Porto Alegre, quinta-feira, 24 de setembro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quinta-feira, 24 de setembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Serviços

- Publicada em 19h38min, 25/08/2020. Atualizada em 21h22min, 25/08/2020.

Entidades apresentam plano de flexibilização 'super controlada' ampliando abertura

Setor de alimentação vem pedindo a liberação do sábado para poder atender de forma presencial

Setor de alimentação vem pedindo a liberação do sábado para poder atender de forma presencial


JOYCE ROCHA/JC
Patrícia Comunello
A pressão para ampliar a reabertura de setores econômicos em Porto Alegre, principalmente comércio e restaurantes e outros serviços de alimentação que estão com atendimento presencial permitido. Um plano de maior flexibilização numa modalidade "super controlada", termo usado por dirigentes dos setores, foi apresentado ao prefeito da Capital, Nelson Marchezan Júnior, durante videoconferência nesta terça-feira (25).
A pressão para ampliar a reabertura de setores econômicos em Porto Alegre, principalmente comércio e restaurantes e outros serviços de alimentação que estão com atendimento presencial permitido. Um plano de maior flexibilização numa modalidade "super controlada", termo usado por dirigentes dos setores, foi apresentado ao prefeito da Capital, Nelson Marchezan Júnior, durante videoconferência nesta terça-feira (25).
As condições valem para as próximas duas semanas, incluindo a atual. De 24 a 30 de agosto, a proposta é de ampliar o horário de funcionamento de segunda a sexta, que é permitido hoje pelo decreto municipal,  em uma hora a mais para lojas de e serviços de rua e de shopping centers.
{'nm_midia_inter_thumb1':'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2020/08/25/206x137/1_plano_flexibilizacao_super_controlada_jornal_do_comercio-9124250.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5f45a42d3259c', 'cd_midia':9124250, 'ds_midia_link': 'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2020/08/25/plano_flexibilizacao_super_controlada_jornal_do_comercio-9124250.jpg', 'ds_midia': 'Plano Flexibilização Super Controlada', 'ds_midia_credi': 'Arte/JC', 'ds_midia_titlo': 'Plano Flexibilização Super Controlada', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '800', 'cd_midia_h': '532', 'align': 'Left'}
O mesmo vale para alimentação, que inclui restaurantes e outras modalidade como lancherias e padarias, mas com mais tempo, com abertura até as 22h. Para todos os segmentos, sábados e domingos não teria operação na primeira semana do plano. 
A segunda semana da flexibilização 'super controlada' iria de 31 de agosto a 6 de setembro e seguiria a ampliação de horários sugerida na primeira semana, adicionando a abertura no sábado. No domingo, as portas continuariam fechadas. 
A proposta foi encabeçada por entidades ligadas ao varejo, como Sindilojas e Abrasce, que é a associação de shopping centers, Sindicato da Alimentação (Sindha) e Abrasel. A abertura aos sábados é considerada crucial pelos setores e chega a ser comparado a um dia e meio da semana em termos de faturamento. 
"No novo normal, o comércio será de lojas grandes porque as pequenas vão desaparecer. A situação é séria", apelou o presidente do Sindilojas, Paulo Kruse. "Sem o sábado, é morte lenta", resumiu o dirigente do varejo. Segundo Kruse, a preocupação maior hoje é com o custo dos estoques, pois muitos setores não estão conseguindo vender coleções de inverno e terão de liquidar ou carregar o custo desses itens no balanço.   
Marchezan disse que vai levar a proposta para exame do comitê do coronavírus nesta quarta-feira, mas projetou um cenário menos favorável à flexibilização mais rápida das atividades. "Cautela nos próximos dias", definiu. Apesar de admitir que o cenário é de "razoável estabilização" nos casos da pandemia, o prefeito associa o resultado mais ao período de fechamento que à recente reabertura e maior fluxo de pessoas.
As atividades começaram a ser retomadas antes do Dia dos Pais, com um dia e meio de abertura das lojas, e tiveram liberação, com restrições, desde 11 deste mês para o varejo e alimentação. Na semana passada, a habilitação da Capital e cidades vizinhas à cogestão do distanciamento controlado passou a permitir maior autonomia na liberação, que passa a ser definida basicamente pela prefeitura, seguindo permissões da bandeira laranja, mesmo que a região esteja na vermelha (de alto risco).       
"Não é melhor manter certas restrições e ter segurança de que vai manter as atividades de forma permanente?", questionou o gestor, para os dirigentes de diversos segmentos. Desde a semana passada, há queda de doentes com coronavírus em UTIs. Nesta terça, o número é de 310 internados. Em 13 de agosto, foi registrado o pico de internações, com 342 pacientes. A ocupação de vagas é um dos fatores para abrir ou fechar atividades. 
"Há de se sensibilizar para correr riscos. Nós corremos. Chega o momento de correr riscos para não deixar só para grandes", voltou à carga Kruse. O presidente do Sindha, Henry Chmelnitsky, pediu que as definições ocorram com antecedência para que os estabelecimentos possam adquirir insumos. "Sexta para sábado é em cima", citou.   
O diretor regional da Abrasce, Eduardo Oltramari, observou que as restrições têm sido mais expressivas em Porto Alegre do que em outras capitais da Região Sul, como Curitiba, e cobrou um ponto equilíbrio, "se não setores não consegue suportar as despesas fixas da estrutura". "A ideia é de uma reabertura super controlada no sábado", ressaltou Oltramari, que é superintendente do Shopping Total. 
O secretário da Saúde, Pablo Stürmer, defendeu que "não pode voltar tão rápido (atividades)" e citou que a capital parananense, mesmo já tendo autorizado shopping centers a abrir sábado, teve mais mortes (925) do que Porto Alegre (607) na pandemia. o menor número de óbitos é atribuído à forma como a Capital gaúcha foi executando as ações.
Diante da estabilização e ainda oferta de leitos de UTI, o presidente da Sociedade de Engenharia, Luis Roberto Ponte, reforçou a tese de ampliar o funcionamento das atividades e descartou maiores impactos para novas contaminações. "Isso é bom para a sociedade. Vale a pena constranger tantas operações se é pouco provável que vai faltar UTI?", contrapôs Ponte, diante da cautela e mais tempo pedido pelo prefeito e comitê antes de acelerar as flexibilizações.
Comentários CORRIGIR TEXTO