Porto Alegre, quarta-feira, 23 de setembro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 23 de setembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Energia

- Publicada em 03h00min, 18/09/2020.

RGE recorre de multa no valor de R$ 36,5 milhões

Concessionária responde por 66,7% da energia elétrica consumida no Estado, chegando a 381 cidades

Concessionária responde por 66,7% da energia elétrica consumida no Estado, chegando a 381 cidades


/ANTONIO PAZ/arquivo/JC
Jefferson Klein

A distribuidora de energia RGE decidiu recorrer na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de uma multa que recebeu recentemente de cerca de R$ 36,5 milhões, a mais alta já sofrida por essa concessionária. A punição foi aplicada pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), que possui convênio com a Aneel para realizar esse tipo de ação, devido a empresa gaúcha não ter cumprido com indicadores de continuidade que verificam a qualidade do fornecimento de energia elétrica. Não há um prazo estipulado para a apreciação do recurso.

A distribuidora de energia RGE decidiu recorrer na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de uma multa que recebeu recentemente de cerca de R$ 36,5 milhões, a mais alta já sofrida por essa concessionária. A punição foi aplicada pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), que possui convênio com a Aneel para realizar esse tipo de ação, devido a empresa gaúcha não ter cumprido com indicadores de continuidade que verificam a qualidade do fornecimento de energia elétrica. Não há um prazo estipulado para a apreciação do recurso.

Sobre a motivação da pena, em novembro de 2019, uma nota técnica da Aneel constatou que a RGE vinha descumprindo o indicador de Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) desde de 2014 até agosto de 2019. O índice aponta o número de horas, em média, que um consumidor fica sem eletricidade durante um período, geralmente mensal.

Responsável por distribuir 66,7% da energia elétrica consumida no Rio Grande do Sul e atender 2,9 milhões de clientes em 381 municípios gaúchos, a RGE é hoje a maior distribuidora da CPFL Energia em extensão territorial e número de cidades alcançadas. A área de concessão da companhia, que é resultado do agrupamento das distribuidoras RGE e RGE Sul, realizado em janeiro de 2019, totaliza 189 mil quilômetros quadrados de extensão, abrangendo as áreas urbanas e rurais das regiões Metropolitana, Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Estado.

Rede de gás natural cresce na Região das Hortênsias

A obra de ampliação da rede canalizada de distribuição de gás natural avança na Região das Hortênsias. Atualmente, a frente de obras está na Estrada da Serra Grande, entre Três Coroas e Gramado. Este é um dos projetos prioritários da Sulgás e irá viabilizar a chegada da rede canalizada no principal polo turístico do Estado no segundo semestre do ano que vem.

Entre 2020 e 2021, serão investidos cerca de R$ 20 milhões na construção de 31 km de rede em aço, entre Três Coroas e Gramado. Neste ano, estão previstos R$ 5,3 milhões em 10 km de gasoduto, sendo que, até agosto, já foram lançados 4,3 km.

A expansão na região iniciou em 2019, quando a malha dutoviária se estendeu a Três Coroas, vinda de Igrejinha. O trecho já concluído atende a uma indústria têxtil e um posto de combustíveis, que revende o GNV e também utiliza o combustível para geração de energia para o estabelecimento.

"A instalação da rede de gás natural melhora a infraestrutura da região, diversificando a matriz energética disponível e podendo atrair novos investimentos, o que beneficia toda a população", constata o diretor presidente da Sulgás, Carlos Camargo de Colón.

A versatilidade do gás natural permite que o energético seja integrado aos processos produtivos de diversos segmentos, podendo ser utilizado como combustível, como insumo ou como fonte para geração de energia elétrica. Além de indústrias, o gás natural pode abastecer veículos, estabelecimentos comerciais e de serviços, e residências.

Comentários CORRIGIR TEXTO