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Varejo

- Publicada em 17h35min, 11/10/2020. Atualizada em 17h47min, 11/10/2020.

Shoppings de Porto Alegre têm grande fluxo de clientes em primeiro domingo de reabertura

Nos centros comerciais, houve forte fluxo de consumidores

Nos centros comerciais, houve forte fluxo de consumidores


JOYCE ROCHA/JC
Marcelo Beledeli
Depois de três meses, os shopping centers, lojas de rua e restaurantes voltaram a abrir aos domingos em Porto Alegre, seguindo o novo decreto da prefeitura que permite o funcionamento neste dia da semana. Nos centros comerciais da Capital, mesmo com muitas pessoas tendo saído da para aproveitar o feriadão de Nossa Senhora Aparecida (12) no interior e litoral do Estado, houve um forte fluxo de clientes.
Depois de três meses, os shopping centers, lojas de rua e restaurantes voltaram a abrir aos domingos em Porto Alegre, seguindo o novo decreto da prefeitura que permite o funcionamento neste dia da semana. Nos centros comerciais da Capital, mesmo com muitas pessoas tendo saído da para aproveitar o feriadão de Nossa Senhora Aparecida (12) no interior e litoral do Estado, houve um forte fluxo de clientes.
Nos dois centros comerciais visitados pela reportagem, o Praia de Belas Shopping e o Bourbon Ipiranga, muitas pessoas aproveitaram este domingo (11) para visitar lojas e fazer compras. Vários consumidores, especialmente famílias com filhos, aproveitaram a véspera do Dia das Crianças para adquirir presentes. “Muitos anteciparam as compras, mas sempre tem quem deixa para a última hora”, afirma a gerente da loja Ri Happy do Praia de Belas Shopping, Noemi Piacini.
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Muitas pessoas aproveitaram para fazer compras para o Dia das Crianças nos shoppings da Capital. Joyce Rocha/JC
Devido às limitações para ocupação de espaços, funcionários do estabelecimento controlavam a entrada de clientes na Ri Happy. O mesmo procedimento também ocorria na loja de brinquedos Superlegal, onde os consumidores formavam filas aguardando a saída de pessoas do lugar. Para entrar, era preciso passar álcool em gel nas mãos.
De acordo com a gerente da Ri Happy, um efeito da pandemia foi o aumento do ticket médio de preço dos presentes. Segundo Noemi, como os clientes fizeram menos compras durante o período mais duro do isolamento social, muitos criaram uma poupança, permitindo a aquisição de itens de maior valor agora.
Para Paulo Kruse, presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre (Sindilojas), a reabertura do comércio aos domingos na véspera dos Dias das Crianças ajuda a aumentar o otimismo para os resultados da data. “Houve um movimento de clientes muito bom durante tanto no sábado quanto no domingo. Nossa expectativa é alcançar um nível de vendas igual ao registrado no ano passado”, explica. Em 2019, em todo o Rio Grande do Sul, a movimentação do Dia das Crianças girou em torno de R$ 700 milhões, segundo a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS).

Lojas não abriam na data deste julho

Fotos no Bourbon Ipiranga. Abertura do comércio aos domingos.
Para entidades do comércio, ampliação da abertura ajudará na recuperação do segmento
JOYCE ROCHA/JC
As lojas e restaurantes não funcionavam aos domingos desde o começo de julho, devido às restrições impostas para combater a pandemia de Covid-19. Apenas serviços essenciais, como supermercados e farmácias, estavam abrindo. Agora, com o decreto da prefeitura publicado na quarta-feira (7), os setores estão liberados para funcionar todos os dias da semana.
O decreto prevê que o comércio de rua pode abrir das 9h às 17h. Os estabelecimentos de shoppings podem abrir das 12h às 20h que já era o horário antes da pandemia. Restaurantes, bares, padarias, lojas de conveniência, lancherias e similares podem funcionar das 6h às 23h, com um detalhe: o ingresso dos clientes tem de ocorrer até as 22h.
Para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), a ampliação da abertura das lojas ajudará na recuperação do segmento. Segundo o presidente da entidade, Irio Piva, o funcionamento do comércio aos domingos é muito valoroso, especialmente, para ajudar a área de vestuário, que está trabalhando com cerca de 60% da sua normalidade, ou seja, com uma queda em torno de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. “Cada dia a mais de abertura ou aumento de horário ajuda na cobertura dos custos fixos das lojas, contribuindo para viabilizar as operações”, afirma.
Agora, a expectativa do comércio se volta para o retorno de funcionamento de alguns segmentos, como os cinemas e eventos, que estão paralisados desde março. Segundo Piva, as salas cinematográficas são responsáveis por um aumento de fluxo dentro dos shoppings e geram um melhor desempenho das lojas. “No caso dos eventos, eles ajudam o varejo por que, sem socialização, as pessoas reduzem a necessidade de consumo de vestuário. A retomada dessas atividades seria importante para o segmento de roupas e calçados”, explica.
Na sexta-feira, o governo do Estado divulgou um novo decreto liberando a operação de restaurantes com autosserviço (self service) e a realização de eventos corporativos de maior porte, bem como eventos sociais e culturais em teatros, auditórios e casas de espetáculos, com público sentado. A liberação ocorre em municípios que se localizam em regiões com bandeira laranja (risco epidemiológico médio) ou amarela (risco epidemiológico baixo) há pelo menos duas semanas consecutivas.
Para o presidente do Sindilojas, Paulo Kruse, os varejistas deverão agora começar negociações com o poder público para o retorno dos horários normais de funcionamento do comércio, com lojas de rua operando até às 19h e os shoppings das 10h às 22h. “Abrir normalmente favorece a não formação de aglomerações nos locais”, destaca. Kruse espera que o retorno aos horários normais de funcionamento já esteja em vigor a tempo de ajudar nas vendas para as festas de final de ano.
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