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mercado financeiro

- Publicada em 18h18min, 04/08/2020.

Bolsa de São Paulo limita perdas e fecha em baixa de 1,57%, a 101.215,87 pontos

No pior momento do dia, o Ibovespa ameaçou ceder o importante suporte de 100 mil pontos

No pior momento do dia, o Ibovespa ameaçou ceder o importante suporte de 100 mil pontos


SUAMY BEYDOUN /AGIF/FOLHAPRESS/JC
Pelo segundo dia o Ibovespa seguiu rumo próprio, dissociado do exterior, dando sinais de fraqueza após ter reconquistado o nível dos 105 mil pontos na semana passada, e que fora conservado em dois fechamentos seguidos, em 29 e 30 de julho. Nesta terça (4), o principal índice da B3 limitou as perdas em direção ao fechamento, em baixa de 1,57%, a 101.215,67 pontos, ainda assim no menor nível desde 16 de julho (100.553,27), permanecendo em terreno negativo em oito das últimas 11 sessões, desde o dia 21 de julho, e nestas duas primeiras de agosto - a desta terça-feira foi a quarta perda consecutiva.
Pelo segundo dia o Ibovespa seguiu rumo próprio, dissociado do exterior, dando sinais de fraqueza após ter reconquistado o nível dos 105 mil pontos na semana passada, e que fora conservado em dois fechamentos seguidos, em 29 e 30 de julho. Nesta terça (4), o principal índice da B3 limitou as perdas em direção ao fechamento, em baixa de 1,57%, a 101.215,67 pontos, ainda assim no menor nível desde 16 de julho (100.553,27), permanecendo em terreno negativo em oito das últimas 11 sessões, desde o dia 21 de julho, e nestas duas primeiras de agosto - a desta terça-feira foi a quarta perda consecutiva.
Em certo momento do começo da tarde, nenhuma ação do Ibovespa conseguia sustentar ganhos na sessão, mas ao final algumas conseguiram se destacar, em especial Vale (+0,73%), MRV (+0,65%) e Hypera (+0,58%). No lado oposto do índice, Itaú cedeu 5,83%, seguido por Cogna (-5,73%), CVC (-5,40%) e Cielo (-5,00%), com o setor financeiro entre os mais pressionados do dia, após balanços com lucros declinantes em razão de aumento de provisões para inadimplência e, sobretudo, a expectativa de que o Senado coloque em votação proposta de tabelamento de juros do cheque especial e do cartão de crédito.
No pior momento do dia, o Ibovespa ameaçou ceder o importante suporte de 100 mil pontos, rondando o ponto de apoio importante no atual momento do ciclo de retomada - nível que, uma vez rompido, tenderia a acentuar as perdas da sessão, com o disparo de ordens de 'stop loss', aponta um operador. Hoje, o índice tocou a marca de 100.004,50 pontos, em queda de 2,75% na mínima do dia, em flutuação de mais de 3 mil pontos em relação à máxima, de 103.011,50, saindo de 102.825,55 pontos na abertura da sessão.
O giro financeiro, a R$ 40,1 bilhões, foi reforçado pelo início da operação de venda de ações da Vale detidas pelo BNDES. A redução da participação do banco de fomento na mineradora foi iniciada nesta terça-feira com a venda de mais de 135,6 mil ações em circulação, o que representa 2,56% do capital social total da Vale. Tendo oscilado entre ganhos e perdas ao longo do dia, Vale ON acabou encerrando a sessão em alta de 0,73%, na ponta do Ibovespa.
 
"Esta volatilidade observada na ação da Vale refletiu o ruído de que o Senado tomou interesse pelo leilão de ações em poder do BNDES, que pode se resumir apenas a uma busca por informações, mas, no limite, pode haver uma interferência política em operação que é muito bem-vista pelo mercado, que teme então um passo atrás", aponta Rodrigo Franchini, sócio e head de Produtos na Monte Bravo Investimentos.
Ele chama atenção também para outro desdobramento político, que contribuiu para a queda nesta terça-feira das ações de bancos, setor de maior peso na composição do Ibovespa e ainda muito atrasado no ano. "Houve tuíte do senador Álvaro Dias indicando votação em comissão, no dia 6, de projeto que propõe o tabelamento de juros do cartão de crédito", diz Franchini, referindo-se a um fator que, ora parecendo a caminho do engavetamento, ora sendo ressuscitado, sempre traz danos às ações do setor.
"A votação do projeto do 'teto de juros', elaborado pelo senador Álvaro Dias, que prevê, até o fim de dezembro, que os bancos restrinjam a 30% a cobrança de juros do cheque especial e do cartão de crédito, é uma notícia negativa, na medida em que impacta bastante o nível de receita. Mas se espera uma forte resistência na Câmara dos Deputados", ressalva Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.
Na semana, as perdas do Ibovespa chegam agora a 1,65% e, no ano, voltam a escalar a 12,48%, após terem sido limitadas à casa de 8% na semana passada, quando o Ibovespa emendava dois fechamentos na faixa de 105 mil pontos, em seu melhor momento desde o pior ponto da curva, em 23 de março, data em que fechou aos 63.569,62 pontos, tendo chegado a 62.161,38 na mínima daquele dia.
Além da queda pronunciada das ações de bancos, com ItaúUnibanco ainda à frente no fechamento - após o balanço com queda de 40% no lucro em razão de aumento de provisões, além da sinalização sobre inadimplência apontada pela instituição para 2021 -, as ações de commodities retiraram parte do suporte que haviam proporcionado mais cedo ao Ibovespa, quando tanto Petrobras como Vale operavam em alta. Ao final, Petrobras PN apontava leve perda de 0,09%, com a ON em baixa de 0,13%.
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