Porto Alegre, quinta-feira, 24 de setembro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quinta-feira, 24 de setembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Energia

- Publicada em 03h00min, 24/09/2020.

Neoenergia busca projetos eólicos offshore no Brasil

A Neoenergia, um dos principais grupos privados do setor elétrico, está de olho nas oportunidades do potencial eólico offshore (alto-mar) brasileiro. Segundo o presidente, Mario José Ruiz-Tagle Larrain, a companhia está desenvolvendo estudos preliminares para projetos no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Ceará. "São 3 mil MW de capacidade de desenvolvimento em cada uma das áreas. Temos muito o que trabalhar, mas claramente há uma oportunidade", disse o executivo, que participa de evento sobre fontes renováveis neste momento.
A Neoenergia, um dos principais grupos privados do setor elétrico, está de olho nas oportunidades do potencial eólico offshore (alto-mar) brasileiro. Segundo o presidente, Mario José Ruiz-Tagle Larrain, a companhia está desenvolvendo estudos preliminares para projetos no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Ceará. "São 3 mil MW de capacidade de desenvolvimento em cada uma das áreas. Temos muito o que trabalhar, mas claramente há uma oportunidade", disse o executivo, que participa de evento sobre fontes renováveis neste momento.
Citando a experiência da controladora Iberdrola com projetos deste tipo no exterior, o executivo afirmou que o objetivo da Neoenergia é ser um dos pioneiros deste mercado, que passa por um momento muito semelhante ao que se tinha no começo dos anos 2000, quando foi criado o Proinfa pelo governo federal para incentivar os investimentos nas fontes renováveis de energia. "Estamos começando a trilhar esse caminho. Temos muita expectativa sobre isso no Brasil, e acreditamos que alguns projetos podem vir a ocorrer em um horizonte de cinco a 10 anos", projetou o executivo.
Ruiz-Tagle Larrain comentou que a implementação destes projetos ainda depende da superação de uma série de desafios, citando como exemplo as questões logísticas, de meio ambiente e marítima, além do avanço na medição dos ventos na costa brasileira. Adicionalmente, o executivo afirmou que vê oportunidades de sinergias com os projetos offshore da indústria de petróleo e gás. "O Brasil tem uma indústria offshore de óleo e gás que traz uma sinergia gigantesca para tentar obter aqui preços muito mais razoáveis do que a gente vê lá fora", afirmou
Além dos projetos eólicos offhore, o presidente da Neoenergia afirmou que a empresa também está estudando a possibilidade de investir em usinas híbridas eólica-solar. A companhia avalia um possível projeto deste tipo na Paraíba, onde está construindo o Complexo Eólicos Chafariz, com 471,2 MW. "A usina híbrida precisa de uma regulamentação, porque elas atuam de forma individual e não como híbridas, e isso não faz sentido", argumentou o executivo. Os planos da Neoenergia no segmento de geração também consideram novos projetos térmicos a gás natural, a luz das oportunidades que a nova lei do gás, em tramitação no Congresso Nacional, podem proporcionar.
Comentários CORRIGIR TEXTO