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- Publicada em 03h00min, 20/07/2020. Atualizada em 16h04min, 20/07/2020.

Vivo inicia tecnologia 5G em áreas nobres da Capital

Tecnologia 5G DSS é alternativa enquanto Anatel não realiza leilão das frequências

Tecnologia 5G DSS é alternativa enquanto Anatel não realiza leilão das frequências


Jonah Pettrich by Unsplash/Divulgação/JC
Patricia Knebel
Começará pelas regiões do bairro Moinhos de Vento, avenida Carlos Gomes e Shopping Iguatemi a oferta do 5G da Vivo em Porto Alegre até o final do mês. A ativação na capital gaúcha acontece ao mesmo tempo que em outras sete cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Começará pelas regiões do bairro Moinhos de Vento, avenida Carlos Gomes e Shopping Iguatemi a oferta do 5G da Vivo em Porto Alegre até o final do mês. A ativação na capital gaúcha acontece ao mesmo tempo que em outras sete cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Ainda não será o 5G que o mercado aguarda ansiosamente, com a sua capacidade de tráfego 20 vezes maior que o 4G e a baixa latência - tempo entre enviar um pacote de dados e receber a resposta - que permitirá aplicações como telemedicina, realidade virtual em jogos e carros autônomos. Isso ainda depende do leilão das faixas de frequência que será feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apenas em 2021.
A aposta da Vivo e da Claro neste momento, as duas operadoras que já anunciaram a oferta, é no 5G DSS. Com esta tecnologia é possível compartilhar o espectro 3G e 4G não utilizado para prestar o serviço 5G. Contudo, como este espectro não possui uma banda contínua e dedicada, a experiência ainda não poderá ser sentida em sua totalidade.
"A Vivo está fazendo o que é possível neste momento. O potencial da tecnologia 5G é enorme e, enquanto não se tem as frequências dedicadas, estamos evoluindo a nossa rede e utilizando as frequências existentes, assim como sua ampla cobertura de fibra ótica", afirma Ricardo Costa Vieira, que assumiu recentemente como o novo diretor Regional Sul da Vivo.
Ele conta que o 5G DSS deverá permitir uma taxa de transmissão centenas de vezes maior do que a atual, com picos de até 20 Gbps e uma latência (teórica) de até 1 milissegundo - atualmente, com o 4G, a latência está perto de 80 milissegundos. Por enquanto, a operadora trabalhará um smartphone compatível, o Motorola EDGE, e em breve a Samsung deverá lançar dois modelos. Para o usuário conseguir usar o 5G, só com um aparelho compatível e nas áreas com cobertura.
Vieira assumiu o desafio da regional com a missão de impulsionar a liderança da Vivo no segmento móvel e levar o serviço Vivo Fibra, com banda larga de ultra velocidade, telefonia fixa e TV por assinatura a um número cada vez maior de pessoas no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Sob a sua gestão, são 1,1 mil colaboradores e 372 lojas próprias e revendas.
"Essa é a segunda maior operação da Vivo no Brasil e tenho a responsabilidade de apoiar o desenvolvimento do time e impulsionar nossa posição de destaque na região. Seguimos firmes no propósito de digitalizar para aproximar, especialmente nesse momento de isolamento pela Covid-19, no qual a conexão é ainda mais relevante para a sociedade", observa.
O executivo comenta que a operadora aproveitou o aprendizado da Espanha, onde fica a matriz do Grupo Telefónica, ao qual a Vivo faz parte. É que lá o vírus chegou com mais força antes que no Brasil. "Nos preparamos bem. Houve um real aumento da demanda das pessoas por mais banda larga e estamos investindo constantemente para ampliar a nossa cobertura", reforça Vieira.
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