela, diante da reimposição de medidas de restrição em alguns países. A reunião da próxima semana da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) tem grande atenção, com especulações sobre a manutenção de cortes na produção.
O Brent para janeiro encerrou as negociações com recuo de 1,66% (US$ 0,81) na Intercontinental Exchange (ICE), cotado a US$ 47,80 o barril. No pregão eletrônico da New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para janeiro foi negociado a US$ 44,99, em baixa de 1,58%.
O ING avalia que o petróleo reflete os "fundamentos mais fracos no curto prazo". "Embora as vacinas possam ser lançadas mais cedo do que o esperado, é improvável que estejam amplamente disponíveis por mais alguns meses, portanto, o quadro da demanda provavelmente permanecerá fraco", aponta o banco, que espera fragilidade até o primeiro trimestre de 2021.
Já pelo lado da oferta, Abu Dhabi anunciou descobertas que ampliaram suas reservas, enquanto há planos para aumentar sua capacidade de produção em 25%, segundo a Capital Economics. "Há rumores de que os Emirados Árabes Unidos estão considerando deixar a Opep. Os rumores foram negados, mas há sinais de que o compromisso do país com o cartel pode estar diminuindo", conclui a consultoria.
Visando a reunião da Opep na próxima semana, o "grupo estaria mais aberto manter cortes se os preços estivessem em torno do nível de US$ 40 o barril, no entanto, com o Brent se aproximando de US$ 50, pode haver oposição", avalia o ING. O Iraque, o segundo maior produtor da Opep, "já deixou claro que não está satisfeito com o nível de cortes", conclui o banco.
Para o ING, a manutenção dos cortes por três meses já teria sido precificada pelo mercado, sendo um movimento esperado, mas qualquer decisão diferente disso deve mexer com os mercados na próxima semana.
Agência Estado
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