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- Publicada em 18h25min, 17/10/2020. Atualizada em 10h54min, 18/10/2020.

Porto Alegre volta a ter feira de negócios com público

Estandes tiveram distanciamento de pelo menos quatro metros

Estandes tiveram distanciamento de pelo menos quatro metros


JOYCE ROCHA/JC
Jefferson Klein
Após um longo período sem que feiras de negócios com agrupamento de pessoas fossem realizadas na capital gaúcha (desde março esses encontros sofreram restrições devido à pandemia de coronavírus), a SindExpo, ligada ao mercado condominial, e o 1º Congresso Gaúcho AssosíndicosRS serão encerrados neste domingo (18).
Após um longo período sem que feiras de negócios com agrupamento de pessoas fossem realizadas na capital gaúcha (desde março esses encontros sofreram restrições devido à pandemia de coronavírus), a SindExpo, ligada ao mercado condominial, e o 1º Congresso Gaúcho AssosíndicosRS serão encerrados neste domingo (18).
Os encontros estão sendo realizados no Centro de Eventos da Fiergs e servem como uma espécie de teste para a retomada de acontecimentos dessa natureza. Os eventos começaram na sexta-feira (16). A Fiergs já foi palco de eventos-teste anteriores.
Entre os cuidados tomados para ir adiante com a iniciativa estão a medição da temperatura dos participantes, sanitização dos calçados, distribuição de máscaras, disponibilidade de álcool em gel e um distanciamento de pelo menos quatro metros de um estande para outro.
A diretora da Conectta Feiras & Eventos, que detém a marca SindExpo, Ana Paula Franco, explica que pelos protocolos acordados com a prefeitura de Porto Alegre foi permitida a presença de até 500 pessoas por dia, incluindo colaboradores.
Na sexta-feira, foram registrados cerca de 350 participantes, número que já havia sido ultrapassado no começo da tarde de sábado. A executiva afirma que pelo Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) do Centro de Eventos da Fiergs seria permitido, antes da pandemia, até 15 mil pessoas.
Essa limitação momentânea de público impacta os resultados financeiros de feiras. No entanto, o CEO da consultoria empresarial G8 Gestão e Negócios, Marcelo Borba, destaca que não se pode ter uma visão de curto prazo. “O resultado vai fortalecer a marca da SindExpo para 2021 e 2022, está sendo uma feira de referência nessa retomada”, enfatiza. Ele acrescenta que para as empresas do setor é importante evitar a estagnação.
Ana Paula comenta que a meta da SindExpo é movimentar em torno de R$ 10 milhões em negócios. Ela frisa que, durante a pandemia, os condomínios concentraram-se apenas em obras emergenciais e o encontro na Fiergs possibilita que os síndicos possam conhecer novas soluções sustentáveis, inovações e tecnologias que serão empregadas com a retomada do mercado.
Já no seminário, foram reunidos palestrantes para falar de temas como gestão, questões jurídicas e serviços na área de condomínio. “Hoje, toda a responsabilidade civil do síndico é muito grande, então a sua qualificação é fundamental”, defende a diretora da Conectta Feiras & Eventos.
O diretor-executivo do Papo Condominial, Daniel Lima, por exemplo, trata em seu talk show diversos assuntos como direito condominial, redução de custos, auditoria preventiva, entre outros. Mais um ponto destacado é a gestão e a mediação de conflitos. Lima aponta que, nesse período de coronavírus, com as pessoas ficando mais em casa, as relações entre vizinhos tornaram-se mais complicadas devido ao estresse gerado.
Outro segmentos de eventos, o de festas infantis, foi dispensado pelo governo estadual de ter de fazer as simulações para aplicação de protocolos. Agora aguarda as orientações para poder reativar as atividades.

Tecnologias e facilidades para os condomínios são apresentadas no encontro

Assim como os temas levantados nas palestras, a reunião na Fiergs serviu para mostrar novas soluções e oportunidades no mercado condominial. O diretor de operações da market4u, Jorge Lima, explica que o seu produto se trata de um serviço de “comodidade”. “A gente utiliza a tecnologia para evitar que os moradores saiam de casa, gastem combustível etc”, destaca. A ideia é que, através de um aplicativo, os usuários possam fazer compras de itens como salgadinhos, refrigerantes ou cerveja, com cartão de crédito, boleto, carteiras digitais, entre outras ferramentas, em pontos físicos que ficam dentro dos condomínios.
Com o aplicativo é feita a leitura do código de barras e o pagamento do que foi adquirido. Lima explica que não é preciso que uma pessoa fique cuidando da operação, que pode ser monitorada por câmeras, além de ser feito um inventário pelo menos uma vez ao mês. A mobilidade também se fez presente na SindExpo, como foi o caso da apresentação de bicicletas elétricas. O sócio da loja de Porto Alegre da Lev Bicicletas Elétricas Hamilton Mancuso Jr. detalha que os equipamentos podem ser aproveitados de maneira compartilhada pelos moradores de um condomínio ou individualmente, dependendo do interesse do cliente.
A loja na Capital gaúcha é uma franquia da empresa que tem origem carioca e em dois anos operando em Porto Alegre já comercializou mais de 300 unidades. Mancuso Jr. detalha que são oito modelos de bicicletas disponíveis, cujos valores podem ir de R$ 5 mil a R$ 13 mil. A autonomia desses veículos varia de 25 quilômetros até 90 quilômetros e levam de cinco a oito horas para carregar. Ainda envolvendo o campo da eletricidade Rushad Prem, da R6 Energia Solar, apresentou a opção da geração de energia solar através de painéis fotovoltaicos.
Ele comenta que os equipamentos, assim como podem atender à demanda de luz dos condomínios, podem ser usados para carregar justamente veículos elétricos como as bicicletas e automóveis. Prem frisa que a fonte solar vem crescendo muito fortemente no País, com o benefício de ser uma alternativa mais limpa de energia. Ele recorda que entre os cuidados para instalar um painel fotovoltaico é preciso observar a disponibilidade de área e que o equipamento esteja voltado para o Norte.
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