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Agronegócios

- Publicada em 21h20min, 03/08/2020. Atualizada em 13h43min, 04/08/2020.

Grupos frigoríficos reforçam aportes e contratações no Rio Grande do Sul

JBS deve injetar R$ 500 milhões no Rio Grande do Sul nos próximos dois anos

JBS deve injetar R$ 500 milhões no Rio Grande do Sul nos próximos dois anos


JBS/DIVULGAÇÃO/JC
Thiago Copetti
As boas perspectivas para o setor de carnes estão levando as maiores produtoras de proteína animal do Brasil a reforçarem investimentos no Rio Grande do Sul. A JBS contratou 3,1 mil pessoas no Estado desde março, está com outras 400 vagas abertas e deve investir R$ 500 milhões em solo gaúcho nos próximos dois anos, dentro de um plano nacional de R$ 8 bilhões a serem injetados até 2025. A BRF, que desde o início da pandemia já contratou cerca de 1 mil pessoas, deverá abrir mais 600 posições até dezembro. O grupo Marfrig se soma a esse movimento com a ampliação do quadro de funcionários na unidade de São Gabriel, com a contratação de 217 trabalhadores.
As boas perspectivas para o setor de carnes estão levando as maiores produtoras de proteína animal do Brasil a reforçarem investimentos no Rio Grande do Sul. A JBS contratou 3,1 mil pessoas no Estado desde março, está com outras 400 vagas abertas e deve investir R$ 500 milhões em solo gaúcho nos próximos dois anos, dentro de um plano nacional de R$ 8 bilhões a serem injetados até 2025. A BRF, que desde o início da pandemia já contratou cerca de 1 mil pessoas, deverá abrir mais 600 posições até dezembro. O grupo Marfrig se soma a esse movimento com a ampliação do quadro de funcionários na unidade de São Gabriel, com a contratação de 217 trabalhadores.
Ao todo, os frigoríficos abriram mais de 5 mil novos postos de trabalho no Estado desde o início da pandemia. Na BRF o reforço no quadro ocorre tanto em unidades produtivas quanto nos dois centros de distribuição, reforçando equipes em Lajeado, Marau, Serafina Corrêa e Nova Santa Rita, além de promotores e repositores de produtos que atuam em diferentes regiões gaúchas. Por estar em período de silêncio exigido antes da divulgação de novos balanços, no caso de companhias de capital aberto, a BRF não comenta futuros investimentos.
Por meio de nota, a companhia informa que o aumento das equipes no Estado vem garantindo o abastecimento da população e cumprindo medidas de preservação da saúde em todo o contexto operacional. As seleções para a BRF devem ter novidades em breve, com o lançamento de uma plataforma global de cadastramento de trabalhadores, o que deve ser anunciado este mês.
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BRF, que tem unidade em Lajeado, deve contratar mais 600 pessoas em diferentes cidades. Foto: BRF/Divulgação
No final de julho a BRF aprovou a captação de R$ 2,2 bilhões através da emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio - CRAs, com destino integral e exclusivamente para investimentos, custos e despesas relacionados à cadeia de produção. A primeira série dos CRAs tem valor de R$ 705 milhões e vencimento em sete anos. A segunda série, de R$ 1,495 bilhão, tem vencimento em 10 anos. A empresa, porém, não detalha, no documento referente ao tema, as unidades que receberão os aportes.
Na JBS, o cadastro para as vagas pode ser feito pelo link https://jbs.com.br/carreiras/, mas também nas unidades da empresa e com divulgação em pequenas cidades até mesmo com carros de som, diz Fernando Meller, diretor de recursos humanos da Seara, uma das marcas do grupo.
As vagas se destinam às nove unidades de produção e a uma unidade que atua no segmento de couro. De acordo com Meller, o investimento direto da companhia, de R$ 500 milhões em dois anos, terá como destino a ampliação de linhas de produção já existentes e a fabricação e desenvolvimento de novos itens. "O Rio Grande do Sul exerce um protagonismo na nossa produção de alimentos de origem animal. Recentemente, anunciamos investimento de R$ 1 bilhão para o Estado, sendo R$ 500 milhões nossos e R$ 500 milhões com parceiros e produtores integrados", explica Meller.
Com a contratação neste ano de 3,1 mil pessoas, diz o executivo, a JBS conta hoje com 14 mil funcionários no Estado. As contrações também foram para manter o ritmo de trabalho nas operações gerais e suprir, por exemplo, a necessidade deixada por funcionários que fazem parte do grupo de risco e se mantém afastadas do trabalho presencial - além de reforço nas áreas médicas e para triagens diárias de saúde em 100% dos funcionários.
"Com esse conjunto de ações conseguimos tanto dar continuidade às nossas atividades e ao plano de crescimento e diversificação de portfólio de produtos feitos aí no Rio Grande do Sul, para onde já repassamos R$ 21,7 milhões para ajudar no combate à pandemia em 16 municípios", destaca Meller.
A aposta, garante o executivo, tem como foco tanto o mercado interno quanto o Externo, já que a empresa tem habilitações para embarques para diversos países a partir de suas plantas gaúchas. E o possível avanço no status sanitário do Estado para zona livre de aftosa sem vacinação é um dos fatores de otimismo e perspectivas de expansão de vendas internacionais.
Na planta da Marfrig em São Gabriel, hoje já são 700 trabalhadores na unidade. Ao avançar para quase mil postos, a Marfrig se tornará a maior empregadora do setor privado no município, segundo a prefeitura da cidade. A expectativa da administração municipal é que os novos funcionários estejam efetivados até a segunda semana de agosto.
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