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Indústria

- Publicada em 03h00min, 20/08/2020.

Confiança da indústria cresce após quatro meses

Pandemia ainda gera incertezas sobre o mercado de trabalho

Pandemia ainda gera incertezas sobre o mercado de trabalho


/RONNY HARTMANN/AFP/JC
O industrial gaúcho volta a ver com melhores perspectivas a situação de suas empresas e da economia no País. É o que aponta o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS), que cresceu para 56,7 pontos em agosto, divulgado nesta quarta-feira pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). "Após um período de intensas dificuldades, os empresários gaúchos começam a perceber os reflexos positivos da flexibilização das restrições à circulação das pessoas e à atividade econômica.
O industrial gaúcho volta a ver com melhores perspectivas a situação de suas empresas e da economia no País. É o que aponta o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS), que cresceu para 56,7 pontos em agosto, divulgado nesta quarta-feira pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). "Após um período de intensas dificuldades, os empresários gaúchos começam a perceber os reflexos positivos da flexibilização das restrições à circulação das pessoas e à atividade econômica.
Além disso, os estímulos fiscais, como o auxílio emergencial, também sustentam o crescimento do otimismo do consumidor e o aumento da demanda", explica o presidente da Fiergs, Gilberto Petry.
O resultado é que a indústria gaúcha recuperou a confiança depois de quatro meses. O ICEI-RS varia de 0 a 100 pontos e os 50 são o limite entre a falta e a presença de confiança. Na pesquisa de julho, ao alcançar 49,1 pontos, ela permanecia baixa, mas já havia indicação de melhora na expectativa, confirmada este mês. Mas, mesmo com o aumento em agosto, ainda está 10,2 pontos abaixo de fevereiro, antes da pandemia. O presidente da Fiergs faz um alerta. "O ICEI-RS sinaliza a continuidade do processo de recuperação da indústria nos próximos meses. Mas a incerteza persiste, sobretudo sobre a evolução da pandemia, do mercado de trabalho e o fim dos programas de auxílio governamental, que podem restringir o ritmo da retomada esperada para o setor", diz. O Índice de Expectativas chegou a 61,2 pontos, a quarta elevação consecutiva. Em relação à economia brasileira, avançou de 50,4, em julho, para 55,4 pontos, em agosto, em resposta ao aumento do percentual de empresários otimistas, que passou de 33,7% para 43,1%. Verificou-se, também, uma redução no pessimismo entre os empresários, de 27,5% para 19,1%. O Índice de Expectativas da Empresa foi o componente de melhor desempenho no mês: 64,1 pontos, contra 59,2 em julho.
Já o Índice de Condições Atuais registrou a maior alta desde julho de 2009, ao passar de 35 pontos para 47,7 entre julho e agosto. Isso significa que a percepção de piora, abaixo dos 50, ainda predomina, mas diminuiu muito entre os empresários, especialmente em respeito à economia brasileira, cujo índice subiu de 27,8 para 42,4 pontos. No mesmo período, o percentual que percebeu piora da economia brasileira caiu de 78,2% para 45,5%, e o que notou melhora cresceu de 4,7% para 21,1%. O Índice de Condições Atuais das Empresas também avançou e voltou ao terreno positivo, ainda que muito próximo da neutralidade, ao chegar a 50,4 pontos.
 
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