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indústria

- Publicada em 16h57min, 29/07/2020. Atualizada em 18h30min, 29/07/2020.

Indústria calçadista reduz queda no emprego após fechar 44 mil postos no semestre

O Rio Grande do Sul é o estado que mais perdeu vagas nos primeiros seis meses do ano

O Rio Grande do Sul é o estado que mais perdeu vagas nos primeiros seis meses do ano


felipe faleiro/divulgação/jc
Depois de fechar 44 mil postos de trabalho no primeiro semestre de 2020 por conta da pandemia do novo coronavírus, o setor calçadista começa a sentir sinais de "despiora", segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). No pior mês da crise, em abril, foram perdidos mais de 29 mil postos na atividade, número que caiu para 16,5 mil em maio e 5,2 mil em junho.
Depois de fechar 44 mil postos de trabalho no primeiro semestre de 2020 por conta da pandemia do novo coronavírus, o setor calçadista começa a sentir sinais de "despiora", segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). No pior mês da crise, em abril, foram perdidos mais de 29 mil postos na atividade, número que caiu para 16,5 mil em maio e 5,2 mil em junho.
O Rio Grande do Sul é o estado que mais perdeu postos no primeiro semestre. As fábricas gaúchas perderam 14,7 mil postos. O estado é o principal polo calçadista brasileiro, respondendo por 22% do total produzido e 46% das receitas geradas com exportações de calçados no Brasil. São Paulo foi o segundo Estado que mais perdeu postos (-8 mil), seguido do Ceará (-5,8 mil) e Bahia (-4,7 mil).
O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, avalia que o quadro de arrefecimento das quedas deve deve seguir até o final do ano. "Uma recuperação mais substancial só será sentida no ano que vem, isso se tudo der certo, acharmos a vacina e o comércio estiver em pleno funcionamento", comentou Ferreira, em nota.
Para superar a crise, o setor também espera que seja barrado o veto presidencial à continuidade da desoneração da folha de pagamentos para 2021. Caso se confirme o veto, os calçadistas podem perder mais 15 mil postos ao longo do próximo ano, estima a Abicalçados.
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