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Indústria

- Publicada em 03h00min, 03/07/2020.

Aumento da atividade na indústria gaúcha não recupera perdas, afirma a Fiergs

O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) subiu 10,1% em maio, na comparação com o mês anterior, após duas quedas recordes, de 14,2%, em abril; e 10,6%, em março, revela a pesquisa divulgada nessa quinta-feira pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). O crescimento, porém, ainda é insuficiente para recuperar as perdas, que chegaram a 15,5% no acumulado dos três meses. "Os resultados refletem a flexibilização das medidas de isolamento social e o retorno parcial das atividades no período, sugerindo que o setor deixava para trás seu pior momento, ainda que permanecesse em patamares muito baixos. Porém, com as novas restrições determinadas para as atividades da indústria e do comércio no final de junho, a situação tende a se agravar novamente, e pode retardar ou diminuir ainda mais o ritmo da retomada. O cenário é de muita incerteza", afirma o presidente da FIERGS, Gilberto Petry. O índice de maio foi o segundo mais baixo da série iniciada em janeiro de 2003.
O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) subiu 10,1% em maio, na comparação com o mês anterior, após duas quedas recordes, de 14,2%, em abril; e 10,6%, em março, revela a pesquisa divulgada nessa quinta-feira pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). O crescimento, porém, ainda é insuficiente para recuperar as perdas, que chegaram a 15,5% no acumulado dos três meses. "Os resultados refletem a flexibilização das medidas de isolamento social e o retorno parcial das atividades no período, sugerindo que o setor deixava para trás seu pior momento, ainda que permanecesse em patamares muito baixos. Porém, com as novas restrições determinadas para as atividades da indústria e do comércio no final de junho, a situação tende a se agravar novamente, e pode retardar ou diminuir ainda mais o ritmo da retomada. O cenário é de muita incerteza", afirma o presidente da FIERGS, Gilberto Petry. O índice de maio foi o segundo mais baixo da série iniciada em janeiro de 2003.
A alta do IDI-RS foi puxada pelos indicadores mais diretamente associados à atividade industrial, como o faturamento real (16,5%), a utilização da capacidade instalada-UCI (9,1 pontos percentuais), as compras industriais (8,2%) e as horas trabalhadas na produção (7%). Em sentido oposto, os indicadores de mercado de trabalho mantiveram a tendência declinante: a terceira seguida do emprego (-1,7%) e a segunda da massa salarial real (-3,2%). O nível de emprego de maio é o menor desde janeiro de 2003. Em relação a 2019, a crise causada pela pandemia foi amplificada ainda por dois dias úteis a menos no mês, o que levou à forte queda da atividade na comparação com maio do ano passado: -18,3%.
Com o resultado negativo, a contração acumulada do IDI-RS em 2020 ganhou intensidade, chegando a 10,8% relativamente aos primeiros cinco meses de 2019. Todos os indicadores caíram. As compras industriais (-18,5%), o faturamento real (-15,3%) e as horas trabalhadas na produção (-11,9%) exerceram as maiores influências negativas. A UCI ficou 5,3 pontos percentuais abaixo do registrado no período, enquanto o emprego e a massa salarial real recuaram 2,3% e 7,3%, respectivamente. O cenário recessivo na indústria gaúcha é intenso e generalizado. De janeiro a maio de 2020, relativamente ao mesmo período de 2019, o nível de atividade caiu em 15 dos 17 setores pesquisados. As maiores contribuições negativas vieram de Veículos automotores (-20,2%), Máquinas e equipamentos (- 13,2%), Couros e calçados (-17,4%). Pelo lado positivo, destaque para Alimentos ( 3,1%).
 
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