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Empreendedorismo

- Publicada em 21h50min, 21/10/2020.

José Galló diz que crise aumentará a agilidade das companhias

Dirigente vê momentos de indefinições como hora de tomar uma atitude

Dirigente vê momentos de indefinições como hora de tomar uma atitude


Jefferson Klein
Jefferson Klein
Uma das grandes incógnitas nesse período em que a economia é afetada pelo coronavírus é o que voltará a ser como antes e que mudanças permanecerão após o fim da pandemia. Para o presidente do Conselho de Administração da Lojas Renner, José Galló, uma questão que veio para ficar é a necessidade das empresas acelerarem seus processos operacionais e de atendimento aos clientes.
Uma das grandes incógnitas nesse período em que a economia é afetada pelo coronavírus é o que voltará a ser como antes e que mudanças permanecerão após o fim da pandemia. Para o presidente do Conselho de Administração da Lojas Renner, José Galló, uma questão que veio para ficar é a necessidade das empresas acelerarem seus processos operacionais e de atendimento aos clientes.
"Particularmente adoro indefinições, porque elas te provocam a fazer alguma coisa", afirma Galló. Ele destaca que a atual crise é diferente das recessões que já foram enfrentadas no passado, por afetar as áreas de saúde e economia. O empresário argumenta que o primeiro momento foi de medo, que pode levar ao imobilismo ou a fazer algo para sair da situação delicada. Depois do pânico, ele comenta que se começa a olhar ao redor e analisar a realidade e as dificuldades.
O presidente do Conselho de Administração da Lojas Renner lembra que um cenário como esse não se enfrenta sozinho e por isso reuniu a sua equipe para avaliar a situação e angariar contribuições. “Um caso como esse exige solidariedade”, frisa. Galló comenta que as empresas perceberam que, com a pandemia, houve uma mudança do perfil do consumidor que forçou as companhias a acelerarem seus planos de digitalização. “E descobrimos que conseguimos fazer as coisas de uma maneira mais rápida que imaginávamos”, destaca.
Essa necessidade de agilidade que a pandemia impôs aos empreendedores ficará após o final da pandemia, projeta o executivo. Daqui a cinco anos, ele prevê que ninguém falará de transformação digital, pois todas as empresas estarão enquadradas nessa categoria. Sobre as expectativas para o Brasil, o integrante da Lojas Renner defende que é preciso fazer as reformas administrativa e tributária, pois os investidores estrangeiros estão saindo do País. Ele frisa ainda que há um risco de volta da inflação e já se percebe falta de produtos, como o aço para o segmento da construção. “O ano que vem será um ano de cautela, mais ou menos bom, nada esplendoroso”, indica.
Galló participou nessa quarta-feira (21) do 16º Congresso da Federasul, que se estende até esta quinta-feira (22). A presidente da entidade, Simone Leite, fez a abertura oficial do evento, transmitido pelo Facebook. Ela salienta que o congresso serve de referência para as associações filiadas à Federasul. Na ocasião, a dirigente recordou que havia a expectativa que em 2020 o Rio Grande do Sul “decolaria”, porém, uma grande instabilidade assolou o Estado com a questão da pandemia. Simone também ressaltou que foi um ano de importantes debates como, por exemplo, a possibilidade da majoração dos tributos no Estado e aumento do custo de vida dos gaúchos.
Já o governador Eduardo Leite, em sua participação na abertura, afirmou que o congresso era um importante espaço para discussões e acrescentou que uma das prioridades do seu governo é deixar o Estado mais atrativo para os investidores. Sobre a reforma tributária, Leite argumentou que a complexidade fez com que o tema tivesse que ser adiado, mas, quando o assunto for retomado, ele adiantou que espera contar com a experiência e a participação da Federasul para tratar desse tópico.
Nesta quinta-feira, o Congresso reinicia com o II Fórum de Mulheres Empreendedoras, às 17h30min, com a condução da presidente do Conselho de Mulher Empreendedora da Federasul, Têise Colares. Em seguida, o vice-presidente de Economia da Federasul, Fernando Marchet, será o mediador do painel sobre "Perspectiva econômica pós-pandemia", com a participação do cientista político e professor do INSPER-SP, Fernando Schuler, do presidente da Rio Grande Seguros, César Saut, e do publicitário Alfredo Fedrizzi. A palestra de encerramento do 16º Congresso da Federasul fica a cargo do jornalista e escritor Clovis de Barros Filho, sobre a valorização à vida.
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