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EVENTOS

- Publicada em 18h13min, 19/08/2020. Atualizada em 19h12min, 19/08/2020.

Protocolos sugeridos pelo setor de eventos buscam retomada responsável e gradual de atividades

Em análise pelo Piratini, protocolos buscam liberação de eventos como feiras, congressos e treinamentos

Em análise pelo Piratini, protocolos buscam liberação de eventos como feiras, congressos e treinamentos


Giovani Vieira/Eduardo Rocha/Divulgação/Mercopar
Fernanda Crancio
Os protocolos sugeridos pelo setor de eventos do Rio Grande do Sul para validar a flexibilização de algumas atividades em regiões com bandeira amarela e laranja no distanciamento controlado ainda estão sob análise do Palácio Piratini. Em razão da viagem do governador Eduardo Leite à Brasília, nesta quarta-feira (19), foi adiada a reunião que avançaria na questão, que está sendo estudada pelas equipes dos comitês científico e de crise do governo gaúcho. A proposta do segmento busca a liberação de eventos corporativos e empresariais com adequações e restrições, na tentativa de alavancar a retomada gradual das atividades, totalmente suspensas desde março.
Os protocolos sugeridos pelo setor de eventos do Rio Grande do Sul para validar a flexibilização de algumas atividades em regiões com bandeira amarela e laranja no distanciamento controlado ainda estão sob análise do Palácio Piratini. Em razão da viagem do governador Eduardo Leite à Brasília, nesta quarta-feira (19), foi adiada a reunião que avançaria na questão, que está sendo estudada pelas equipes dos comitês científico e de crise do governo gaúcho. A proposta do segmento busca a liberação de eventos corporativos e empresariais com adequações e restrições, na tentativa de alavancar a retomada gradual das atividades, totalmente suspensas desde março.
Após as flexibilizações recentes de setores do varejo, de alimentação e de serviços, tanto por meio de decretos da prefeitura de Porto Alegre como do governo do Estado, o segmento de eventos defende que alguns tipos de atividades possam começar a ser permitidas, mediante regulamentações embasadas nos protocolos específicos. Para essa etapa de reabertura o setor propõe que sejam consideradas pelo governo as mesmas premissas que garantiram o funcionamento de restaurantes, hotéis e serviços.
Na proposta apresentada ao Executivo estadual fazem, inclusive, uma comparação com essas atividades para pedir que a categoria que engloba trabalhadores das áreas de artes, lazer e cultura seja beneficiada com a liberação de funcionamento de atividades mediante restrições específicas, como limitação de teto de trabalhadores por operação e de público permitido. Os esforços do grupo têm sensibilizado o governador, que defende uma alternativa para a área. Na semana passada, em videoconferência com representantes do setor, Leite elogiou a ampla articulação, reforçando o diálogo em torno da construção da retomada.
Entre as propostas setoriais estão a flexibilização de serviços como feiras, congressos, exposições e festas em casas de eventos, respeitando as limitações de lotação, o uso de equipamentos de proteção individual e o distanciamento necessário. Também seriam contempladas gravações de lives, filmes, ensaios e apresentações sem público, restritas à equipe de produção, respeitando todos os protocolos e medidas de distanciamentos. A possibilidade de contar com público estaria condicionada, em um segundo momento, à adoção de lugares marcados, com pessoas sentadas, e distanciamento individual de pelo menos 2 metros, considerando sempre a menor capacidade de público total.
Já na área de promoção de vendas a sugestão é que as empresas operem respeitando todos os protocolos internos, tanto para funcionários como para clientes, mantendo distanciamento controlado e uso de EPIs. Não seria permitida a degustação de alimentos. Dessa forma, seriam liberadas ações promocionais em sinaleiras e colocação de material de divulgação em lugares de grande fluxo de pessoas, respeitando a proposta de abertura gradual das atividades.
As feiras de rua e voltadas à economia criativa seriam permitidas mediante distanciamento adequado das tendas e barracas, que operariam com no máximo duas pessoas para a prestação do atendimento, seguindo todas as regras de distanciamento social.
Para o movimento, integrado pelo Grupo Live Marketing RS- que reúne 340 empresas dos setor-, associações de promotores de eventos, feiras e por conventions bureaus, o momento é crucial para a busca de uma alternativa viável e segura à retomada do setor, com adoção de um planejamento estratégico da reabertura e organização de protocolos e medidas que garantam a volta responsável e gradual das atividades.
No início da noite desta quarta-feira, representantes do setor divulgaram nota criticando a demora do governo na análise dos protocolos e admitindo frustração diante da questão.
Proposta de eventos a serem contempladas em bandeira amarela e laranja:
  • Serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas, casas de festas e eventos (palestra/jantar/aniversário/mini wedding/treinamentos) - Ex: sala de eventos de hotel, com 305 m2 e capacidade de 480 pessoas, a permissão de público seria de 152 pessoas no máximo, com uso de epis e respeito à regra de no mínimo 2 m2 por pessoa. a abertura seria gradual, começando com 50% da capacidade (76 pessoas pelo exemplo acima), passando para 75% de capacidade (114 pessoas), até chegar em 100% de capacidade (152 pessoas)
  • Gravação de lives /filmes/ ensaios/apresentação - Ex: casa de shows com 1800m² e capacidade para 1.500 pessoas. Sem público - máximo 900 pessoas com EPIs e de acordo com a regra de no mínimo 2m2 por pessoa. Com público - somente com lugar marcado, sentado, respeitando a regra de no mínimo 2m² por pessoa, mais distanciamento interpessoal de 1,5m, alterando para menor a capacidade de público total, e respeitando a proposta de abertura gradual
  • Promoção de vendas - Ex: entrega de brindes ou flyers, blitz com material promocional, como cartazes e camisetas, nas sinaleiras e colocação de material promocional em lugares de grande fluxo, respeitando a proposta de abertura gradual
  • Feiras de rua e de economia criativa - Ex: tendas e barracadas com distanciamento, duas pessoas no máximo para atendimento, seguindo todas as regras de distanciamento social estabelecidas, preenchimento de check list do evento e respeitando a proposta de abertura gradual
Protocolos sugeridos pelo setor:
  • Teto ocupação de 50%
  • Distanciamento interpessoal de 1,5m entre as pessoas
  • Cartaz informativo com o número de teto de ocupação
  • Corredores sentido único para coordenar os fluxos de entrada e de saída
  • Linhas de entrada/saída com distanciamento
  • Saída exclusiva e entrada exclusiva
  • Entradas e saída separadas por quantidade de público
  • Caminhos de acessos com distanciamento
  • Ingressos on-line, com horários de entradas marcado no ingresso e adoção de pagamentos eletrônicos
  • Ingresso on line com cliente preenchendo cadastro com seus dados para rastreamento futuro
  • Lista de presentes
  • Credenciamento on line com acesso via qr code do celular
  • Lixeira com tampa com dispositivo que permita a abertura o fechamento sem o uso das mãos
  • Locais com assentos marcados e distanciamento permitido
  • Não haverá evento fechado sem lugar marcado
  • Não haverá pista de dança
  • Limpeza frequente dos filtros de ar-condicionado dos locais de eventos
  • Serviço de valet não será oferecido neste momento
  • Disponibilizar ambientes isolados para quem for detectado com temperatura alta
  • Preenchimento de check list único para locais de eventos terem a mesma padronização quanto às necessidades de higiene e sanitárias, bem como montagem e desmontagem dos eventos
  • Espaço no evento para realização de testes rápidos, se recebidos dos órgãos de saúde
Fonte: Grupo Live Marketing RS
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