Porto Alegre, quarta-feira, 23 de setembro de 2020.

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Gastronomia

- Publicada em 19h30min, 17/09/2020. Atualizada em 09h18min, 18/09/2020.

Restaurantes e bares ganham uma hora a mais para funcionar em Porto Alegre

Mudança: restaurantes do Mercado Público, como o Gambrinus, vão poder abrir como os demais

Mudança: restaurantes do Mercado Público, como o Gambrinus, vão poder abrir como os demais


GAMBRINUS/DIVULGAÇÃO/JC
A partir desta sexta-feira (18), bares, restaurantes, lancherias e padarias de Porto Alegre ganham mais uma hora para funcionar atendendo clientes. Mudança está em novo decreto da prefeitura, número 20.727, publicado nesta quinta-feira (17). A norma também estendeu os horários do setor para os estabelecimentos de gastronomia do Mercado Público. 
A partir desta sexta-feira (18), bares, restaurantes, lancherias e padarias de Porto Alegre ganham mais uma hora para funcionar atendendo clientes. Mudança está em novo decreto da prefeitura, número 20.727, publicado nesta quinta-feira (17). A norma também estendeu os horários do setor para os estabelecimentos de gastronomia do Mercado Público. 
Os serviços de alimentação fora de casa podem abrir de segunda-feira a sábado das 11h às 23h. O novo decreto traz um detalhe bem importante: das 22h às 23h, o estabelecimento só pode manter o atendimento de clientes que ingressarem até as 22h. Ou seja, as portas, na prática, ficam abertas até esse horário, mas podem continuar a operar por mais uma hora, fechando completamente, com a saída de todos os consumidores, até as 23h. 
O decreto também permite que serviços sociais autônomos e entidades sindicais podem funcionar com lotação de até 50% da capacidade máxima, além de garantir atendimento individualizado e distanciamento mínimo de dois metros entre os presentes nas áreas de trabalho e de circulação.
A mudança atende a pedido do setor, que também pleiteia a abertura aos domingos, flexibilização ainda sem data para ser adotada. O prefeito Nelson Marchezan Júnior pediu mais tempo para que outras atividades, como escolas e eventos, possam ser reativados e que vão gerar movimentação, fator que é indicador de monitoramento da situação da pandemia do novo coronavírus.  
A prefeitura avisou nessa quarta-feira (16) que iria fazer a alteração. O presidente do Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindha),Henry Chmelnitsky, comemora a medida, que atende a um pedido feito por ele em uma videoconferência. "Mas o salão terá de estar liberado até as 23h", reforça, indicando que os estabelecimentos têm de seguir á risca o limite.
Esta situação foi levada pelo presidente do sindicato à reunião da semana passada entre o prefeito Nelson Marchezan Júnior e as entidades empresariais. Chmelnitsky descreveu um episódio de uma fiscalização a um restaurante no limite do horário de fechamento e que ainda tinha clientes no interior.
"É uma questão de sensibilidade. Não vamos deixar de cumprir os protocolos", disse o presidente do sindicato. A alteração nas regras, com a permissão para a permanência até as 23h, foi determinada pelo prefeito.
Segundo Chmelnitsky, a secretaria reforçou o pedido para o apoio aos protocolos e fiscalização. "Todos têm de fazer a sua parte", resumiu. 
Na sexta-feira passada (11), a prefeitura flagrou aglomerações em ruas e bares nos bairros Cidade Baixa, Centro e Moinhos de Vento e chegou a autuar estabelecimentos. O presidente do Sindha se manifestou cobrando que os locais e a população respeitem as regras. "Para não retroceder", citou.
Para a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Rio Grande do Sul (Abrasel no RS), a nova ampliação no horário de funcionamento até às 23h para os bares e restaurantes é mais um avanço no processo de retomada gradual e segura do setor de alimentação em Porto Alegre.
“Estávamos fechando as portas perto das 21h30 para conseguir atender o cliente e respeitar o horário de fechamento às 22h. Mas era um período de tempo bem complicado para realizarmos as atividades. Com a ampliação em uma hora, será possível atender esse cliente com maior tranquilidade”, conta Maria Fernanda Tartoni, presidente da Abrasel. “Fechar às 22h e poder seguir com o cliente até às 23h é bem mais razoável do que fechar mais cedo e no meio de um horário que é considerado de bom movimento. Este é mais um passo que damos em busca de um cenário ideal de funcionamento para o setor”, complementa.
 
A retomada de atividades desde o começo de agosto ocorre com um cenário de estabilidade da demanda de leitos em UTIs e mesmo no ritmo de novos casos do novo coronavírus. Mas o comitê de enfrentamento da pandemia e o próprio prefeito têm advertido que, se houver recrudescimento da doença, as medidas de fechamento podem ser reativadas. 
Neste momento, a prefeitura discute calendário de volta às aulas, que pode ocorrer em 5 de outubro, e do setor de eventos, que está fazendo eventos-teste para validar medidas ajustadas aos cuidados da crise sanitária.
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