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Conjuntura

- Publicada em 09h41min, 13/11/2020.

Em 2018, PIB do RS cresceu 2%, informa IBGE

Revisão no cálculo apontou avanço de indústria e serviços e queda na agropecuária

Revisão no cálculo apontou avanço de indústria e serviços e queda na agropecuária


CLAITON DORNELLES /JC
O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul teve alta de 2% em 2018, acima da taxa do Brasil, que foi de 1,8%, e atingiu o valor de R$ 457,29 bilhões. A participação do Rio Grande do Sul no PIB brasileiro passou de 6,4% em 2017, para 6,5% em 2018, fazendo com que o RS permanecesse na quarta posição do ranking nacional, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e à frente do Paraná e de Santa Catarina.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul teve alta de 2% em 2018, acima da taxa do Brasil, que foi de 1,8%, e atingiu o valor de R$ 457,29 bilhões. A participação do Rio Grande do Sul no PIB brasileiro passou de 6,4% em 2017, para 6,5% em 2018, fazendo com que o RS permanecesse na quarta posição do ranking nacional, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e à frente do Paraná e de Santa Catarina.
As informações fazem parte do Sistema de Contas Regionais 2018, que agrega novos dados, mais amplos e detalhados, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e de outras fontes, que revisa, no caso do Rio Grande do Sul, o PIB Trimestral. No Estado, o trabalho do IBGE foi realizado em conjunto com o Departamento de Economia e Estatística (DEE), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (SPGG).
A alta geral do PIB do Rio Grande do Sul foi puxada pelo avanço da indústria (2,8%) e dos serviços (2,6%), com a agropecuária apresentando queda de 7,1% entre 2017 e 2018.
A performance positiva da indústria explica-se pelos crescimentos da indústria de transformação (4,3%) e da atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (2,6%). No caso dos serviços, os maiores destaques foram as atividades de alojamento e alimentação (5,3%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (5%) e comércio, manutenção e reparação de veículos automotores e motocicletas (4,8%).
Na agropecuária, a agricultura apresentou o resultado mais negativo (-8,9%), consequência das quedas das quantidades produzidas de soja, arroz, milho e fumo.
A estrutura do Valor Adicionado Bruto (VAB) dos grandes setores passou por pequenas alterações entre 2017 e 2018, com queda da participação da agropecuária (de 9,16% para 8,98%) e leves aumentos das participações da indústria (de 22,36% para 22,44%) e dos serviços, que passaram de 68,48% para 68,58%.
O maior crescimento absoluto na participação do VAB foi das atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares (de 7,13% em 2017 para 7,94% em 2018), e a maior queda, das atividades imobiliárias, que tinha 9,13% em 2017 e foi para 8,76% em 2018.
PIB per capita
Em 2018, o PIB per capita do Rio Grande do Sul cresceu 1,9%, alcançando R$ 40.362,75. O valor era 20,1% superior à média nacional, que foi de R$ 33.593,82 no período. Este número colocou o Estado na quinta colocação entre os maiores PIB per capita do País, atrás de Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina e à frente de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Renda
Em 2018, o maior componente do PIB, pela ótica da renda, foi o excedente operacional bruto e rendimento misto (44,8%), seguido da remuneração (40,9%) e dos impostos sobre a produção, que foi de 14,3%.
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