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Urbanismo

- Publicada em 17h51min, 05/10/2020. Atualizada em 18h02min, 05/10/2020.

Cais Embarcadero pode abrir para o público na segunda quinzena de dezembro

Instalação de área em frente a contêineres teve de ser revista para garantir visibilidade de armazéns

Instalação de área em frente a contêineres teve de ser revista para garantir visibilidade de armazéns


LUIZA PRADO/JC
Patrícia Comunello
Um dos empreendimentos de lazer mais aguardados nos últimos dois anos em Porto Alegre ganhou novo prazo para estrear. Pandemia, chuva e demora em liberações de órgãos oficiais jogaram mais para frente a conclusão das estruturas para a operação do Cais Embarcadero, que vai ocupar trecho do Cais Mauá, no Centro Histórico, mais perto da Usina do Gasômetro.
Um dos empreendimentos de lazer mais aguardados nos últimos dois anos em Porto Alegre ganhou novo prazo para estrear. Pandemia, chuva e demora em liberações de órgãos oficiais jogaram mais para frente a conclusão das estruturas para a operação do Cais Embarcadero, que vai ocupar trecho do Cais Mauá, no Centro Histórico, mais perto da Usina do Gasômetro.
Os empreendedores projetam a abertura para o público na segunda quinzena de dezembro e começo de janeiro de 2021. O Cais Embarcadero ocupará 19 mil metros quadrados, com opções de alimentação, conveniência, serviços, esportes e passeio.
“Obra só termina depois de pronta, mas estamos confiantes que faremos o softopen em meados de dezembro e começo de janeiro”, diz um dos gestores do projeto, o diretor da DC Set Eugênio Corrêa. Até agora o espaço teve investimento de R$ 6 milhões.
Até o fim de outubro, devem ser entregues as estruturas de contêineres para os operadores de lojas e serviços de gastronomia poderem começar a instalar seus equipamentos. Para poderem ocupar os ambientes, os operadores terão de ter aprovação de projetos complementares na prefeitura. Corrêa estima que leve 60 dias para que tudo esteja pronto.
"O que temos é que 90% dos empreendedores estão com 90% dos projetos complementares encaminhados", diz Corrêa.
O prazo dos empreendedores para liberação dos contêineres chegou a ser setembro e depois passou para a primeira quinzena de outubro, pois dependia da finalização da infraestrutura, contêineres, passeios e paisagismo, que será a última parte a ser concluída, que não é condição para a entrada dos operadores. 
Uma das razões da demora foi o ajuste no espaço em frente aos restaurantes, onde estariam as mesas para frequentadores. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) exigiu que houvesse um recuo maior para assegurar a visibilidade do conjunto dos antigos armazéns por quem avista a partir do lago, como em passeios de barco. Este item foi motivo de interrupção de licenças no começo do ano.
Já o futuro da revitalização ainda não foi definido. O governo fez a rescisão do contrato da concessão, firmado em fim de 20210, com o consórcio Cais Mauá do Brasil. A desocupação de salas da antiga sede da extinta Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) pelo consórcio ocorreu no primeiro semestre, após desfecho de ação judicial. O governo deve usar recurso do seguro dos antigos empreendedores para conservação dos prédios, que sofrem com a ação do tempo.
A chuva adiou os trabalhos de finalização. Segundo o diretor da DC Set, os trabalhos seriam feitos no fim de semana, mas o mau tempo não permitiu. A equipe trabalha deve instalar nos próximos dias os vidros que estarão na área em frente ao lago Guaíba.
O empreendedor também explica que já foram feitos ajustes nos contratos, em função de prazos e tipos de operações. Há mudança em futuros ocupantes. A pizzaria Amiche não estará mais no mix. Os donos fecharam a unidade na Capital em meio à pandemia, e recuaram do investimento na orla.
Com isso, o bar Wills que já tinha espaço ampliou para mais um módulo. "É uma pena, pois seria uma atração importante", comenta Corrêa. Já a E!Sucos, com outras unidades na cidade, entrou na operação. Outras atrações de gastronomia esperadas são o Cais Press (café), 20Barra9, Famiglia Faccin e Isoj Sushi.
Sobre o futuro da operação, o diretor da DC-Set acredita em resposta positiva no Embarcadero. 
"Se nos deixarem trabalhar, estamos bem confiantes", indica. A dúvida que paira ainda é sobre a evolução da pandemia e ainda das medidas para a liberação de eventos na Capital. O plano pré-crise sanitária era de fluxo semanal de 300 mil pessoas pela área. Este número vai depender da capacidade que for estipulada ao local.  
"Nosso objetivo é ter um calendário de eventos muito ativo, mas ainda há muita dúvida. Uma vantagem nossa é que vamos operar a céu aberto", aponta o gestor. Corrêa diz que, mesmo após tantos percalços e adiamentos, acredita que a área de lazer vai ser aberta. "Existe uma expectativa muito grande da comunidade pela entrega do empreendimento. Gostaria de cravar o início da operação, mas não posso."
O empreendimento não tem nada a ver com a concessão para a revitalização do antigo porto, que tem como atrativo arquitetônico maior os armazéns, alguns tombados pelo patrimônio histórico. O pré-contrato entre Estado e Embarcadero foi assinado em 25 de junho por quatro anos, a partir do início da operação. Há possibilidade de ampliação, conforme o prazo de retorno financeiro dos investimentos.
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