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- Publicada em 19h38min, 17/11/2020. Atualizada em 20h06min, 17/11/2020.

Mercopar abre em Caxias do Sul agenda de feiras industriais do País

Leite destacou importância da feira para retomada econômica, sem abrir mão de cuidados sanitários

Leite destacou importância da feira para retomada econômica, sem abrir mão de cuidados sanitários


Fabiana de Lucena/ JC
Roberto Hunoff, de Caxias do Sul
A Mercopar foi destacada nos discursos de abertura, nesta terça-feira (17), pela sua condição de primeira feira do setor industrial realizada no Brasil na pandemia do coronavírus e que segue protocolos sanitários determinados pelos governos municipal e estadual. A solenidade ocorreu em espaço fechado, com número limitado a 70 participantes, a maioria representantes políticos e de entidades empresariais, com higienização do microfone a cada discurso – outro grupo, com número maior de pessoas, acompanhou por telão a solenidade do lado de fora da Arena Mercopar. “Decidimos pela realização da feira há 50 dias e a concretizamos cumprindo todas as determinações sanitárias acordadas com o Estado”, afirmou Gilberto Petry, presidente do Sistema FIERGS e do Conselho Deliberativo do Sebrae RS.
A Mercopar foi destacada nos discursos de abertura, nesta terça-feira (17), pela sua condição de primeira feira do setor industrial realizada no Brasil na pandemia do coronavírus e que segue protocolos sanitários determinados pelos governos municipal e estadual. A solenidade ocorreu em espaço fechado, com número limitado a 70 participantes, a maioria representantes políticos e de entidades empresariais, com higienização do microfone a cada discurso – outro grupo, com número maior de pessoas, acompanhou por telão a solenidade do lado de fora da Arena Mercopar. “Decidimos pela realização da feira há 50 dias e a concretizamos cumprindo todas as determinações sanitárias acordadas com o Estado”, afirmou Gilberto Petry, presidente do Sistema FIERGS e do Conselho Deliberativo do Sebrae RS.
Salientou que esta edição, ao contrário de anos anteriores, não será para visitação, mas para um público interessado em fazer negócios, pois existe limitação para a presença de 1,7 mil pessoas simultaneamente nos espaços de exposição no Parque de Eventos da Festa da Uva, em Caxias do Sul. A expectativa é que 10 mil pessoas circulem pela área até a quinta (19), média de 3,4 mil por dia, divididos em dois turnos. Segundo Petry, as inscrições já feitas virtualmente estão próximas deste número. Em anos anteriores, a feira recebia em torno de 4 mil pessoas por dia.
O prefeito Flávio Cassina comentou a importância do evento do porte da Mercopar para Caxias do Sul, o primeiro na pandemia, mas sem esquecer os cuidados necessários. Destacou o ano atípico, em que o município foi castigado com enchente, seca histórica e ciclone bomba, além da Covid-19, área para a qual os esforços foram concentrados. Cassina também citou números sobre o empreendedorismo da cidade, como a criação, neste ano, de 8.846 empresas, das quais 5 mil como microempreendedor individual (MEI), e o fechamento de 3.170. Lembrou que Caxias do Sul tem mais de 67 mil empresas ativas, sendo 33 mil MEIs. “A economia foi afetada pela pandemia e perdemos muitos empregos. Mas o momento é de retomada e adotamos postura de cautela positiva para os próximos meses”, ressaltou.
Para o presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Polo, o retorno às atividades está sendo possível a partir da construção conjunta de protocolos e regras, os quais permitem a realização de feiras, como Mercopar, além do Festuris e Zero Grau, em Gramado. Para ele, caso não fossem adotadas estas medidas, muitas atividades acabariam sendo realizadas na informalidade. “Esta feira é sinal de que a economia está voltando de forma mais consistente”, registrou. Representante do Sebrae nacional, o diretor técnico Bruno Quick destacou a coragem da realização da feira presencial, que conciliou equilíbrio econômico com cuidados de saúde, fazendo com que a Mercopar torne-se exemplo para eventos futuros.
O governador Eduardo Leite encerrou a solenidade com discurso de quase 40 minutos, em que abordou questões relacionadas à pandemia e seus efeitos na saúde e economia, bem como medidas em andamento para recuperar a situação financeira do Estado, citando as privatizações e concessões, e as já concluídas, como a Reforma da Previdência. Argumentou que as medidas sempre foram adotadas de forma coletiva para encontrar a melhor alternativa para cada momento. “O modelo de distanciamento controlado, que posteriormente serviu de referência para outros estados, é exemplo. Fomos ajustando as liberações conforme a pandemia ia se comportando. A principal função do modelo era conter a disseminação do vírus, enquanto se reforçava a estrutura de saúde, como a duplicação do número de leitos em unidades de terapia intensiva”, afirmou.
Ao falar sobre a Mercopar, assinalou que ela alavanca a capacidade produtiva para a qual o estado está vocacionado. “O desenvolvimento econômico é uma grande agenda do governo. Estamos voltados não apenas para enfrentar o problema fiscal, mas para fazermos isso com vistas a melhorar o ambiente de negócios”, afirmou.

Feira terá 120 horas de conteúdo

O diretor técnico do Sebrae, Ayrton Pinto, comentou que a programação da feira tem 120 horas de conteúdo por meio de diferentes ações, além do agendamento de 2,2 mil rodadas de negócios entre expositores e perto de 140 compradores, dos quais nove de outros países, que participam virtualmente. As atividades paralelas estão programadas no Fórum Encadear Summit, Salão de Inovação e Jornada 4.0.
A Mercopar deste ano reúne 235 expositores, número 25% inferior à passada, mas mantendo praticamente a mesma área de 15 mil metros quadrados. Dentre os expositores, há 44 startups e mais 52 empresas que foram auxiliadas pelo governo do Estado. Do total, 42 organizações são de outros nove estados.
A feira seguirá até amanhã, com funcionamento das 14h às 20h. A inscrição deve ser feita pelo endereço bit.ly/CredenciamentoMercopar. As atividades podem ser acompanhadas ao vivo a partir de cadastramento em bit.ly/MercoparDigital.
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