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Mercado Financeiro

- Publicada em 18h13min, 05/10/2020.

Real ganha força contra dólar diante de alívio em ruídos políticos sobre fiscal

O real foi a moeda emergente que mais ganhou força frente ao dólar na comparação com seus pares

O real foi a moeda emergente que mais ganhou força frente ao dólar na comparação com seus pares


YASUYOSHI CHIBA/AFP/JC
O real foi a moeda emergente que mais ganhou força frente ao dólar na comparação com seus pares, considerando uma cesta de 34 divisas mais líquidas, na sessão desta segunda-feira, 5. De acordo com especialistas no mercado de câmbio, houve uma correção técnica no exterior que enfraqueceu a divisa americana, com os investidores também de olho na melhora do presidente Donald Trump, que recebeu alta médica e deve deixar o hospital ainda hoje. Porém, foi a perspectiva - mesmo que pontual - de alívio nos ruídos políticos domésticos, principalmente ligados aos riscos fiscais, que ajudaram o real a se valorizar. Nesse sentido, o dólar fechou em queda de 1,82%, cotado a R$ 5,5673.
O real foi a moeda emergente que mais ganhou força frente ao dólar na comparação com seus pares, considerando uma cesta de 34 divisas mais líquidas, na sessão desta segunda-feira, 5. De acordo com especialistas no mercado de câmbio, houve uma correção técnica no exterior que enfraqueceu a divisa americana, com os investidores também de olho na melhora do presidente Donald Trump, que recebeu alta médica e deve deixar o hospital ainda hoje. Porém, foi a perspectiva - mesmo que pontual - de alívio nos ruídos políticos domésticos, principalmente ligados aos riscos fiscais, que ajudaram o real a se valorizar. Nesse sentido, o dólar fechou em queda de 1,82%, cotado a R$ 5,5673.
"A semana tem início mais leve, tanto no exterior quanto no Brasil, principalmente após sinais aparentes de melhora na articulação política no sentido de respeito às regras fiscais", ressalta o estrategista da RB Investimentos, Gustavo Cruz.
Na sua avaliação, tem peso positivo sobre a decisão dos agentes que se desfazem da moeda americana, levando a um momento de valorização do real, o jantar-reunião agendado entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), hoje à noite. "Maia quer sair da presidência da Câmara com selo de reformista. Por mais que tenham trocado farpas (Maia e Guedes), é interesse fazer as pazes com a equipe econômica para avançar na agenda que ele (Maia) tem interesse", afirmou o estrategista.
No início da tarde de hoje, as declarações do senador Márcio Bittar (MDB-AC), de que a proposta de financiamento do novo programa social do governo, o Renda Cidadã, vai respeitar o teto de gastos, deram motivos para a busca por risco nos mercados. O Ibovespa ganhou fôlego para uma alta que levou o principal índice da B3 à oscilar na casa dos 96 mil pontos, enquanto o dólar aprofundou o ritmo de queda que, na mesma sessão, levaria a moeda a operar mais perto da mínima do dia (R$ 5,5513).
"Soluções, quaisquer que sejam, serão dentro do teto", disse Bittar, ressaltando que a ideia é apresentar proposta quarta-feira de manhã. O senador disse ainda que "toda demanda tem que passar por carimbo da equipe de Paulo Guedes".
Muito embora o peso local tenha pautado o dia, por volta de 40 minutos antes do fechamento da sessão à vista, o dólar acelerou o ritmo de queda ante o real com a confirmação de que o presidente Trump sairá do hospital hoje, por volta das 19h30, pelo horário de Brasília. Trump declarou estar se "sentindo muito bem". Com isso, a moeda americana acelerou o ritmo de queda tanto em relação a divisas fortes quanto a emergentes, registrando mínimas na casa dos R$ 5,55 - o menor nível intraday desde 28 de setembro último.
Agência Estado
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