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conjuntura

- Publicada em 09h18min, 24/08/2020. Atualizada em 09h18min, 24/08/2020.

Projeção do Focus para PIB de 2020 passa de -5,52% para -5,46%, aponta BC

Há quatro semanas, a estimativa do Banco era de baixa de 5,77%

Há quatro semanas, a estimativa do Banco era de baixa de 5,77%


MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL/JC
Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Conforme o Relatório de Mercado Focus, a expectativa para a economia este ano passou de retração 5,52% para queda de 5,46%. Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 5,77%.
Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Conforme o Relatório de Mercado Focus, a expectativa para a economia este ano passou de retração 5,52% para queda de 5,46%. Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 5,77%.
Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão do Produto Interno Bruto (PIB), de alta de 3,50%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar. No Focus divulgado nesta segunda-feira (24) a projeção para a produção industrial de 2020 seguiu em baixa de 7,68%. Há um mês, estava em baixa de 7,86%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 5,42%, ante 4,00% de quatro semanas antes.
A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2020 passou de 67,25% para 67,00%. Há um mês, estava em 67,40%. Para 2021, a expectativa permaneceu em 69,65%, ante 69,78% de um mês atrás.
Déficit primário
O Relatório Focus trouxe alteração na projeção para o resultado primário do governo em 2020. A relação entre o déficit primário e o PIB este ano foi de 11,73% para 11,63%. No caso de 2021, foi de 2,80% para 2,67%. Há um mês, os porcentuais estavam em 11,50% e 2,90%, respectivamente.
Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2020 seguiu em 15,00%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2021, passou de 6,35% para 6,20%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 15,60% e 6,50%, nesta ordem. O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.
IPCA
Os economistas alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - em 2020. A mediana para o IPCA deste ano foi de alta de 1,67% para 1,71%. Há um mês, estava em 1,67%. A projeção para o índice em 2021 seguiu em 3,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar. O relatório trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2022, que seguiu em 3,50%. No caso de 2023, a expectativa permaneceu em 3,25%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,50% e 3,25%, nesta ordem.
A projeção dos economistas para a inflação já está bem abaixo do centro da meta de 2020, de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%).
Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2020 foi de 1,58% para 1,63%. Para 2021, a estimativa do Top 5 permaneceu em 2,89%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 1,51% e 2,78%, respectivamente. No caso de 2022, a mediana do IPCA no Top 5 seguiu em 3,48%, ante 3,50% de um mês atrás. A projeção para 2023 no Top 5 seguiu em 3,25%, igual a quatro semanas antes.
Últimos 5 dias
Em meio aos efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia, a projeção mediana para o IPCA de 2020 atualizada com base nos últimos 5 dias úteis foi de 1,68% para 1,78%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Houve 46 respostas para esta projeção no período. Há um mês, o porcentual calculado estava em 1,66%.
Dólar
Houve manutenção no cenário para a moeda norte-americana em 2020. A mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano seguiu em R$ 5,20, igual a um mês atrás. Para 2021, a projeção dos economistas do mercado financeiro para o câmbio permaneceu em R$ 5,00, valor igual ao de quatro pesquisas atrás.
Agência Estado
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