Porto Alegre, quarta-feira, 23 de setembro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 23 de setembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Mercado Digital

- Publicada em 14h04min, 12/09/2020.

Empresas não prepararam as pessoas para o home office, e cibercrimes disparam

Brasil foi o quinto país com maior proporção de vítimas de phishing após pandemia

Brasil foi o quinto país com maior proporção de vítimas de phishing após pandemia


Philipp Katzenberger/Unsplash/Divulgação/JC
Patricia Knebel
As empresas tiveram que migrar rapidamente para o home office em função da pandemia, a maioria não preparou os seus times para isso e o resultado é um aumento de cibercrimes. Entre março e abril de 2020, o Brasil registrou um crescimento de quase 130% nos ataques de phishing, que é quando o usuário recebe algum link malicioso, clica nele e abre as portas para uma invasão de um hacker.
As empresas tiveram que migrar rapidamente para o home office em função da pandemia, a maioria não preparou os seus times para isso e o resultado é um aumento de cibercrimes. Entre março e abril de 2020, o Brasil registrou um crescimento de quase 130% nos ataques de phishing, que é quando o usuário recebe algum link malicioso, clica nele e abre as portas para uma invasão de um hacker.
O país é o quinto no mundo com maior proporção de vítimas de phishing após pandemia. “De três a cada quadro empresas migraram para o home office sem oferecer treinamento de segurança para os funcionários e sem entregar a eles um dispositivo portátil para poderem trabalhar”, afirma o gerente-executivo da Kaspersky no Brasil, Roberto Rebouças.
Segundo ele, as máquinas domésticas, geralmente, usam softwares genéricos e um sistema operacional que não está atualizado. “Com isso, as empresas acabam colocando para dentro da sua operação um equipamento inseguro. Não adianta você ter 999 máquinas protegidas e uma desprotegida. O criminoso vai chegar nela e comprometer a sua rede inteira”, alerta.
Um dado curioso é vem de um levantamento feito pela Kaspersky, player de segurança, e pela Area9 Lyceum, plataforma de aprendizagem, e que mostrou que a maioria absoluta dos funcionários que trabalha remotamente comete erros de cibersegurança achando que estão certos.
A análise dos resultados anônimos de aprendizagem mostrou que as equipes remotas tendem a superestimar seu nível de conhecimento em cibersegurança básica. Em 90% dos casos em que os alunos escolheram uma resposta errada, eles avaliaram sua impressão em relação à resposta fornecida como "Eu sei a resposta" ou "Eu acho que sei a resposta". Isso foi evidenciado por uma metodologia de aprendizagem adaptativa, que solicitava que os alunos, além de responder às perguntas, avaliassem seu nível de confiança nas respostas.
Máquinas virtuais, atualizações de softwares e os motivos pelos quais se deve usar os dispositivos corporativos, mesmo ao trabalhar fora do escritório, foram alguns dos temas que levantaram mais questionamentos. No primeiro exemplo, 60% das respostas sobre o assunto estavam erradas e 90% dos respondentes se enquadraram na categoria de "incompetência inconsciente". Isso significa que os alunos tinham certeza de ter selecionado a resposta ou opção correta.
Comentários CORRIGIR TEXTO