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Indústria

- Publicada em 16h04min, 31/08/2020. Atualizada em 16h04min, 31/08/2020.

Indústria metalmecânica encaminha recuperação

O principal impacto percebido pelas empresas consultadas desde o início da pandemia é a queda no faturamento

O principal impacto percebido pelas empresas consultadas desde o início da pandemia é a queda no faturamento


RR SHOES/DIVULGAÇÃO/JC
Roberto Hunoff, de Caxias do Sul
Os indicadores do mais recente levantamento sobre os impactos da covid-19 nas empresas dos setores metalmecânico, eletroeletrônico e automotivo de Caxias do Sul e região revelam melhora no quadro geral. O índice de organizações que informaram queda na demanda foi 18% menor em comparação com a pesquisa anterior. Em agosto, 52% das companhias responderam que tiveram desaceleração nas demandas e, em julho, 70%. Esse é o menor indicador das quatro edições da consulta realizada pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs). Em agosto, o índice de empresas que declararam estar com demanda estável subiu de 20% para 32%, enquanto 16% registraram aumento.
Os indicadores do mais recente levantamento sobre os impactos da covid-19 nas empresas dos setores metalmecânico, eletroeletrônico e automotivo de Caxias do Sul e região revelam melhora no quadro geral. O índice de organizações que informaram queda na demanda foi 18% menor em comparação com a pesquisa anterior. Em agosto, 52% das companhias responderam que tiveram desaceleração nas demandas e, em julho, 70%. Esse é o menor indicador das quatro edições da consulta realizada pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs). Em agosto, o índice de empresas que declararam estar com demanda estável subiu de 20% para 32%, enquanto 16% registraram aumento.
O principal impacto percebido pelas empresas consultadas desde o início da pandemia é a queda no faturamento, consequência direta do cancelamento de pedidos. A maior parte das empresas segue trabalhando com 50% da capacidade e com número significativo dos funcionários em regime de home office. Quase 40% das empresas não pararam em nenhum momento desde a consulta realizada em julho.
De acordo com a pesquisa, 39% das empresas têm mantido estáveis os quadros de funcionários. O índice de novas contratações mais que dobrou, saltando de 9% do último levantamento para 20% na consulta atual. Outro indicador que também melhorou foi o de demissões: redução de 6%. Em julho, 47% das empresas demitiram; em agosto, 41%.
Sobre o retorno aos patamares anteriores ao quadro de pandemia, as expectativas ficam divididas. Cerca de 46% das empresas esperam retornar aos níveis pré-crise até dezembro deste ano, enquanto pouco mais de 40% espera por mudança somente em 2021. “De uma forma geral, o retorno dos associados demostra que estamos caminhando para a retomada em índices mais sustentáveis para o setor. São sinais positivos, mas ainda em um cenário de cautela”, avalia o presidente Paulo Spanholi.
Assim como no levantamento anterior, pouco mais da metade das empresas consultadas, cerca de 55%, informa ter percebido queda no faturamento. Assim como no levantamento de julho, 76% acumulam quedas de até 50% sobre o faturamento em relação ao período anterior à pandemia. Das empresas que registraram aumento, 73% apontaram acréscimo de até 25%.
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