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EVENTOS

- Publicada em 20h00min, 18/10/2020. Atualizada em 20h01min, 18/10/2020.

Empresários de bailes e eventos musicais esperam por protocolos e decretos nesta semana

Segmento que integra profissionais de bandas e casas de bailes aguarda retorno do Pratini

Segmento que integra profissionais de bandas e casas de bailes aguarda retorno do Pratini


BANDA ROTA LUMINOSA/ DIVULGAÇÃO/JC
Fernanda Crancio
Na esteira da aprovação dos protocolos de segurança do segmento de festas infantis, ocorrida na quinta-feira (15), os profissionais dos clubes, bandas e casas de bailes do Rio Grande do Sul aguardam para esta segunda-feira (19) uma boa notícia do governo gaúcho. Em reunião virtual com a Secretaria Estadual da Saúde (SES) no início da tarde, o grupo espera obter o aval para realizar um evento-teste em Canoas e começar a preparar a retomada gradual das atividades.
Na esteira da aprovação dos protocolos de segurança do segmento de festas infantis, ocorrida na quinta-feira (15), os profissionais dos clubes, bandas e casas de bailes do Rio Grande do Sul aguardam para esta segunda-feira (19) uma boa notícia do governo gaúcho. Em reunião virtual com a Secretaria Estadual da Saúde (SES) no início da tarde, o grupo espera obter o aval para realizar um evento-teste em Canoas e começar a preparar a retomada gradual das atividades.
De acordo com um dos representantes do segmento, Laércio Jacoby, o grupo está esperançoso diante da possibilidade de também conseguir aprovar os protocolos sugeridos e, a partir daí, ter condições de marcar o baile que servirá para testá-los na prática. Com local já definido desde agosto - o Clube Tradição de Canoas, um dos principais espaços para bailes e shows de bandas regionais e nacionais na Região Metropolitana-, os empresários do setor querem simular um baile com apresentação de banda musical para mostrar que as mais de 300 casas de shows e 2 mil bandas em atuação no Estado têm condições de voltar a trabalhar e a receber clientes com responsabilidade e segurança.
"Esperamos ter notícias sobre o evento-teste amanhã, estamos otimistas depois da liberação dos protocolos de festas infantis e aguardo do decreto. Temos expectativa de que o governo vá na mesma linha e possamos ter uma ótima notícia também. Vamos aguardar", afirma Jacoby.
Os protocolos propostos pelo segmento ao Palácio Piratini consideram a lotação de 50% de público e colaboradores para casas de eventos de cidades em bandeira laranja e de 75% para os estabelecimentos de municípios em bandeira amarela, a adoção de camarotes com mesas para pessoas de um mesmo grupo social e distanciamento adequado. Além disso, prevê sanitização, higienização de calçados e mãos, aferição de temperatura dos participantes e cuidados com a circulação de ar e uso de EPIs, a exemplo do que ocorreu nos dois eventos-teste realizados em Porto Alegre, em setembro, e o que foi aplicado no primeiro evento-teste com público, promovido neste final de semana, na capital gaúcha.
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 Evento-teste no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre, foi realizado em setembro, para aplicação de protocolos. Crédito: Joyce Rocha/JC
Apesar de a liberação, com restrições, de alguns tipos de eventos no Rio Grande do Sul já valer desde o mês passado, o setor aguarda por decretos municipais para poder começar a planejar futuras ações. Na sexta-feira (16), em audiência com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Porto Alegre, Leonardo Hoff, e com o adjunto da Saúde, Natan Katz, o Grupo Live Marketing RS, que integra mais de 300 empresas do setor e foi o precursor na apresentação de sugestões de protocolos ao poder público, frisou a necessidade de uma determinação por parte da prefeitura.
Também cobraram definição quanto à necessidade de liberação da venda de alimentos e bebidas nos eventos que forem permitidos. "Sem alimentos e bebidas não viabilizamos os espetáculos, já que o valor de bar compõe o pagamento e efetivação do show. No encaminhado ao executivo estadual, em nenhum momento aparecia esta distinção sobre com e sem alimentação e bebida", destaca Rodrigo Machado, um dos coordenadores do grupo, lembrando que o evento-teste realizado no Auditório Araújo Vianna, liberado pelo executivo municipal, teve serviço de bar.
Outro aspecto levantado pelos empresários é sobre o prazo de planejamento dos eventos, não menos de 20 dias, já que a maioria dos shows suspensos já estava agendada e a remarcação exige tempo hábil de venda de ingressos, divulgação, entre outros itens. “O que precisamos agora é uma sinalização do que vai acontecer e como, para colocar em pauta esta pré-produção, que é fundamental”, enfatiza Machado.
O setor espera ainda que o decreto municipal traga melhores condições para as operações do segmento do que as apresentadas na regulamentação estadual. “A questão que está nos afligindo e que todo o setor espera uma resposta do poder municipal é quanto a uma melhor condição do que o que foi autorizado pelo poder estadual”, reforça.
Os secretários municipais mostraram-se sensíveis às demandas do grupo, mas enfatizaram que o cenário considera a realidade da pandemia na cidade e que, por isso, ainda há necessidade de cuidados para liberar grandes eventos. Os participantes também concordaram que é preciso previsibilidade e celeridade, principalmente para coibir os eventos clandestinos que se propagam pela Capital.
A prefeitura vem tratando a liberação de eventos nas reuniões do Comitê Temporário de Enfrentamento ao Coronavírus e já definiu que um cronograma de liberações de atividades do setor, bem como um decreto com flexibilizações, devem ser divulgados ao longo desta semana. A expectativa dos profissionais de eventos é poder voltar a trabalhar e organizar atividades, mesmo que ainda sob restrições severas, já a partir do mês de novembro.
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