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Varejo

- Publicada em 03h00min, 09/11/2020.

Comércio gaúcho está otimista com a Black Friday

Lojas físicas também apostam na promoção para ampliar negócios

Lojas físicas também apostam na promoção para ampliar negócios


/LUIZA PRADO/JC
Jefferson Klein
Apesar dos reflexos da pandemia do coronavírus, o setor do varejo no Rio Grande do Sul, e particularmente na capital gaúcha, tem uma projeção positiva para as vendas na próxima Black Friday (data em que a lojas praticam uma campanha de descontos), marcada para 27 de novembro. A perspectiva é que o desempenho do evento seja semelhante ao do ano anterior ou até mesmo ligeiramente superior.
Apesar dos reflexos da pandemia do coronavírus, o setor do varejo no Rio Grande do Sul, e particularmente na capital gaúcha, tem uma projeção positiva para as vendas na próxima Black Friday (data em que a lojas praticam uma campanha de descontos), marcada para 27 de novembro. A perspectiva é que o desempenho do evento seja semelhante ao do ano anterior ou até mesmo ligeiramente superior.
O presidente do Sindilojas Porto Alegre, Paulo Kruse, destaca que a expectativa é muito grande. "É o momento de renovar estoques, de praticar promoções, o consumidor espera isso e é o que vamos fazer", afirma. O dirigente lembra que a Black Friday vinha crescendo a cada ano e espera agora um desempenho, no mínimo, igual ao de 2019, quando, segundo levantamento do Sindilojas, o ticket médio das vendas ficou em R$ 491,00.
Kruse enfatiza que a comercialização pela internet neste ano será mais relevante, devido ao crescimento dessa forma de transação durante a pandemia, entretanto também haverá muitas promoções nas lojas físicas. Ele adianta que entre os itens que deverão registrar maior procura estão produtos eletrônicos, telefones, roupas e calçados. Outro ponto comemorado pelo varejo é a tendência de contratações.
De acordo com trabalho feito pelo Núcleo de Pesquisa do Sindilojas Porto Alegre, 24,6% dos lojistas pretendem admitir empregados temporários para o fim deste ano. Kruse diz que datas como a Black Friday e o Natal incentivam essa movimentação. A média de duração dessas contratações é de 63 dias, no entanto o dirigente acredita que boa parte desse pessoal será efetivado, pois os estabelecimentos estão operando com horários reduzidos e assim que normalizar a operação o quadro de funcionários terá que ser expandido. O dirigente calcula que 9 mil vagas foram fechadas durante a pandemia no comércio de Porto Alegre e em torno de 7 mil delas devem ser recuperadas até o final do ano.
Já o presidente da Associação Gaúcha do Varejo (AGV), Sérgio Galbinski, enfatiza que cada vez mais empresas estão participando da Black Friday. "E é bom uma loja colocar produtos dentro de um 'guarda-chuva' de promoções para não desmerecer o estabelecimento, caso contrário parece que está fazendo promoção o tempo inteiro", salienta. O dirigente chama a atenção para o fato de que as lojas não precisam colocar todos os seus produtos em promoção, podendo selecionar apenas alguns itens. Ele prevê que haverá clientes que aproveitarão a Black Friday para antecipar as compras de Natal.
Sobre os reflexos da pandemia no comércio do Interior e de Porto Alegre, Galbinski destaca que a capital gaúcha teve maiores restrições, com o varejo fechado por mais tempo, o que ocasionou uma perda de contato entre os lojistas e os consumidores.
 

Eventual falta de produtos é motivo de preocupação pelos lojistas

Dólar elevado e estoques baixos podem limitar a oferta de descontos
Dólar elevado e estoques baixos podem limitar a oferta de descontos
/freepik/divulgação/jc

Também otimista com a Black Friday, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL POA) de Porto Alegre, Irio Piva, aponta que se verifica atualmente uma reação do mercado. Porém, um receio do dirigente é que possa faltar algumas mercadorias já que, com a pandemia, muitas indústrias reduziram a produção, o que pode afetar o comércio na ponta.

Piva acrescenta que as pessoas estão ávidas por consumir e a Black Friday tem muito o cunho digital, sendo que quem não procurava esse modo de compras, com a questão do coronavírus, aprendeu a usar a ferramenta. "Temos uma massa de consumidores comprando no online muito maior do que tínhamos antes da pandemia ou, no caso, da Black Friday de 2019", argumenta.

O presidente da CDL POA acrescenta que, muitas vezes, em situações de promoções, as pessoas se permitem "o luxo" de adquirir produtos de maior valor agregado. Ele estima que a performance do comércio nesta Black Friday possa superar a do ano passado, sendo possível um crescimento de 5% a 10%. Para o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, a data vem ganhando lugar no calendário de consumo do brasileiro, mas esse ano o maior volume de negócios deverá estar na internet. "A pandemia mudou hábitos e certamente vai marcar um ano histórico para o e-commerce", projeta. Bohn frisa que os lojistas, especialmente os menores, precisam entender isso e se preparar para aproveitar esse novo cenário.

O dirigente adverte que o dólar mais alto e os estoques mais baixos podem limitar os descontos oferecidos, por isso, os lojistas devem procurar formas alternativas de chamar a atenção do consumidor. O presidente da Fecomércio-RS ressalta que, apesar do desemprego em alta e do aumento do preço dos alimentos pressionar o orçamento das famílias, reduzindo o potencial de consumo, a poupança das classes média e alta formada durante o período recente pode impulsionar as compras na Black Friday.

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