Porto Alegre, sexta-feira, 31 de julho de 2020.

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Conjuntura

Reforma tributária é prioridade para a retomada econômica após pandemia, diz Mourão

Seminário online Juntos para Recomeçar da ALRS recebeu o vice-presidente Hamilton Mourão

Seminário online Juntos para Recomeçar da ALRS recebeu o vice-presidente Hamilton Mourão


Reprodução/JC
Roberta Mello
O vice-presidente da República Hamilton Mourão participou nesta sexta-feira (31) do seminário online Juntos para Recomeçar, promovido pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS). Durante palestra em que determinou os principais caminhos para a retomada do crescimento do País depois da pandemia do novo coronavírus, Mourão destacou a importância de tirar a reforma tributária do papel e, depois, planejar a reforma administrativa.
O vice-presidente da República Hamilton Mourão participou nesta sexta-feira (31) do seminário online Juntos para Recomeçar, promovido pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS). Durante palestra em que determinou os principais caminhos para a retomada do crescimento do País depois da pandemia do novo coronavírus, Mourão destacou a importância de tirar a reforma tributária do papel e, depois, planejar a reforma administrativa.
Importante articulador dentro do governo federal, Mourão disse que já vem sendo feito um trabalho de convencimento dos parlamentares sobre a necessidade de reformulação do sistema tributário nacional. Na semana passada, o ministro da Economia Paulo Guedes apresentou a proposta do governo aos deputados.
Segundo o general, a reforma é uma das prioridades para garantir a retomada econômica do País. Para ele, o compromisso com a agenda de reformas iniciadas em 2019 com a reforma da previdência será capaz de tornar “o estado mais eficiente e preparar o Brasil para enfrentar os desafios em um cenário internacional totalmente desfavorável a países com desequilíbrios estruturais”.
Em um cenário global, o vice-presidente acredita que o Brasil deve estar atento às transformações do mercado, como a realocação de empregos e das indústrias de acordo com aspectos geopolíticos, à maior digitalização da economia e, sobretudo, à mudança nos padrões de investimentos de fundos e consumidores. Os critérios de sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e governança (ESG) vêm balizando a alocação de recursos. Esse assunto passou a estar mais presente na agenda do general desde que a disparada nas taxas de desmatamento na Amazônia desde 2019, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), bem como a divulgação do vídeo de uma reunião ministerial expondo o plano do Ministério do Meio Ambiente de mudar regras durante a pandemia e “passar a boiada” mobilizaram a sociedade brasileira e internacional, afastaram investidores e trouxeram impactos às companhias brasileiras.
Mourão preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL) e assumiu a tarefa de dialogar com agentes do mercado. Seu objetivo é “assegurar o compromisso do Brasil com as melhores práticas de governo, incluindo aí a preservação do patrimônio natural da floresta amazônica, bem como a punição rigorosa de quem promove a destruição desse patrimônio inalienável de todos os brasileiros”, garantiu.
Após a fala inicial de Mourão, o encontro foi aberto a perguntas de dirigentes empresariais. O presidente da Fiergs, Gilberto Petry, questionou quais são as medidas para garantir a retomada do poder de compra dos brasileiros e, assim, da já combalida indústria nacional. Mourão saiu pela tangente.
Braço direito do presidente Jair Bolsonaro, ele sinalizou com uma proposta de unificação dos programas de transferência de renda para famílias de baixa renda, em fase de estudo, em substituição ao auxílio emergencial pago nos últimos meses e voltou a defender o aumento na faixa de isenção do Imposto de Renda, compromisso assumido em campanha por sua chapa. No entanto, admitiu que a proposta de reforma tributária não prevê a atualização da tabela do Imposto de Renda.
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