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Serviços

- Publicada em 10h49min, 10/07/2020. Atualizada em 13h44min, 10/07/2020.

RS teve maior queda de serviços no País em maio frente a 2019, aponta IBGE

Serviços como transportes e que sofreram com menor fluxo do isolamento têm mais queda

Serviços como transportes e que sofreram com menor fluxo do isolamento têm mais queda


MARCO QUINTANA/JC
O impacto da pandemia, com medidas para evitar disseminação do novo coronavírus, foi sentido no setor de serviços com mais força no Rio Grande do Sul em maio. O Estado teve a maior queda no País, com recuo que chegou a 24% frente ao mesmo mês de 2019, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. No mapa Brasil, a pesquisa aponta recuo de 0,9% na comparação com o mês anterior e de 19,5% em relação ao ano anterior.   
O impacto da pandemia, com medidas para evitar disseminação do novo coronavírus, foi sentido no setor de serviços com mais força no Rio Grande do Sul em maio. O Estado teve a maior queda no País, com recuo que chegou a 24% frente ao mesmo mês de 2019, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. No mapa Brasil, a pesquisa aponta recuo de 0,9% na comparação com o mês anterior e de 19,5% em relação ao ano anterior.   
Em relação a abril, o setor inverteu, tentando descontar as taxas negativas, ao crescer 5,2% no volume. Abril concentrou o maior nível de fechamento de atividades gaúchas para combater o vírus.
Com o nível de queda frente a maio de 2019, o Estado está entre as maiores reduções do volume no ano, com 13,7%. 
O Rio Grande do Sul já vinha com recuos. Em março, que teve fechamento de setores em Porto Alegre - o Estado implementou restrições a partir de abril -, indicador teve queda.  
 
Além do setor gaúcho, também a atividade de serviços em Santa Catarina e da Bahia tiveram alta frente a abril, com avanço de 6,4% e 4,7%, respectivamente. Mas em maio frente a maio de 2019, a queda foi verificada em 25 das 27 unidades da federação, com São Paulo (-20,2%), Rio de Janeiro (-17,3%) e Minas Gerais (-17,7%) e Rio Grande do Sul (-24,0%). Por outro lado, as únicas contribuições positivas vieram do Mato Grosso (6,3%) e de Rondônia (9,3%).

Brasil: impacto maior é em serviços para famílias 

Segundo a apuração, é a quarta taxa negativa seguida no confronto mensal, com perdas acumuladas de 19,7%. O recuo sobre maio de 2019 foi o terceiro percentual negativo consecutivo. Também foi a queda mais intensa desde o início da série histórica, em janeiro de 2012. No acumulado no ano, o setor tem queda de 7,6% e, nos últimos 12 meses, de 2,7%.
As atividades com mais impactos negativos foram o de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com recuo de 20,8% na comparação com abril, no auge de medidas de isolamento em todo o País. Serviços prestados às famílias caíram 61,5%. Os dois setores sofreram bastante com as restrições e isolamento.
Outros segmentos como transporte aéreo despencou 76% frente a abril, dentro do grupo de transportes. Ja em relação a maio do ano passado, o fluxo de viagens aéreas teve alta de 9,2%, depois de cair mais de 70% em abril.    
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