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mercado financeiro

- Publicada em 11h07min, 29/10/2020.

Ibovespa volta a cair com força por aversão ao risco e desconforto interno

Às 11h05min, o Ibovespa tinha queda de 0,20%, aos 95.182 pontos

Às 11h05min, o Ibovespa tinha queda de 0,20%, aos 95.182 pontos


ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOLHAPRESS/JC
Depois de ter caído 4,25% na sessão de quarta-feira, o Índice Ibovespa encontra espaço para novas perdas nesta primeira hora de negociação na quinta-feira (29) influenciado pela aversão ao risco no exterior e pelo desconforto com questões domésticas. O temor dos efeitos de uma nova onda de Covid-19 pela Europa e Estados Unidos fortalece o dólar e faz os preços do petróleo despencarem quase 6% no exterior. Com isso, indicadores econômicos e balanços corporativos considerados positivos são ofuscados nesta manhã.
Depois de ter caído 4,25% na sessão de quarta-feira, o Índice Ibovespa encontra espaço para novas perdas nesta primeira hora de negociação na quinta-feira (29) influenciado pela aversão ao risco no exterior e pelo desconforto com questões domésticas. O temor dos efeitos de uma nova onda de Covid-19 pela Europa e Estados Unidos fortalece o dólar e faz os preços do petróleo despencarem quase 6% no exterior. Com isso, indicadores econômicos e balanços corporativos considerados positivos são ofuscados nesta manhã.
Às 11h05min, o Ibovespa tinha queda de 0,20%, aos 95.182 pontos. Em Nova Iorque, o índice Dow Jones já virava para o negativo e cedia 0,69%, enquanto o S&P500 recuava 0,15% e o Nasdaq subia 0,32%.
No exterior, analistas e investidores buscam refazer cálculos sobre os efeitos econômicos das novas medidas de restrição social definidas ontem por Alemanha e França, além de outros países na Europa, onde há forte aumento do número de casos de Covid-19. Por isso, afirmam analistas, indicadores divulgados têm repercussão positiva, mas cautelosa. O PIB dos Estados Unidos ficou acima do esperado no terceiro trimestre e o número de pedidos de auxílio-desemprego caiu mais que o esperado. As bolsas de Nova Iorque abriram em alta leve, apoiadas nos números melhores, mas mostram pouco fôlego.
No Brasil, os novos desentendimentos envolvendo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e integrantes do governo Bolsonaro voltam a trazer preocupações ao mercado, que vê a deterioração do quadro fiscal, mas não encontra expectativas positivas no que diz respeito ao avanço de reformas estruturais. Desta vez, Maia chegou a acusar o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de ter divulgado uma conversa privada entre eles.
Já o ministro da Fazenda, Paulo Guedes, afirmou há pouco que Maia sempre apoiou o governo e que, apesar de diferenças de opinião, ele e o presidente da Câmara têm "total entendimento". O ministro afirmou ainda que a democracia do Brasil é vibrante, funciona e que o País está fazendo reformas estruturais.
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Agência Estado
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