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mercado financeiro

- Publicada em 11h26min, 22/07/2020.

Tensão entre EUA e China e agenda fraca provocam instabilidade do Ibovespa

Clima tenso entre os dois países influencia, de forma moderada, os investidores

Clima tenso entre os dois países influencia, de forma moderada, os investidores


SUAMY BEYDOUN /AGIF/FOLHAPRESS/JC
A tensão entre Estados Unidos e China deixar o investidor da Bolsa brasileira um pouco na defensiva, entrando como uma das principais justificativas para a realização de lucros, já que ontem esse processo foi moderado. O Ibovespa fechou em baixa de 0,11%, aos 104.309,74 pontos.
A tensão entre Estados Unidos e China deixar o investidor da Bolsa brasileira um pouco na defensiva, entrando como uma das principais justificativas para a realização de lucros, já que ontem esse processo foi moderado. O Ibovespa fechou em baixa de 0,11%, aos 104.309,74 pontos.
Em contrapartida, expectativa relacionada a resultados trimestrais de empresas de tecnologia (Microsoft e Tesla) nos EUA no fim do dia dá certo alívio. As bolsas norte-americanas têm ligeira alta esta manhã, ajudando o principal índice à vista da B3 também a subir, após idas e vindas mais cedo. Contudo, a valorização era de apenas 0,35%, às 11h24min, aos 104.671 pontos.
O clima desfavorável entre as duas potenciais mundiais contamina moderadamente a maioria dos mercados acionários. O governo dos EUA confirmou que exigiu o fechamento do consulado chinês em Houston (Texas), com o argumento de que a decisão tem o objetivo de "proteger propriedade intelectual americana e informações privadas de americanos". Já a China estaria considerando ordenar o fechamento do consulado dos EUA na cidade de Wuhan.
Além dessa cautela, a ausência de divulgação de indicadores considerados importantes pelo mercado deve deixar o Ibovespa instável, nos moldes de ontem. "Em semana de agenda ruim dá nisso volatilidade, não tem jeito. O mercado fica sem referencial, fica indo e vindo", diz o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira
Outra fonte de baixa pode vir das commodities, com destaque para o declínio em torno de 1,50% nas cotações do petróleo no mercado internacional, o que serve de argumento para empurrar as ações da Petrobras para o negativo.
Além disso, o investidor avalia a queda de 3,7% na produção da estatal no segundo trimestre, informada ontem pela empresa. No entanto, houve aumento no semestre e a companhia ainda manteve a meta para este ano de 2,7 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás), apesar da pandemia de coronavírus, que afetou sua produção.
A despeito do recuo no período de abril a junho, por conta dos efeitos da Covid-19, a Petrobras avalia que mesmo nesse contexto "desafiador", apresentou "um sólido desempenho operacional no período, tendo reagido rapidamente aos desafios impostos pela pandemia e a recessão global."
O resultado da votação da PEC do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), principal mecanismo de financiamento da educação básica no País, que ficou pior que o esperado, representando uma derrota para o governo deve se acompanhado pelo mercado. Contudo, Vieira, não acredita que vá ter força para definir os negócios. "O Fundeb já estava no acordo e, quanto à reforma tributária, independentemente de quantas propostas forem apresentadas, o debate será forte, não será fácil", avalia.
O Fundeb teve 492 votos a favor e os seis votos contra. Com as mudanças na PEC, mais 17 milhões de alunos serão beneficiados e o governo federal passa a responder por 23% do total dos recursos (ante o desejo de 15% do governo), que vão aumentar gradativamente durante seis anos. O texto segue agora para o Senado, que avalia pautar a PEC ainda nesta semana ou na próxima.
Já a primeira parte da proposta da reforma tributária foi entregue ontem e limitou-se à unificação dos dois impostos federais, PIS e Cofins, criando a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), com alíquota de 12%. Deve ficar no radar as ações do setor financeiro, já que a reforma prevê imposto menor para bancos. Em tempo: investidores da Vale acompanham audiência sobre se a tragédia de Mariana (MG) no Reino Unido.
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Agência Estado
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