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indústria

- Publicada em 21h20min, 30/09/2020.

Subsidiária da Embraer terá nanossatélite em 2021

Jackson Schneider diz que objetivo é capturar imagens do Brasil

Jackson Schneider diz que objetivo é capturar imagens do Brasil


/MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL/JC
Jefferson Klein
A Embraer, através da sua subsidiária Visiona Tecnologia Espacial (joint-venture na qual a companhia possui 51% de participação e a Telebras 49%), prevê para antes da metade do próximo ano terminar o desenvolvimento do seu nanossatélite VCUB. A expectativa é que o equipamento seja lançado ao espaço no segundo semestre de 2021, o que dependerá da contratação de um foguete para realizar esse transporte.
A Embraer, através da sua subsidiária Visiona Tecnologia Espacial (joint-venture na qual a companhia possui 51% de participação e a Telebras 49%), prevê para antes da metade do próximo ano terminar o desenvolvimento do seu nanossatélite VCUB. A expectativa é que o equipamento seja lançado ao espaço no segundo semestre de 2021, o que dependerá da contratação de um foguete para realizar esse transporte.
O presidente da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider, comenta que o satélite que fará a captura de imagens e possui um software de aproximação e direcionamento para essa observação servirá para testar e validar tecnologias. "A nossa ideia é termos uma constelação de nanossatélites passando pelo Brasil sem parar, sempre capturando imagens no que diz respeito ao País, mas vai passar o mundo inteiro, temos condições de vender essas imagens para o mundo inteiro", comenta o executivo. Schneider acrescenta que o objetivo é trabalhar com vários órgãos para realizar sistemas de controle, fiscalização e identificação seja de ações ilícitas ou de oportunidades estratégicas.
Já o presidente da Visiona, João Paulo Campos, detalha que, entre as aplicações práticas da solução, está o monitoramento da terra para a agricultura e do meio ambiente, assim como o planejamento urbano. O equipamento permitirá ainda a coleta de dados de estações hidrometeorológicas e para projetos de Internet das Coisas (IoT). "O satélite é uma ferramenta de tomada de decisão, pode auxiliar, por exemplo, um produtor a adotar uma posição em relação a lavoura dele", frisa Campos. A Visiona não revela o valor total do investimento previsto para desenvolver o nanossatélite, contudo o montante ultrapassa o patamar de R$ 25 milhões. O satélite foi um dos assuntos abordados pelo presidente da Embraer Defesa e Segurança durante sua palestra, nessa quarta-feira (30), na reunião-almoço virtual da Câmara Brasil-Alemanha no Rio Grande do Sul.
Na ocasião, Schneider lembrou que a Embraer é uma das maiores companhias do mundo na área de aviação comercial e executiva, porém, além disso, está ingressando em outros setores como o da defesa e o espacial. O grupo está presente na aviação comercial em mais de 100 empresas aéreas, de 60 países, com mais de 1,7 mil aeronaves em operação. Na aviação executiva são 1,4 mil unidades, espalhadas por 70 nações. Já na área de defesa e segurança, a empresa brasileira marca presença em 60 forças armadas espalhadas pelo mundo, também com 1,4 mil aviões entregues.
Quanto ao segmento de defesa e segurança, o executivo diz que o "carro-chefe" da companhia hoje é o avião C-390 Millennium, que tem capacidade de carga de até 26 toneladas e foi usado no apoio na luta contra a Covid-19 e em missão humanitária para o Líbano. Outro destaque é a aeronave Super Tucano utilizada contra o tráfico de drogas e terrorismo.
Segundo Schneider, um fator que faz com que a Embraer possa disputar mercado internacionalmente é o desenvolvimento de pesquisas e tecnologias. Nesse sentido, a companhia mantém programas para desenvolver conhecimento como o de especialização em engenharia e de projetistas. O executivo enfatiza que o domínio tecnológico, entre outras questões, passa pela educação e pesquisa e aplicação da indústria.
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